um rouxinol acabou de pousar,
tão pequeno, pensou ela,
como pode ser tão belo seu cantar?
Observe estas pequenas coisas,
o florescer no velho pomar,
veja como engatinha a pequena criança
e balbucia seu tímido falar.
Sinta as asas da alvorada,
que te levam a descansar,
nos mais longinquos mares
e faz a vida novamente renovar.
Esta vida se faz mistério,
como o fim de cada começar,
o nascer perene do rebento
e o morrer em cada invernar.
Olhe bem pela janela,
a brisa que lhe veio tocar,
suave carinho divino,
seu coração lhe vem consolar.
Thiago Azevedo
Marituba, 25 de agosto de 2011
A vida é feito um mistério, já disse uma vez o Boca livre e portanto, sua beleza está nas pequenas coisas, nos mínimos detalhes que as vezes deixamos escapar aos nossos olhos, porém, pior ainda, é deixar escapar isso tudo aos nossos corações.






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