bailou ao som do vento,
semeando a primavera,
que é brisa, calmaria
e perfume feito alento.
Nas asas de um beija-flor,
colibri que dança em silêncio,
partilhar do mel, flor em flor,
voo livre, pássaro semeador,
pára o tempo num suave momento.
Palavra que é feito semente,
bendito verso a acalentar,
lágrima que se faz latente,
luto sofrido e silente,
semblante que não quer levantar.
Palavra seja outra vez criança,
verso, melodia e canção,
no peito seco, traz a esperança
e florescer novamente a imaginação,
faz renovo esta minha lembrança,
de beija-flor semeando meu coração.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2011
"O que semeia, semeia a palavra." Bíblia Sagrada | Marcos 4:14






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