Ah Belém...
cidade que inspira
a mais bela poesia,
ao mesmo tempo
bucólica e moderna,
caótica e poética.
Belém,
são belos teus postais,
deliciosa a tua comida,
cidade bela e querida,
rios de bela nostalgia,
onde o sol dorme em paz.
Rio Guamá, Baía do Guajará,
terra de imensas Mangueiras,
da manga, açaí e tacacá,
peixe frito no Ver-o-peso,
vendedoras de verduras e cheiro,
barracas de belas cerâmicas
e trançado de artesanato.
Belém,
casa do pão não é teu nome,
nome que injustamente chamam,
cidade com a mais bela paisagem,
com as mais diversas linguagens,
muito mais que trigo e fermento,
casa de paz e alento.
És casa dos músicos e poetas,
da paisagem mais diversa,
entre o concreto e o nativo,
convive a nostalgia Landiana
em forma de passado moderno.
Belém não deixe
que a saudade de ti se perca,
que a modernidade te encubra,
que o verde se extinga,
que os poetas te deixem,
que a música se acabe.
Belém,
viva mais um dia
de teu pôr-do-sol,
de amor que brota dos amantes,
de mais um verso,
de mais uma poesia,
e depois de viver mais um dia,
viva para todo sempre,
Belém.
Thiago Azevedo
Belém, 30 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Um doente
Sinto uma dor grande,
uma dor física
que me consome,
entre analgésicos
e relaxantes musculares,
durmo, ou penso que durmo.
Uma dor lancinante,
que perfura a espinha,
como uma agulha
que percorre os nervos,
veia e acerta em cheio
minha paciência.
O colesterol alto,
uma dor na lombar,
a glicose alterada,
um peso acima da medida,
um corpo preso à mesa
e uma vida corrida.
Sinto-me um velho
de uns tantos poucos anos,
estou numa angústia gritante,
num desejo punjante,
de jogar tudo pro ar
e sair ao léu, viajar.
Que dor é essa,
capaz de me tirar a paz,
de me tirar o sono,
de me tirar a alegria,
que vai além da dor na espinha
e acrisola meu espírito em agonia?
Vou seguindo em frente,
na medida do possível,
parando de vez enquando,
para sentir um pouco mais de dor,
para tomar mais um copo d'água
e mais um comprimido de anador.
Thiago Azevedo
Belém, 28 de agosto de 2010
uma dor física
que me consome,
entre analgésicos
e relaxantes musculares,
durmo, ou penso que durmo.
Uma dor lancinante,
que perfura a espinha,
como uma agulha
que percorre os nervos,
veia e acerta em cheio
minha paciência.
O colesterol alto,
uma dor na lombar,
a glicose alterada,
um peso acima da medida,
um corpo preso à mesa
e uma vida corrida.
Sinto-me um velho
de uns tantos poucos anos,
estou numa angústia gritante,
num desejo punjante,
de jogar tudo pro ar
e sair ao léu, viajar.
Que dor é essa,
capaz de me tirar a paz,
de me tirar o sono,
de me tirar a alegria,
que vai além da dor na espinha
e acrisola meu espírito em agonia?
Vou seguindo em frente,
na medida do possível,
parando de vez enquando,
para sentir um pouco mais de dor,
para tomar mais um copo d'água
e mais um comprimido de anador.
Thiago Azevedo
Belém, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Ontem
Ontem
caminhamos por uma longa estrada
sem se preocupar com a chegada
apenas o caminho nos importava
colhendo as flores de muitos jardins
olhando nossos corações
caminhando juntos
num amor que não tinha fim.
Ontem
é um dia que se mantém vivo
através das pequenas lembranças
que são centelhas de memória
e recheiam de imensa alegria
faz vivermos o ontem
como se fosse agora.
Ontem
rima com saudade
que rima com poesia
a imaginação de um dia
que talvez nunca houvesse outrora
em uma paz torrente
que se levanta na aurora.
Só mais um dia queria
para viver esta eterna saudade
do hoje que se converte em ontem
perfilada de uma imensa tranquilidade
que faz meu coração descansar no amanhã
e buscar viver com mais piedade.
Thiago Azevedo
Belém, 27 de agosto de 2010
caminhamos por uma longa estrada
sem se preocupar com a chegada
apenas o caminho nos importava
colhendo as flores de muitos jardins
olhando nossos corações
caminhando juntos
num amor que não tinha fim.
Ontem
é um dia que se mantém vivo
através das pequenas lembranças
que são centelhas de memória
e recheiam de imensa alegria
faz vivermos o ontem
como se fosse agora.
Ontem
rima com saudade
que rima com poesia
a imaginação de um dia
que talvez nunca houvesse outrora
em uma paz torrente
que se levanta na aurora.
Só mais um dia queria
para viver esta eterna saudade
do hoje que se converte em ontem
perfilada de uma imensa tranquilidade
que faz meu coração descansar no amanhã
e buscar viver com mais piedade.
Thiago Azevedo
Belém, 27 de agosto de 2010
Chegou a primavera
Andando pela rua
vi um árvore
que antes não via
porque estava nua
sem frutos seus
sem folhas suas.
Andando pela rua
vi uma cor
que antes não via
porque tudo era cinza
sem a aquarela que vive
a pintar o dia de alegria.
Andando pela rua
senti um perfume
que antes não sentia
porque não existia aroma
das flores perfiladas
por pétalas suas.
Andando pela rua
percebi, não era inverno
era hora de despertar
a alma que estava a hibernar
era hora de descobrir o amor
era hora de voltar a amar.
Andando pela rua
recebi o amor
da morena que caminha
apaixonada e sozinha
que silente espera
o alvorecer da primavera.
Thiago Azevedo
Belém, 27 de agosto de 2010
vi um árvore
que antes não via
porque estava nua
sem frutos seus
sem folhas suas.
Andando pela rua
vi uma cor
que antes não via
porque tudo era cinza
sem a aquarela que vive
a pintar o dia de alegria.
Andando pela rua
senti um perfume
que antes não sentia
porque não existia aroma
das flores perfiladas
por pétalas suas.
Andando pela rua
percebi, não era inverno
era hora de despertar
a alma que estava a hibernar
era hora de descobrir o amor
era hora de voltar a amar.
Andando pela rua
recebi o amor
da morena que caminha
apaixonada e sozinha
que silente espera
o alvorecer da primavera.
Thiago Azevedo
Belém, 27 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Ulha
Ulha a mangueira menina,
ulha o jambeiro moleque,
ulha a pipa piqueno,
ulha.
Aí vem o tapioqueiro,
aí vem o picolezeiro,
aí vem o namoradeiro,
aí vem.
Vamos dar um passeio,
por entre as mangueiras,
por entre os açaizeiros,
nesta bela floresta
de bambuzeiros.
Estamos perto do Ver-o-peso,
mais que mercado, um templo,
entre pensantes e transeuntes
que firmes em romaria,
vão seguindo adiante.
Peixe frito, cerveja gelada, açaí,
cais do porto, artesanato.
vem ver o luar morena,
que rasga o rio e o mato.
Aí vem o pôr-do-sol morena,
aí vem o po-po-po no rio,
aí vem um vendedor de rosas,
aí vem.
Ulha as crianças na lama,
ulha a brincadeira de rua,
ulha a infância que chama,
ulha.
Elas colhem as belas mangas
as que caem no chão e as do pé,
pé que nasce em pequeno botão,
flor de poesia e fruta de paixão.
Vamos tomar banho de chuva,
da garoa da tarde cinzenta,
vamos sair gritando nas ruas,
a nossa paixão que brota do chão
e forma de botão de flor bela.
Ulha a poesia,
ulha o poeta,
ulha o trovador,
ulha.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de agosto de 2010
ulha o jambeiro moleque,
ulha a pipa piqueno,
ulha.
Aí vem o tapioqueiro,
aí vem o picolezeiro,
aí vem o namoradeiro,
aí vem.
Vamos dar um passeio,
por entre as mangueiras,
por entre os açaizeiros,
nesta bela floresta
de bambuzeiros.
Estamos perto do Ver-o-peso,
mais que mercado, um templo,
entre pensantes e transeuntes
que firmes em romaria,
vão seguindo adiante.
Peixe frito, cerveja gelada, açaí,
cais do porto, artesanato.
vem ver o luar morena,
que rasga o rio e o mato.
Aí vem o pôr-do-sol morena,
aí vem o po-po-po no rio,
aí vem um vendedor de rosas,
aí vem.
Ulha as crianças na lama,
ulha a brincadeira de rua,
ulha a infância que chama,
ulha.
Elas colhem as belas mangas
as que caem no chão e as do pé,
pé que nasce em pequeno botão,
flor de poesia e fruta de paixão.
Vamos tomar banho de chuva,
da garoa da tarde cinzenta,
vamos sair gritando nas ruas,
a nossa paixão que brota do chão
e forma de botão de flor bela.
Ulha a poesia,
ulha o poeta,
ulha o trovador,
ulha.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Padroeira dos poetas
Estou num silêncio absurdo,
nada que escrevo me agrada,
sinto uma necessidade latejante que não cura,
mas nada surge, nada brota em mim,
sinto uma pressão intensa,
como se algo houvesse para ser dito,
mas nada parece formar as orações
que necessito para dizer o indito.
Então, aceito clemente,
como um fiel devoto
desta padroeira dos poetas,
angustiados pela necessidade
de ter algo claro para dizer
quando tudo se faz turvo,
a ti dedico este idílio.
Ó padroeira dos poetas malditos,
que andam perdidos neste caminho,
sem o alento das palavras belas,
sem a escrita benfazeja da poesia,
abençoai.
Ó santa silenciosa,
que cala-nos a alma,
ensina-nos a ouvir melhor teu silêncio,
silêncio intenso que nos corta os sentidos,
faz cair em tão denso sono,
por não sabermos olhar para o lado de dentro,
abençoai.
Abençoai aos poetas
nos becos e frestas,
nos bares e calçadas
nos palcos e sargetas
ao som dos aplausos,
à angústia do silêncio,
abençoai
Padroeira dos silenciados,
falai através do som deste silêncio
que anuvia todas as certezas
e cala todo o movimentar das mãos
para manuscrever mais um verso
e recitar de mais um soneto.
Guia-nos pelas veredas da poesia,
mostrai o caminho da salvação,
toma-nos eternamente em tuas mãos,
e nos conduz às águas tranquilas,
nos recantos de nossas impuras almas.
Abençoai mãe dos poetas,
abençoai nos bares e puteiros,
abençoai os poetas bebados,
abençoai no mundo inteiro,
abençoai...
Thiago Azevedo
Belém, 22 de agosto de 2010
nada que escrevo me agrada,
sinto uma necessidade latejante que não cura,
mas nada surge, nada brota em mim,
sinto uma pressão intensa,
como se algo houvesse para ser dito,
mas nada parece formar as orações
que necessito para dizer o indito.
Então, aceito clemente,
como um fiel devoto
desta padroeira dos poetas,
angustiados pela necessidade
de ter algo claro para dizer
quando tudo se faz turvo,
a ti dedico este idílio.
Ó padroeira dos poetas malditos,
que andam perdidos neste caminho,
sem o alento das palavras belas,
sem a escrita benfazeja da poesia,
abençoai.
Ó santa silenciosa,
que cala-nos a alma,
ensina-nos a ouvir melhor teu silêncio,
silêncio intenso que nos corta os sentidos,
faz cair em tão denso sono,
por não sabermos olhar para o lado de dentro,
abençoai.
Abençoai aos poetas
nos becos e frestas,
nos bares e calçadas
nos palcos e sargetas
ao som dos aplausos,
à angústia do silêncio,
abençoai
Padroeira dos silenciados,
falai através do som deste silêncio
que anuvia todas as certezas
e cala todo o movimentar das mãos
para manuscrever mais um verso
e recitar de mais um soneto.
Guia-nos pelas veredas da poesia,
mostrai o caminho da salvação,
toma-nos eternamente em tuas mãos,
e nos conduz às águas tranquilas,
nos recantos de nossas impuras almas.
Abençoai mãe dos poetas,
abençoai nos bares e puteiros,
abençoai os poetas bebados,
abençoai no mundo inteiro,
abençoai...
Thiago Azevedo
Belém, 22 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Frase perfeita...
Estou em busca da frase perfeita,
aquela que eternizará meu nome
em páginas inteiras de tempo,
frase que será citada em contos,
refletida e repetida como prece,
canonizada pelos corredores
das escolas e universidades.
Busco a frase perfeita...
mas ela não existe,
ela não é perfeita,
nem pode ser uma prece,
é apenas mais uma frase,
entre tantas outras
que com o tempo
será esquecida,
nem ao menos citada,
uma frase apenas,
nada mais...
Thiago Azevedo
Belém, 19 de agosto de 2010
aquela que eternizará meu nome
em páginas inteiras de tempo,
frase que será citada em contos,
refletida e repetida como prece,
canonizada pelos corredores
das escolas e universidades.
Busco a frase perfeita...
mas ela não existe,
ela não é perfeita,
nem pode ser uma prece,
é apenas mais uma frase,
entre tantas outras
que com o tempo
será esquecida,
nem ao menos citada,
uma frase apenas,
nada mais...
Thiago Azevedo
Belém, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Simples beleza
Viu um cravo ou uma rosa?
encontrou-se com a sorte.
Vive intensamente o amor?
o coração lhe bate forte.
Descansa tranquilamente?
é a brisa que vem do norte.
Perdeu todo o sentido da vida?
encontrarás certamente na morte.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de agosto de 2010
encontrou-se com a sorte.
Vive intensamente o amor?
o coração lhe bate forte.
Descansa tranquilamente?
é a brisa que vem do norte.
Perdeu todo o sentido da vida?
encontrarás certamente na morte.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Que tristeza é essa?
Fui tomado por uma dor
que bate em meu peito,
faz latejar meu corpo
e molharem os olhos
de uma dor pungente
que me faz chorar.
Fui tomado por uma tristeza
que não compreendo,
uma tristeza tamanha
que não sei bem...
Olho para meu corpo,
tudo parece normal,
olho as fotos na parede,
vejo que está tudo bem,
tenho família, tenho amor,
mas porque ainda assim
estou tão tristonho?
Meus amigos passam
marcando minhas lembranças,
meu amor passeia
dançando em meu coração,
meus filhos bricam e brincam
para me fazerem feliz.
É possível estar triste
quando se está feliz?
Ainda não sei que dor é essa,
tão gritante e latejante,
que desmancha meu feliz semblante.
Que tristeza é essa,
que faz converter-se
em poesias de pranto?
Se é que algum dia na vida
algum poema feliz escrevi...
Esta agonia que assola
os demônios que me acompanham,
desmanchando as certezas
que haviam dentro de mim.
Enquanto houver essa tristeza
vou deitar na cama,
deixar rolar o pranto
e deixar fugir o riso,
quem sabe após a última lágrima
eu re-encontre o encanto
que havia nos meus primeiros versos...
Thiago Azevedo
Belém, 11 de agosto de 2010
que bate em meu peito,
faz latejar meu corpo
e molharem os olhos
de uma dor pungente
que me faz chorar.
Fui tomado por uma tristeza
que não compreendo,
uma tristeza tamanha
que não sei bem...
Olho para meu corpo,
tudo parece normal,
olho as fotos na parede,
vejo que está tudo bem,
tenho família, tenho amor,
mas porque ainda assim
estou tão tristonho?
Meus amigos passam
marcando minhas lembranças,
meu amor passeia
dançando em meu coração,
meus filhos bricam e brincam
para me fazerem feliz.
É possível estar triste
quando se está feliz?
Ainda não sei que dor é essa,
tão gritante e latejante,
que desmancha meu feliz semblante.
Que tristeza é essa,
que faz converter-se
em poesias de pranto?
Se é que algum dia na vida
algum poema feliz escrevi...
Esta agonia que assola
os demônios que me acompanham,
desmanchando as certezas
que haviam dentro de mim.
Enquanto houver essa tristeza
vou deitar na cama,
deixar rolar o pranto
e deixar fugir o riso,
quem sabe após a última lágrima
eu re-encontre o encanto
que havia nos meus primeiros versos...
Thiago Azevedo
Belém, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Desconcentrado
Estou desconcentrado,
perdido em pensamentos,
todos soltos e cercados
por uma intensa ansiedade,
um desejo de sair loucamente,
correndo a esmo,
simplesmente fugir correndo.
Minha cabeça está
como que girando e girando,
sem me deixar tonto,
sem sair do lugar,
ouço gritos,
falas descoordenadas,
manuscritos dislexos,
não sei corretamente
se escrevi meu nome,
será que nessa tensão louca
vou achar o caminho de casa?
Se não conseguir
espero que as estrelas
me sirvam de guia
e possa ficar em paz novamente.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de agosto de 2010
perdido em pensamentos,
todos soltos e cercados
por uma intensa ansiedade,
um desejo de sair loucamente,
correndo a esmo,
simplesmente fugir correndo.
Minha cabeça está
como que girando e girando,
sem me deixar tonto,
sem sair do lugar,
ouço gritos,
falas descoordenadas,
manuscritos dislexos,
não sei corretamente
se escrevi meu nome,
será que nessa tensão louca
vou achar o caminho de casa?
Se não conseguir
espero que as estrelas
me sirvam de guia
e possa ficar em paz novamente.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Poema incompleto
Desfaço
em cacos,
pedaços
quebrados,
partículas
minúsculas,
quadrados,
redondos,
quebrados.
refaço
colando
os cacos,
partes
de partes,
partidas,
incompletas,
perdidas,
o todo
incompleto,
pedaços
de pedaços,
poema
quebrado,
verso
incompleto,
rima
desfacelada,
escrito,
esquadrinhado
em poucas
palavras.
Thiago Azevedo
Belém, 05 de agosto de 2010
em cacos,
pedaços
quebrados,
partículas
minúsculas,
quadrados,
redondos,
quebrados.
refaço
colando
os cacos,
partes
de partes,
partidas,
incompletas,
perdidas,
o todo
incompleto,
pedaços
de pedaços,
poema
quebrado,
verso
incompleto,
rima
desfacelada,
escrito,
esquadrinhado
em poucas
palavras.
Thiago Azevedo
Belém, 05 de agosto de 2010
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