Home | Twitter | Facebook | Para melhor visualização deste blog é recomendável a utilização de uma resolução de vídeo 1280 x 800.

Divulgue esta idéia

CancaodaFloresta

Mostrando postagens com marcador Palavra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Palavra. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de março de 2017

Reiventar

Se há palavra
nos vãos desatinos,
há um mar
que "horizonta" o olhar,
parte em busca do infinito,
navega para nunca mais...
verso que se lança
nas ondas da palavra,
nunca mais volta,
parte para outro cais,
num mar de si
e completar outros ais.
Se há poesia
em todos esses descaminhos
há um coração
que ancora todo sentimento
dá luz, sentido
e traduz aquilo que não foi dito...
Thiago Azevedo

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Preenchimento

Quando percebo minha poesia vazia,
é por causa da minha alma
que anda cheia demais,
cheia de muitas certezas,
carregada de olhos já vistos,
destas certezas que envenenam
esta singela poesia,
faz com que perca a curiosidade,
que eu não tenha dúvidas
e isso a deixa pesada,
como um fardo que tenho que levar,
paro um pouco,
faço uma oração...

"Pai, faz-me novo,
de um vazio que dantes não tinha,
de todos os meus preceitos,
inclusive daqueles
que me fazem ter certeza
de quem Tu és..."

Com essa prece,
sento-me na cadeira
e minha poesia
se preenche outra vez...

Thiago Azevedo
Belém, 06 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Rebentar da poesia

A poesia é como o rebento
que quer sair
e precisa emitir dores
tão profundas
que remodelam o ser.
Para parir poesia,
é preciso que a alma
esteja grávida
e sinta dores intensas.
Alma que não dói
não pode escrever,
não consegue encontrar
as palavras que amalgamam os versos,
pois poesia é parir
o que a alma está cheia.
Dor e alegria,
são o conjunto que formam
a gene da poesia,
como cromossomo de pai e mãe.
Ela não respeita seus desejos,
quer apenas ser,
um ser em si mesma,
a plenitude da mais singela poesia...

Thiago Azevedo
Belém, 06 de fevereiro de 2012

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Semeador Beija-flor

A palavra se fez poesia,
bailou ao som do vento,
semeando a primavera,
que é brisa, calmaria
e perfume feito alento.

Nas asas de um beija-flor,
colibri que dança em silêncio,
partilhar do mel, flor em flor,
voo livre, pássaro semeador,
pára o tempo num suave momento.

Palavra que é feito semente,
bendito verso a acalentar,
lágrima que se faz latente,
luto sofrido e silente,
semblante que não quer levantar.

Palavra seja outra vez criança,
verso, melodia e canção,
no peito seco, traz a esperança

e florescer novamente a imaginação,
faz renovo esta minha lembrança,
de beija-flor semeando meu coração.

Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2011
"O que semeia, semeia a palavra." Bíblia Sagrada | Marcos 4:14

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sementes (Thiago Azevedo e Gladir Cabral)



Mais uma parceria com Gladir Cabral. Sou agradecido a Deus por poder caminhar ao lado deste grande homem, e grande compositor de nossa música, tenho aprendido bastante com sua história e experiência e isso tem refletido diretamente em nossas canções. Espero que esse crescimento gere cada vez mais bons frutos para compor nosso belo jardim de poesia.

Sementes

A nota solta ao vento,
Pulou do velho violão
Sementes ao relento
No despertar de uma canção

O canto da alvorada,
A passarada a revoar
A jovem na calçada
Tão calada a meditar

No sonho, no tempo,
No encanto, no alento,
No giro tão lento
De cada momento


Pousado na janela
Amanheceu o rouxinol
Cantava só pra ela
E anunciava a luz do sol

A rosa, acostumada
A ser o centro da atenção,
Pensou que era pra ela
O sol, a voz e o violão

E o sonho, o tempo,
O encanto, o alento,
O giro tão lento
De cada momento


Thiago Azevedo e Gladir Cabral
Belém - Criciúma

sábado, 30 de abril de 2011

O vento e o tempo

Meu tempo
de contra-tempo
na chuva ou cais
a espera do vento
trazer uma mensagem
ao meu coração
aflito e perdido
ansiando paz.

Este vento
voa e voa a sussurrar
segue livre sua viajem
sem saber aonde chegar
espalha minha semente
deixando-a semear
aos corações sozinhos
precisando ter quem amar
deixa o vento seguindo
para um dia encontrar.

O tempo
e o vento
um olhar perdido
no horizonte do cais
pôr-do-sol escondido
por meu perdido olhar.

Suave brisa
acaricia o luar
pois o sol foi-se sozinho
sem amor para cantar
ensina-me uma canção
pra minha viola em silêncio
poder outra vez tocar.

O vento e o tempo
dá-me um novo olhar
acaricia meus anseios
pra eu poder recomeçar
manda minha carta
pro meu amor novamente
semear...

Thiago Azevedo
Belém, 01 de maio de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Gramatomântico

Sou um experimento de poesia,
ora, apaixonado romântico,
noutra concreto, semântico,
minha poesia queria a metafísica,
dei-lhe a metalingüística,
tornei-me arremedo,
colcha de retalhos
de muitas poesias,
das pedras e passarinhos,
que rolam e gorjeiam
sem saber onde pousar.

Sou um experimento
de minha própria poesia,
da noite e do dia,
em busca de sua própria metafísica,
da meta e lingüística
romântica poesia,

é gramatomancia.

Thiago Azevedo
Belém, 26 de abril de 2011

Desvairiedade

Unidade de
uma multidão de
unidades de
um todo de
um por todos de
uns todos por nenhuma
umidade na unidade das
partes de partes de
metades de
um todo
reflexo
concreto
complexo
objeto de
um de
todo
metade de
um
todo unidade
pai,
filho e
espírito santo
trindade da
deidade
amém!

Thiago Azevedo
Belém, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bastidores



Saiba que poetas não sabem escrever palavras belas,
apenas conseguem ver o que há de mais belo
por trás da cortina do espetáculo.

Thiago Azevedo
Belém, 11 de abril de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Transgressão

A poesia é transgressora
dos sentimentos que se procura esconder,
o que está oculto, os versos trazem à tona,
como a nascente revelada pelo furor da cachoeira,
ou da palavra que quer permanecer em silêncio,
entretanto a poesia,
encontra a língua que abusa de metáforas
e ousa viver à mercê de seus neologismos.
Para viver a poesia,
é preciso transgredir-se,
deixar-se vulnerável em palavras que fortalecem,
é viver paradoxos,
incompreender o que é compreensível,
ver no banal, o essencial,
é não ter controle de si mesmo.

No fim, a poesia te fará um ser humano melhor,
não por ser perfeito,
pelo contrário,
mas por mergulhar na imperfeição
e ver-se inteiramente fragilizado,
inteiramente sentido por si mesmo
e finalmente,
inteiramente humano...

Thiago Azevedo
Belém, 26 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Insanidade

Ainda não ultrapassei meus limites poéticos,
não explorei as incertezas que me assolam
e que faz de mim este misto
de insanidade e impureza,
um caderno de prosa
e manuscritos de poesia.

Ainda tenho medo da exposição,
tenho receio de minha inconseqüente poesia,
peço misericórdia aos poetas que me antecederam
e perdão aos que ainda vão me suceder,
sou um poeta medroso e irresponsável,
com um coração tolo e uma alma livre,
sou portador de uma pena acrisolada
pelo pecado de não saber ultrapassar
meus próprios pecados com pecados melhores,
por não saber lidar com esta insana liberdade.

Quero estar no além limite da imensidão de mim mesmo,
para poder viver a avassaladora intensidade de minha poesia.

Quando isso acontecer,
não terei temor em minha palavra,
não me arrependerei por ter a mais profana poesia,
me orgulharei por ter inventado novos pecados em forma de palavras,
assim, poderei viver meus versos com mais ousadia.

Thiago Azevedo
Belém, 09 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sem sentido...

Madrugada em silêncio
de som, alma e palavra,
página em branco, vazia,
é Infinito como o mundo,
é poesia.

Uma taça de vinho,
ouvir música do Chico,
um lamento solitário
em verso sem sentido,
é sentimento fingido.

Um verso sentido,
é sentimento perdido
num mundo infinito
do lamento de Chico,
a poesia é vazia
e o poeta fingido.

Thiago Azevedo
Belém, 08 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cadência

Palavra
deslavada
em mentira
cadenciada

na melodia
chorosa
cantada
em verso
e prosa.

Palavra
ressalvada
que salva
a poesia

que mente
e sente
poeta
músico
e hipocrisia.

Palavra
carregada
de dor
e ironia

morre
ao pé do ouvido
em sussurro
de amor
e agonia.

Thiago Azevedo
Belém, 06 de dezembro de 2010

sábado, 23 de outubro de 2010

Quando o vazio está cheio

Poemas são inconstantes,
vão e vem em instantes,
como a torrente maré,
que pode inundar a beira,
como também não dar pé.

Ah! Poemas brincalhões,
que abandonam os poetas,
sem dar satisfações,
deixando-nos a beira
de um ataque de nervos,

A arrancar os cabelos,
quebrar os lápis e canetas,
rasgar resmas de papel,
deixando-nos pensar
que perdemos a mão.

Remoemos as cadeias da alma,
em busca de uma palavra,
um verso, um tema,
nada vem ao encontro,
não há nenhum consolo.

Melhor é viver a hibernada,
deixar passar este inverno,
que faz deitar a poesia
em um doce descanso,
afinal, poesia não é proletária.

A arte de não escrever
também é poesia,
que não se manifesta na escrita,
mas em se deixar intensa,
para se viver plena e viva.

É um vazio cheio,
que alimenta nossos brios,
para num próximo encontro,
ao findar a invernada,
amanhecer em mais um verso,
e o florescer de uma nova poesia.

Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Brincador de palavras

Quando se brinca com as palavras,
Pode não acabar bem,
Você inverte o certo
E o sentido pode ficar sem.

Palavras são um poço de desentendidos,
Já dizia um velho autor de um livro antigo,
Você pinta, borda e cria neologismos,
Palavras novas e sem significado,
Só para o autor, mas não para o dicionário.

Para o brincador de palavras,
Os inimigos não são poucos,
Sintaxe, gramática e a maldita reforma ortográfica,
Mas que pouco influencia,
Para quem brinca com a forma e a dis-forma.

Brincar com palavras é perigoso,
Você pode acabar gostando
E no fim, se tornar poeta,
Poetas brincam o tempo todo,
Poetas são bichos loucos.

Thiago Azevedo
Belém, 18 de outubro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

Palavração

1 Palavra alta 3
2 De amor uma palavra 3
1 Voz calada 3
2 Silêncio de enamorada 3
1 Letra de canção 3
2 Beijos roubados 3
1 Palavração 3
2 Excitação 3

4 Na calada da noite 6
5 Viola e violeiro 6
4 Lua prateada 6
5 Oferta de serenata 6
4 Caminho e mãos dadas 6
5 É Melodia e canção 6
4 Paixão 6
5 Palavração 6

Thiago Azevedo
Belém, 16 de outubro de 2010

OBS: A poesia é um verdadeiro laboratório das palavras, neste poema resolvi experimentar algo inusitado pra mim, misturar os versos nas estrofes, os números que estão do lado dos versos, representam a seqüência da leitura dos versos, também a extrofe a ser lida. Com isso, o poema tem 6 estrofes misturadas. Depois que terminei de escrever e fui ler, deu um nó na minha cabeça.
Para criar este poema, precisei fazer os versos de forma normal e depois li e misturei, como numa salada ou para confeccionar um bolo chamado palavração.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

"Diga