Quando percebo minha poesia vazia,
é por causa da minha alma
que anda cheia demais,
cheia de muitas certezas,
carregada de olhos já vistos,
destas certezas que envenenam
esta singela poesia,
faz com que perca a curiosidade,
que eu não tenha dúvidas
e isso a deixa pesada,
como um fardo que tenho que levar,
paro um pouco,
faço uma oração...
"Pai, faz-me novo,
de um vazio que dantes não tinha,
de todos os meus preceitos,
inclusive daqueles
que me fazem ter certeza
de quem Tu és..."
Com essa prece,
sento-me na cadeira
e minha poesia
se preenche outra vez...
Thiago Azevedo
Belém, 06 de fevereiro de 2012
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Infinito amor
Deus com infinito amor,
amou o que é perene,
amou tanto
que superabundou sua existência
com centelhas de finitude
e com isso,
tornou-se poema de amor,
daqueles de se abraçar e beijar.
Como o horizonte,
que é eterno em sua linha
e vira ondas de mar,
para abraçar a beira do cais.
Thiago Azevedo
Belém, 05 de fevereiro de 2012
amou o que é perene,
amou tanto
que superabundou sua existência
com centelhas de finitude
e com isso,
tornou-se poema de amor,
daqueles de se abraçar e beijar.
Como o horizonte,
que é eterno em sua linha
e vira ondas de mar,
para abraçar a beira do cais.
Thiago Azevedo
Belém, 05 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Salmo 139
Mais uma música feita por mim, ainda não está acabada e creio que nem perto disso, mas é uma forma de tentar manter sua produção a salvo, caso perca de alguma forma. Desculpem também pela voz, desafinei pra caramba e a gravação é caseira, bem caseira também é só pra passar a idéia da música mesmo.
A idéia é falar sobre o salmo 139, de que não podemos nos esconder de Deus e de seu amor, por mais que procuremos isso, é inevitável, pois como diz o texto, ele nos sonda, mesmo que nos escondamos nas asas da alvorada ou façamos nosso leito no horizonte do mar, esse é o amor de Deus por nós, do bom pastor que vai atrás da ovelha perdida e não mede esforços para ver sua criação bem e feliz.
Salmo 139
Quem consegue
esconder a dor
se nem a flor
o seu silêncio
oculta ao jardim?
Qual a lágrima
do autor
o singelo amor
cantará
o coração
sem se ouvir?
Quem poderá
negar todos os fatos
os seus olhos fechar?
Quem poderá
ficar sem a luz do dia
sem o som da poesia
do sabiá?
Quem sentirá
vir a brisa
no horizonte
lhe avisar
que nas ondas
vem o mar?
Quem seguirá
o convite do luar,
da fogueira
e do amor
quem cantará?
Se repousar
meus poemas de alvorada
nos encantos do além-mar
e nas montanhas
fizer o meu lar
sem teu amor
o que será?
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Semeador Beija-flor
A palavra se fez poesia,
bailou ao som do vento,
semeando a primavera,
que é brisa, calmaria
e perfume feito alento.
Nas asas de um beija-flor,
colibri que dança em silêncio,
partilhar do mel, flor em flor,
voo livre, pássaro semeador,
pára o tempo num suave momento.
Palavra que é feito semente,
bendito verso a acalentar,
lágrima que se faz latente,
luto sofrido e silente,
semblante que não quer levantar.
Palavra seja outra vez criança,
verso, melodia e canção,
no peito seco, traz a esperança
e florescer novamente a imaginação,
faz renovo esta minha lembrança,
de beija-flor semeando meu coração.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2011
bailou ao som do vento,
semeando a primavera,
que é brisa, calmaria
e perfume feito alento.
Nas asas de um beija-flor,
colibri que dança em silêncio,
partilhar do mel, flor em flor,
voo livre, pássaro semeador,
pára o tempo num suave momento.
Palavra que é feito semente,
bendito verso a acalentar,
lágrima que se faz latente,
luto sofrido e silente,
semblante que não quer levantar.
Palavra seja outra vez criança,
verso, melodia e canção,
no peito seco, traz a esperança
e florescer novamente a imaginação,
faz renovo esta minha lembrança,
de beija-flor semeando meu coração.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2011
"O que semeia, semeia a palavra." Bíblia Sagrada | Marcos 4:14
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Vitral
partículas disformes,
sozinhas, nada são,
em singelo movimento,
molda-se rebentação.
amálgama feito vida,
sol a fazer luzir,
arte de grande artista,
piedade que faz redimir.
se olho tão de perto,
nada parece surgir,
precisa olhar de longe,
a serena poesia
que há no balé do colibri.
arco-íris multicor,
de pedaços imperfeitos,
quem pode dar perfeição
Àquele se faz um todo,
em partes que não são?
Thiago Azevedo
Marituba, 20 de outubro de 2010
sozinhas, nada são,
em singelo movimento,
molda-se rebentação.
amálgama feito vida,
sol a fazer luzir,
arte de grande artista,
piedade que faz redimir.
se olho tão de perto,
nada parece surgir,
precisa olhar de longe,
a serena poesia
que há no balé do colibri.
arco-íris multicor,
de pedaços imperfeitos,
quem pode dar perfeição
Àquele se faz um todo,
em partes que não são?
Thiago Azevedo
Marituba, 20 de outubro de 2010
"O vitral originou-se no Oriente por volta do século X.
Tendo florescido na Europa durante a Idade Média, os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de igrejas e catedrais, uma vez que o efeito da luz do Sol que por eles penetravam, conferia uma maior imponência e espiritualidade ao ambiente, efeito reforçado pelas imagens retratadas, em sua maioria cenas religiosas.
Adicionalmente, serviam como recurso didáctico para a instrução do catolicismo a uma população inculta e analfabeta." Wikipedia
Assim como no horizonte, o conhecimento de Deus é semelhante ao vitral, onde cada partícula representa uma minúscula parte desse conhecimento, que se olhado bem de perto fica impossível de perceber a beleza da obra, por outro lado, quando vamos nos afastamos, deixando que cada parte se una, mesmo que diferente, mesmo que disforme, formando uma única imagem, podemos ver que toda diferença entre as partes é irrelevante ante à grandeza da obra.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Reflexo do mundo
Ser reflexo do seu mundo,
é a forma que o poeta tem
para expressar sua palavra.
Que mundo tenho hoje?
que tempo tenho agora?
Antes contemplava o verde
da tão intensa floresta,
os imensos jardins
com seu colorido perfumado.
Agora me contento
com uma folha voando pelo ar,
uma flor que cresce
resistente no asfalto,
a fumaça que embaça o sol
como turvo pôr-do-sol
e este perfume exalado
pelas lojas de vidro
simulando a última flor
envolvida no laço,
que laça a alma perdida
em tempo que não é mais.
Ser reflexo do mundo,
que mundo?
que tempo?
que vida?
e agora?
Poesia,
um reflexo
de um mundo sem nexo...
Thiago Azevedo
Marituba, 07 de outubro de 2011
é a forma que o poeta tem
para expressar sua palavra.
Que mundo tenho hoje?
que tempo tenho agora?
Antes contemplava o verde
da tão intensa floresta,
os imensos jardins
com seu colorido perfumado.
Agora me contento
com uma folha voando pelo ar,
uma flor que cresce
resistente no asfalto,
a fumaça que embaça o sol
como turvo pôr-do-sol
e este perfume exalado
pelas lojas de vidro
simulando a última flor
envolvida no laço,
que laça a alma perdida
em tempo que não é mais.
Ser reflexo do mundo,
que mundo?
que tempo?
que vida?
e agora?
Poesia,
um reflexo
de um mundo sem nexo...
Thiago Azevedo
Marituba, 07 de outubro de 2011
Estudando um pouco sobre poesia, cada poeta tem uma relação intrísica com seu tempo, seu mundo e momento. Isso me assaltou um tempo, parei e fiquei meditando sobre que tipo de poeta, ou projeto de poeta sou? Que tempo e mundo eu tenho para falar? Me vi aflito, por ao certo não saber, por estar mergulhado numa rede de dúvidas ao olhar para a história do presente e ver um mundo definhando dentro de si mesmo.
Numa palestra que o professor Manoel Moraes fez, percebi que as pessoas não sabem mais o que fazer da própria vida, parece que todos perderam o nexo.
Como diz o Chico, assim como os cegos, os poetas podem ver na escuridão, ou pelo menos ver a escuridão em que estão todos, porque muitos ainda nem se imaginam estar envolvidos nesta imensa crosta densa que cega os olhos e os sentidos, esse tempo se assemelha ao que diz o poeta que escreveu:
"O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz." Bíblia Sagrada
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Coração de areia - A Canção
Deus fez sarau de vida,
toada de singela poesia,
coração que se desfez
na poeira do tempo,
em lágrimas e melodia.
Fez-se miserável por nós,
um coração que desmancha
feito areia de mar,
para florescer outra vez,
o amor que se fez desaguar.
Coração de areia,
tornado pura terra,
traz nova primavera,
envolvida pela aurora
que o orvalho vem regar.
Coração de areia,
faz da minha canção, um mar,
para navegar ao fim da tarde,
sentir uma nova saudade
e outros tempos recordar.
Deus que se faz areia,
coração em corrente preamar,
traz meu barco de volta,
pra ancorar neste teu cais,
descansar este meu choro
e poder te amar um pouco mais...
Thiago Azevedo
Belém, 27 de setembro de 2011
toada de singela poesia,
coração que se desfez
na poeira do tempo,
em lágrimas e melodia.
Fez-se miserável por nós,
um coração que desmancha
feito areia de mar,
para florescer outra vez,
o amor que se fez desaguar.
Coração de areia,
tornado pura terra,
traz nova primavera,
envolvida pela aurora
que o orvalho vem regar.
Coração de areia,
faz da minha canção, um mar,
para navegar ao fim da tarde,
sentir uma nova saudade
e outros tempos recordar.
Deus que se faz areia,
coração em corrente preamar,
traz meu barco de volta,
pra ancorar neste teu cais,
descansar este meu choro
e poder te amar um pouco mais...
Thiago Azevedo
Belém, 27 de setembro de 2011
Essa é a primeira versão do que poderá ser a canção Coração de Areia, eu remontei o poema original em verso livre e tentei organizar em versos mais metrificados, claro que nem tanto, para poder se enquadrar melhor à melodia, que ainda não tem.
Vamos ver se dá pra acontecer...
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Coração de areia
Na toada da poesia,
ouve-se o sarau de Deus,
que com amor, se desfez,
deixou-se e se lançou,
tornando-se seu próprio algoz,
desfacelando o coração,
carne transformada
em poeira do tempo
e se lança ao vento,
a espalhar-se pela vida,
um punhado a adubar o mundo.
Coração de areia
tornado terra pura,
que floresce em cada jardim
uma nova primavera,
envolvida pela aurora
e bem aventura a tristeza,
lágrimas que se tornam orvalho,
a regar e frutificar os sonhos,
as esperanças e a fé.
Coração de areia
que faz do mar, praia,
para caminhar ao fim de tarde,
deslumbrar-se com o pôr-do-sol
e sentir outra vez saudades
daquele tempo em que havia amor.
Deus que se fez areia,
coração se fez preamar,
que acolhe o pescador
e faz o barco buscar o cais,
Deus que se faz miserável,
só para poder amar
um pouco mais...
Thiago Azevedo
Marituba, 26 de setembro de 2011
ouve-se o sarau de Deus,
que com amor, se desfez,
deixou-se e se lançou,
tornando-se seu próprio algoz,
desfacelando o coração,
carne transformada
em poeira do tempo
e se lança ao vento,
a espalhar-se pela vida,
um punhado a adubar o mundo.
Coração de areia
tornado terra pura,
que floresce em cada jardim
uma nova primavera,
envolvida pela aurora
e bem aventura a tristeza,
lágrimas que se tornam orvalho,
a regar e frutificar os sonhos,
as esperanças e a fé.
Coração de areia
que faz do mar, praia,
para caminhar ao fim de tarde,
deslumbrar-se com o pôr-do-sol
e sentir outra vez saudades
daquele tempo em que havia amor.
Deus que se fez areia,
coração se fez preamar,
que acolhe o pescador
e faz o barco buscar o cais,
Deus que se faz miserável,
só para poder amar
um pouco mais...
Thiago Azevedo
Marituba, 26 de setembro de 2011
Ao me deleitar com as palavras do Pr. Manoel Moraes, me veio ao coração este poema em versos livres. A expressão, ou as expressões, que me tocaram foi através do significado de misericórdia, que quer dizer misericárdia, ou tornar o coração miserável, como se o tivesse transformado em areia, expressão utilizado pelo Pr. Manoel Moraes.
Deus tornou seu coração miserável por nós, transformou seu coração em poeira por causa do seu amor, isso realmente me tocou profundamente, trouxe uma significação poética profunda sobre o que significa ser misericordioso e com certeza também, tornou para mim, ser humano arrogante e presunçoso, um sentimento inalcansável. Somente Deus repleto e somente amor pode se deixar tornar miserável e diluir seu coração em poeira lançada ao vento para adubar a vida dos homens e dar-lhes novo significado, uma nova primavera...
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Mistério da vida
Olhe bem pela janela,
um rouxinol acabou de pousar,
tão pequeno, pensou ela,
como pode ser tão belo seu cantar?
Observe estas pequenas coisas,
o florescer no velho pomar,
veja como engatinha a pequena criança
e balbucia seu tímido falar.
Sinta as asas da alvorada,
que te levam a descansar,
nos mais longinquos mares
e faz a vida novamente renovar.
Esta vida se faz mistério,
como o fim de cada começar,
o nascer perene do rebento
e o morrer em cada invernar.
Olhe bem pela janela,
a brisa que lhe veio tocar,
suave carinho divino,
seu coração lhe vem consolar.
Thiago Azevedo
Marituba, 25 de agosto de 2011
um rouxinol acabou de pousar,
tão pequeno, pensou ela,
como pode ser tão belo seu cantar?
Observe estas pequenas coisas,
o florescer no velho pomar,
veja como engatinha a pequena criança
e balbucia seu tímido falar.
Sinta as asas da alvorada,
que te levam a descansar,
nos mais longinquos mares
e faz a vida novamente renovar.
Esta vida se faz mistério,
como o fim de cada começar,
o nascer perene do rebento
e o morrer em cada invernar.
Olhe bem pela janela,
a brisa que lhe veio tocar,
suave carinho divino,
seu coração lhe vem consolar.
Thiago Azevedo
Marituba, 25 de agosto de 2011
A vida é feito um mistério, já disse uma vez o Boca livre e portanto, sua beleza está nas pequenas coisas, nos mínimos detalhes que as vezes deixamos escapar aos nossos olhos, porém, pior ainda, é deixar escapar isso tudo aos nossos corações.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Salmo 139
Quando só havia o silêncio
nenhum dia a se contar
preparaste o meu berço
e com um velho violão
compôs belas canções
de acalentar.
Mesmo sem saber compor
e nenhum verso me vier cantar
uma melodia já existia
sussurrar em meu coração
semeando nova poesia
de esperançar.
Se planar nas asas da alvorada
e sonhar nos extremos do mar,
até ali a tua måo é presença,
para todos os meus medos
teu abraço é puro alento,
tua voz é canção de ninar.
Quem pode evitar tua presença
e fugir para longe de tua face?
Se houver em mim, Senhor
algo que me faça esconder
no denso breu me encontrarás
farás minh'alma emudecer.
Sonda Senhor,
prova o que há no coração
olha minhas pegadas
faz-me outra vez descansar
em pastos mais verdejantes
e em calmas águas navegar.
Thiago Azevedo
Marituba, 08 de agosto de 2011
nenhum dia a se contar
preparaste o meu berço
e com um velho violão
compôs belas canções
de acalentar.
Mesmo sem saber compor
e nenhum verso me vier cantar
uma melodia já existia
sussurrar em meu coração
semeando nova poesia
de esperançar.
Se planar nas asas da alvorada
e sonhar nos extremos do mar,
até ali a tua måo é presença,
para todos os meus medos
teu abraço é puro alento,
tua voz é canção de ninar.
Quem pode evitar tua presença
e fugir para longe de tua face?
Se houver em mim, Senhor
algo que me faça esconder
no denso breu me encontrarás
farás minh'alma emudecer.
Sonda Senhor,
prova o que há no coração
olha minhas pegadas
faz-me outra vez descansar
em pastos mais verdejantes
e em calmas águas navegar.
Thiago Azevedo
Marituba, 08 de agosto de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Reconciliação
clara luz
dissipa a cega escuridão
orienta o caminho
trilha novas saídas
aos sonhos que virão
alento e salvação.
todo amor
aquece o ferido coração
em noites tão frias
carentes e vazias
cheias de desilução
afago e adoção.
viver o bem
é rio a fluir comunhão
partilha e companhia
navegar na travessia
poesia, melodia e violão
letra e canção.
plena vida
floresce na celebração
tão frágil é o ninar
voz rouca que acalanta
sonho e recordação
esperança e renovação.
primavera flor
desabrocha a emoção
que suspira silente
o alvorecer do leste
e finda a solidão
paz e reconciliação.
clara luz
afago e adoção
todo amor
alento e salvação
todo bem
esperança e renovação
toda vida
paz e reconciliação
toda flor
letra e canção.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de junho de 2011
dissipa a cega escuridão
orienta o caminho
trilha novas saídas
aos sonhos que virão
alento e salvação.
todo amor
aquece o ferido coração
em noites tão frias
carentes e vazias
cheias de desilução
afago e adoção.
viver o bem
é rio a fluir comunhão
partilha e companhia
navegar na travessia
poesia, melodia e violão
letra e canção.
plena vida
floresce na celebração
tão frágil é o ninar
voz rouca que acalanta
sonho e recordação
esperança e renovação.
primavera flor
desabrocha a emoção
que suspira silente
o alvorecer do leste
e finda a solidão
paz e reconciliação.
clara luz
afago e adoção
todo amor
alento e salvação
todo bem
esperança e renovação
toda vida
paz e reconciliação
toda flor
letra e canção.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Porto Seguro (Thiago Azevedo e Fabrício Matheus)
Segue mais uma bela parceria entre meus amigos, esta música tem uma particularidade, encaminhei a letra para o Fabrício e para o Gladir musicarem, imaginava algo semelhante ao que fizemos no Canção para o Rio, um composição à seis mãos, porém, algo curioso aconteceu, praticamente simultaneamente os dois me encaminharam melodias diferentes e posto o dilema entramos no consenso de que esta seria composta de um poema e duas músicas e o mais engraçado, é que ouvindo uma depois da outra, sinto que elas se tornam uma canção só.
Esta é a que compus com o Fabrício, é uma gravação caseira e o Fabrício estava com gripe, espero que se recupere logo.
Porto Seguro
O sol desponta no dia
Descortinando a maré
Barco navega na lida
Do pescador que tem fé
A esperança é mais viva
Pro coração bendizer.
Na noite enluarada
Meu barco quer atracar
Rumo à nova jornada
Ver outra flor rebentar
E ver pairar na janela
O canto do sabiá.
Minha certeza é perene
Tal qual manga no pé
Segue na trilha perdida
Desfaz tudo o que quer
Minha certeza é perene
Tal qual onda e maré
Segue sem prumo, sem leme,
Ou ancoragem qualquer.
Porto seguro, meu guia
Pra descansar os meus pés
Traz um renovo, anuncia
Fogo que pode aquecer
Faz debruçar o cansaço
Partir pro abraço do Pai.
Belém -- Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2011.
Thiago Azevedo e Fabrício Matheus
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Adoração
Bem-te-vi,
bem que viu,
arco-íris rebenta no céu,
colorir multicor o chapéu,
sorriso da criança a brincar,
nova primavera de flor,
bem-te-vi a voar e voar.
Bem-te-vi,
bem que viu,
uma garoa, beijos de amar,
as mãos dadas, caminhar,
afagos da mãe, favos de amor,
café e bolo no quintal,
bem-te-vi a olhar e sonhar.
Bem-te-vi,
bem que viu,
semeando nova canção,
soa calma, uma oração,
sob as estrelas, o luar,
a passarada em seresta,
bem-te-vi a adorar e voar...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de maio de 2011
bem que viu,
arco-íris rebenta no céu,
colorir multicor o chapéu,
sorriso da criança a brincar,
nova primavera de flor,
bem-te-vi a voar e voar.
Bem-te-vi,
bem que viu,
uma garoa, beijos de amar,
as mãos dadas, caminhar,
afagos da mãe, favos de amor,
café e bolo no quintal,
bem-te-vi a olhar e sonhar.
Bem-te-vi,
bem que viu,
semeando nova canção,
soa calma, uma oração,
sob as estrelas, o luar,
a passarada em seresta,
bem-te-vi a adorar e voar...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de maio de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Entrelinhas
Está lá,
em meio às palavras e parábolas,
um sentimento exposto,
uma ferida exposta,
uma ausência sentida,
uma necessidade latente,
um pai a espera no portão,
olhar perdido para o horizonte,
um álbum de infância no colo.
Está lá, não digas que não,
nas entrelinhas da profana poesia,
tão profana, porém tão sagrada,
ele fugiu do céu não para salvar,
mas para ser salvo
desta angustiosa necessidade de abraçar
e amar intensamente outra vez.
Está lá, bem latente,
uma saudade que pulsa,
o coração que dói
por esta sofrida ausência,
este lado vazio no banco,
a voz flutuando no vazio,
o jardim não parece mais tão belo,
o pôr-do-sol traz somente recordações
de quando a casa tinha mais vida,
agora, um poço de interrogações.
Afinal, está lá,
para quem quiser ler,
até mesmo um Deus
pode ter suas próprias interrogações,
seu próprio sentimento de vazio,
sua própria necessidade de sentir-se às vezes
um pouco mais humano...
Thiago Azevedo
Belém, 11 de março de 2011
em meio às palavras e parábolas,
um sentimento exposto,
uma ferida exposta,
uma ausência sentida,
uma necessidade latente,
um pai a espera no portão,
olhar perdido para o horizonte,
um álbum de infância no colo.
Está lá, não digas que não,
nas entrelinhas da profana poesia,
tão profana, porém tão sagrada,
ele fugiu do céu não para salvar,
mas para ser salvo
desta angustiosa necessidade de abraçar
e amar intensamente outra vez.
Está lá, bem latente,
uma saudade que pulsa,
o coração que dói
por esta sofrida ausência,
este lado vazio no banco,
a voz flutuando no vazio,
o jardim não parece mais tão belo,
o pôr-do-sol traz somente recordações
de quando a casa tinha mais vida,
agora, um poço de interrogações.
Afinal, está lá,
para quem quiser ler,
até mesmo um Deus
pode ter suas próprias interrogações,
seu próprio sentimento de vazio,
sua própria necessidade de sentir-se às vezes
um pouco mais humano...
Thiago Azevedo
Belém, 11 de março de 2011
Gosto dos paradoxos, de brincar um pouco com a profana idéia de um Deus que sente saudades, possui suas próprias interrogações, interrogações de Deus, quem pode sondá-las?
Olhando o rio, e deixando-se sentir um pouco de saudades de coisas ou situações que não consigo descrever, percebi que todo este sentimento, nos faz sentir dúvidas, anseios e angústias. Porém, nas entrelinhas do texto sagrado, percebemos isso também, na parábola do pai amoroso, quando este olha longe o filho voltar, como se sempre o estivesse esperando, angustiosamente aguardando seu retorno, pronto para abraçá-lo. Todo este sentimento de ausência fez com que o pai perdesse um pouco o sentido das coisas e da vida.
Outro momento que pode-se notar esse sentimento é quando Jesus fala sobre a dor que sentia por sentir-se rejeitado e se comparou a galinha ao tentar protejer seus filhotes sob suas asas.
Se lermos os textos com o olhar da poesia, perceberemos o quanto isso é latente e podemos ousar dizer que até Deus tem seus momentos de sentir, nesta ausência de companhia, que tudo não tem sentido...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Canção do Guamá
À beira-mar, fim de tarde
O sol se despede neste ver-o-peso
Deste meu rio que é Guamá
Paro penso no rio que se faz por lá
De bem longe que às vezes esqueço
Conhecimento vago na mente
E imagino sem saber o que pensar.
A chuva em Belém que se faz faceira
Rega a poesia e a mangueira
Diferente do Rio que cai torrente,
Um rio que não se faz poesia,
Desabriga o amigo ou inimigo
Desfaz o que vê pela frente
Longe assim, como poder avisar?
O choro que cai no rio Guamá
É o mesmo lamento que chega até lá
No cais deste meu porto
Este Ver-O-Peso da minha esquina
Sabe o tamanho que pesa em mim
Ver em desalento o oprimido
Sem saber como consolar.
Rio Guamá de Botos e Iaras
Proteja e leve meu canto
Enxuga um pouco o pranto
Daquele rio que se faz por lá
Viaja mudando teu nome
Com um pedaço de meu peito
Que se desfaz no chorar.
Thiago Azevedo
Belém, 28 de janeiro de 2011
O sol se despede neste ver-o-peso
Deste meu rio que é Guamá
Paro penso no rio que se faz por lá
De bem longe que às vezes esqueço
Conhecimento vago na mente
E imagino sem saber o que pensar.
A chuva em Belém que se faz faceira
Rega a poesia e a mangueira
Diferente do Rio que cai torrente,
Um rio que não se faz poesia,
Desabriga o amigo ou inimigo
Desfaz o que vê pela frente
Longe assim, como poder avisar?
O choro que cai no rio Guamá
É o mesmo lamento que chega até lá
No cais deste meu porto
Este Ver-O-Peso da minha esquina
Sabe o tamanho que pesa em mim
Ver em desalento o oprimido
Sem saber como consolar.
Rio Guamá de Botos e Iaras
Proteja e leve meu canto
Enxuga um pouco o pranto
Daquele rio que se faz por lá
Viaja mudando teu nome
Com um pedaço de meu peito
Que se desfaz no chorar.
Thiago Azevedo
Belém, 28 de janeiro de 2011
O Rio, assim como a chuva, possui contrastes que se moldam em nosso país, a chuva que cai no norte não é a mesma que se faz no sudeste, isso se torna evidente após a tragédia que ceifou milhares de vidas e deixou outra multidão à mingua de pão, água e abrigo. Como olhar e pensar esses acontecimentos estando tão distante na presença? O que a TV nos mostra, dá apenas impressões, mas o que sentir? Fazer, podemos todos, quando nos dispomos a ajudar, mas mesmo assim, como sentir a dor dos pais que perderam seus filhos, filhos que perderam pais e os amores que se separaram pela dor da morte?
Tentei imaginar, tentei pintar o quadro de consolo e choro ante esta realidade, que mesmo distante na geografia, sempre estaremos próximos quanto à humanidade...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Choro reticente...
O choro da tenra criança
é mais que pedido de alento
é o clamor amoroso
de um Deus que se fez
Infância...
Thiago Azevedo
Belém, 21 de dezembro de 2010
é mais que pedido de alento
é o clamor amoroso
de um Deus que se fez
Infância...
Thiago Azevedo
Belém, 21 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Dias de chuva...
Em dias de chuva,
cada gota caída,
é lágrima silente,
saudade carente,
é poente esperar.
É amor ausente,
caminhar solitário,
é semblante pesado,
tempo cansado,
é sempre recordar.
É alento perdido,
sentimento incontido,
que a alma despida
se faz confessar.
Este tamanho ansiar,
é viver uma vida sem sentido,
caçar vento e vazio,
é vaidade e pesar.
Em dias de chuva,
cada gota é inteiro um mundo,
é mergulhar bem lá dentro e fundo,
nesta vida que é um mar.
É a saudade do sagrado
que faz desta chuva,
um chorar rasgado,
é ausência, perda e fardo,
é rio nascente,
mar poente,
é saudade silente
e lagrimar...
Thiago Azevedo
Belém, 16 de dezembro de 2010
cada gota caída,
é lágrima silente,
saudade carente,
é poente esperar.
É amor ausente,
caminhar solitário,
é semblante pesado,
tempo cansado,
é sempre recordar.
É alento perdido,
sentimento incontido,
que a alma despida
se faz confessar.
Este tamanho ansiar,
é viver uma vida sem sentido,
caçar vento e vazio,
é vaidade e pesar.
Em dias de chuva,
cada gota é inteiro um mundo,
é mergulhar bem lá dentro e fundo,
nesta vida que é um mar.
É a saudade do sagrado
que faz desta chuva,
um chorar rasgado,
é ausência, perda e fardo,
é rio nascente,
mar poente,
é saudade silente
e lagrimar...
Thiago Azevedo
Belém, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Uma estrela, um regaço
Terra árida, um caminho
sem companhia, solidão
uma estrela sozinha
um destino, um chão.
A alma é carente de vida
também por alento e perdão
caminhando sozinha, perdida
A secura da vida, um sertão.
A vida é fardo, cansaço
Lar sem estrelas, sertão
sozinho, a lua é cangaço
espera por paz e perdão.
De um Deus, traquinagem
céu de crianças, canção
há uma luz, um menino
de um pequeno, perdão.
Caminheiros da terra
em busca de lar, vinho e pão
uma vida em festa, alegria
amor que traz comunhão.
Uma estrela, um guia
uma luz, salvação
de uma certeza perdida
sedenta de ser condução.
Uma criança divina
veio do céu para o chão
fazer da vida, poesia
do verso, eterna canção.
Thiago Azevedo
Belém, 22 de novembro de 2010
sem companhia, solidão
uma estrela sozinha
um destino, um chão.
A alma é carente de vida
também por alento e perdão
caminhando sozinha, perdida
A secura da vida, um sertão.
A vida é fardo, cansaço
Lar sem estrelas, sertão
sozinho, a lua é cangaço
espera por paz e perdão.
De um Deus, traquinagem
céu de crianças, canção
há uma luz, um menino
de um pequeno, perdão.
Caminheiros da terra
em busca de lar, vinho e pão
uma vida em festa, alegria
amor que traz comunhão.
Uma estrela, um guia
uma luz, salvação
de uma certeza perdida
sedenta de ser condução.
Uma criança divina
veio do céu para o chão
fazer da vida, poesia
do verso, eterna canção.
Thiago Azevedo
Belém, 22 de novembro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Arrependimentos
Deus nas suas brincadeiras,
não mediu conseqüências,
resolveu fazer incompleto
a chamada primazia
de todas as criaturas.
Mais estranho ainda,
é ouvi-lo dizer
que ela é imagem sua
e mais ainda,
que muito boa é,
tão incompleta criatura.
Como deus pode pregar
uma peça dessas,
se no restante da criação,
tudo foi bom e perfeito?
Há perfeição no que é imperfeito?
Deus não responde,
deixa meu coração em dúvida
e sem solução.
Então vou à busca por respostas,
observo a natureza
e vejo perfeita harmonia,
mas nos humanos criados,
andando sempre em busca,
de sabe-se lá o quê.
Quanto mais passa o tempo,
vejo a natureza em sua perfeição,
mudar tanto e radicalmente,
não porque ela se transforme,
mas por causa da alma humana,
que no caminhar das eras,
continua a mesma.
Deus olha para o calendário,
observa o relógio velho e atrasado,
olha para os humanos,
em sua perfeita imperfeição,
matando-se e dando-se em morte,
destruindo o que ainda era perfeito,
possuindo sem ser possuidor.
Deus ao ver tudo isso se pergunta:
Pode haver um reflexo tão turvo?
Pode existir uma imagem tão manchada?
Onde está a verdadeira semelhança?
Deus senta-se no sofá,
chora e se arrepende
de um dia tê-los criado.
Thiago Azevedo
Belém, 4 de outubro de 2010
não mediu conseqüências,
resolveu fazer incompleto
a chamada primazia
de todas as criaturas.
Mais estranho ainda,
é ouvi-lo dizer
que ela é imagem sua
e mais ainda,
que muito boa é,
tão incompleta criatura.
Como deus pode pregar
uma peça dessas,
se no restante da criação,
tudo foi bom e perfeito?
Há perfeição no que é imperfeito?
Deus não responde,
deixa meu coração em dúvida
e sem solução.
Então vou à busca por respostas,
observo a natureza
e vejo perfeita harmonia,
mas nos humanos criados,
andando sempre em busca,
de sabe-se lá o quê.
Quanto mais passa o tempo,
vejo a natureza em sua perfeição,
mudar tanto e radicalmente,
não porque ela se transforme,
mas por causa da alma humana,
que no caminhar das eras,
continua a mesma.
Deus olha para o calendário,
observa o relógio velho e atrasado,
olha para os humanos,
em sua perfeita imperfeição,
matando-se e dando-se em morte,
destruindo o que ainda era perfeito,
possuindo sem ser possuidor.
Deus ao ver tudo isso se pergunta:
Pode haver um reflexo tão turvo?
Pode existir uma imagem tão manchada?
Onde está a verdadeira semelhança?
Deus senta-se no sofá,
chora e se arrepende
de um dia tê-los criado.
Thiago Azevedo
Belém, 4 de outubro de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Quatro amigos
Quatro amigos,
um único coração,
fazer levantar o amigo,
que se fixa ao colchão.
Entre todos os impecílhos,
entre a terra e o céu,
melhor pelo telhado,
esperança de irmão.
Quatro amigos,
entre dúvidas e esperanças,
erguem a fé,
um amigo no leito,
querem vê-lo de pé.
Ouviram ao longe,
a palavra de um divino,
que cura a tudo,
seja pobre, ou menino,
a todos que lhe vier.
Lançaram-se sem ao menos conhecer,
buraco aberto no telhado,
amor fraterno que fez mover,
compaixão ao amigo
deitado no chão.
Que te fez curar?
Mais do que fé,
foi o amor de irmão,
levanta-te e anda,
corre, pula e dança,
não há mais choro,
só amor e perdão.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de abril de 2010
um único coração,
fazer levantar o amigo,
que se fixa ao colchão.
Entre todos os impecílhos,
entre a terra e o céu,
melhor pelo telhado,
esperança de irmão.
Quatro amigos,
entre dúvidas e esperanças,
erguem a fé,
um amigo no leito,
querem vê-lo de pé.
Ouviram ao longe,
a palavra de um divino,
que cura a tudo,
seja pobre, ou menino,
a todos que lhe vier.
Lançaram-se sem ao menos conhecer,
buraco aberto no telhado,
amor fraterno que fez mover,
compaixão ao amigo
deitado no chão.
Que te fez curar?
Mais do que fé,
foi o amor de irmão,
levanta-te e anda,
corre, pula e dança,
não há mais choro,
só amor e perdão.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de abril de 2010
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