toada de singela poesia,
coração que se desfez
na poeira do tempo,
em lágrimas e melodia.
Fez-se miserável por nós,
um coração que desmancha
feito areia de mar,
para florescer outra vez,
o amor que se fez desaguar.
Coração de areia,
tornado pura terra,
traz nova primavera,
envolvida pela aurora
que o orvalho vem regar.
Coração de areia,
faz da minha canção, um mar,
para navegar ao fim da tarde,
sentir uma nova saudade
e outros tempos recordar.
Deus que se faz areia,
coração em corrente preamar,
traz meu barco de volta,
pra ancorar neste teu cais,
descansar este meu choro
e poder te amar um pouco mais...
Thiago Azevedo
Belém, 27 de setembro de 2011
Essa é a primeira versão do que poderá ser a canção Coração de Areia, eu remontei o poema original em verso livre e tentei organizar em versos mais metrificados, claro que nem tanto, para poder se enquadrar melhor à melodia, que ainda não tem.
Vamos ver se dá pra acontecer...





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