à Rosa, Beatriz e Cecília.
Queria escrever música de Chico,
estudei cada verso seu,
ouvi cada música sua,
mas não conseguia escrever
nenhuma música de Chico.
Então, aconteceu que desisti
e nas andanças desta vida,
vi no caminho uma bela rosa,
que florescia em um jardim,
foi então que percebi,
que me apaixonei
por música de Chico.
Deste amor que tive por Rosa,
abandonei o escrever música de Chico,
e começamos a viver música de Chico.
Este pleno amor que nos envolvia,
surgiu um belo botão,
Beatriz, a bailarina,
fazendo-me extremamente feliz,
e baila ao ouvir música de Chico
se divertindo com as cirandas,
entoadas para certas bailarinas.
Agora em mais uma primavera
que brota na vida,
em forma de belo botão,
a da música padroeira,
Cecília, a poetisa,
que embala a beleza dos versos,
que aprendi a viver e a escrever.
Hoje sou poeta,
não escrevo música de Chico,
mas amo todas as músicas de Chico
que vivem em meu coração,
fazendo da minha vida,
uma eterna canção de Chico.
Thiago Azevedo
Belém, 28 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Máquina de escrever
Como queria ter uma máquina de escrever,
daquelas bem velhinhas e pequenas,
para poder escrever um belo livro.
Sei lá, me deu uma saudade destas máquinas,
do barulho que fazem na batida das teclas,
soam como uma música que rima com café quente,
que se entoa numa melodia em dias de pouca luz,
num fim de tarde à beira de uma janela,
com as árvores do quintal fazendo cenário
para a construção de mais esta poética.
Como queria ter uma máquina de escrever,
acho que com ela, meus poemas parecerão melhores,
porque parecerão mais velhos,
poemas são como vinhos,
quanto mais marcados pelo tempo,
tornam-se mais belos e mais elegantes.
Como queria ter uma máquina de escrever,
assim pareceria menos preso aos dias da velocidade,
desta modernidade que consome a alma e a aura poética,
destes dias de puramente consumo,
como se os poemas pudessem ser diluídos no passar de um clique.
Como queria ter uma máquina de escrever,
creio que assim, me tornaria mais poeta,
como os grandes que aprendi a amar,
fico no vazio sonhando,
tentando vê-los escrevendo em suas velhas máquinas de escrever,
os poemas que marcaram vidas,
marcaram almas, marcaram histórias.
Ah! Como queria uma máquina de escrever...
Thiago Azevedo
Belém, 26 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Quando o vazio está cheio
Poemas são inconstantes,
vão e vem em instantes,
como a torrente maré,
que pode inundar a beira,
como também não dar pé.
Ah! Poemas brincalhões,
que abandonam os poetas,
sem dar satisfações,
deixando-nos a beira
de um ataque de nervos,
A arrancar os cabelos,
quebrar os lápis e canetas,
rasgar resmas de papel,
deixando-nos pensar
que perdemos a mão.
Remoemos as cadeias da alma,
em busca de uma palavra,
um verso, um tema,
nada vem ao encontro,
não há nenhum consolo.
Melhor é viver a hibernada,
deixar passar este inverno,
que faz deitar a poesia
em um doce descanso,
afinal, poesia não é proletária.
A arte de não escrever
também é poesia,
que não se manifesta na escrita,
mas em se deixar intensa,
para se viver plena e viva.
É um vazio cheio,
que alimenta nossos brios,
para num próximo encontro,
ao findar a invernada,
amanhecer em mais um verso,
e o florescer de uma nova poesia.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2010
vão e vem em instantes,
como a torrente maré,
que pode inundar a beira,
como também não dar pé.
Ah! Poemas brincalhões,
que abandonam os poetas,
sem dar satisfações,
deixando-nos a beira
de um ataque de nervos,
A arrancar os cabelos,
quebrar os lápis e canetas,
rasgar resmas de papel,
deixando-nos pensar
que perdemos a mão.
Remoemos as cadeias da alma,
em busca de uma palavra,
um verso, um tema,
nada vem ao encontro,
não há nenhum consolo.
Melhor é viver a hibernada,
deixar passar este inverno,
que faz deitar a poesia
em um doce descanso,
afinal, poesia não é proletária.
A arte de não escrever
também é poesia,
que não se manifesta na escrita,
mas em se deixar intensa,
para se viver plena e viva.
É um vazio cheio,
que alimenta nossos brios,
para num próximo encontro,
ao findar a invernada,
amanhecer em mais um verso,
e o florescer de uma nova poesia.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Lamento de Maria, a doméstica
Desde muito, muito tempo
antes mesmo desta cantoria
os noticiário anuncia
os robo que segue em frente
dos safado que ficam
impune e sempre mente.
Os jornar grita e estampa
mais uma triste notícia
pai que mata mãe
mãe que mata filha
filha que mata toda família
tem arguma coisa errada
argo que não divia.
Gente boa e honesta
pai e mãe de família
morrendo todo dia
nas mão dos safado
pro causo da violência
corrupção e descaso
que faz desta lida, rotina.
Minha esperança é mindinha
não credito em mais ninguém
nem mesmo na minha vizinha
tenho medo de tudo
de sair bem ali na esquina
até de fazer comida
no fogão da minha cozinha.
Me roubam todo dia
a carteira vive vazia
o dinheiro do ônibus
é do ladrão de galinha
meu sofrido salário
nas mão do safado
que governa o estado.
Nem a fé escapulia
tem quem diga qui é pra Deus
mas é só pro padre ou pastor
poder safar o seu
fico com cara de otária
creditando que é pela fé
fé que na verdade me fudeu.
Me roubaram tudo
que tinha na vida
minha casa, caiu
meu dinheiro, sumiu
meu marido, fugiu
minha fé, faliu
e nesta terra de má fé
até Deus anda nu e a pé.
Thiago Azevedo
Belém, 21 de outubro de 2010
antes mesmo desta cantoria
os noticiário anuncia
os robo que segue em frente
dos safado que ficam
impune e sempre mente.
Os jornar grita e estampa
mais uma triste notícia
pai que mata mãe
mãe que mata filha
filha que mata toda família
tem arguma coisa errada
argo que não divia.
Gente boa e honesta
pai e mãe de família
morrendo todo dia
nas mão dos safado
pro causo da violência
corrupção e descaso
que faz desta lida, rotina.
Minha esperança é mindinha
não credito em mais ninguém
nem mesmo na minha vizinha
tenho medo de tudo
de sair bem ali na esquina
até de fazer comida
no fogão da minha cozinha.
Me roubam todo dia
a carteira vive vazia
o dinheiro do ônibus
é do ladrão de galinha
meu sofrido salário
nas mão do safado
que governa o estado.
Nem a fé escapulia
tem quem diga qui é pra Deus
mas é só pro padre ou pastor
poder safar o seu
fico com cara de otária
creditando que é pela fé
fé que na verdade me fudeu.
Me roubaram tudo
que tinha na vida
minha casa, caiu
meu dinheiro, sumiu
meu marido, fugiu
minha fé, faliu
e nesta terra de má fé
até Deus anda nu e a pé.
Thiago Azevedo
Belém, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Ver-o-peso
Um olhar doce e sereno,
Nesta calma e tranqüila cidade,
Na chuva fina e constante,
Que molha o rio de tarde.
No solar da beira,
Beira do grande rio,
O fim do dia te acena,
Retira das águas as redes,
Arruma as pontas dos fios.
Mais um cheiro na gente,
Pra trazer o amor e a sorte,
Para os dias sem esperança,
Deste povo alegre e altivo,
Nativo povo do norte.
As velhas mãos que rendem,
Mais uma obra de artesanato,
Vendedores de peixe frito,
Açaí grosso e charque salgado,
cotidiano doce deste mercado.
Ah! Aqui me dá tamanha paz,
Um bucolismo sereno,
Um amor tão pleno,
Não consigo sair daqui.
Quando meu sol se pôr
E se for por trás do mercado,
Quero eternamente dormir ,
Às margens deste teu seio sagrado.
Thiago Azevedo
Belém, 20 de outubro de 2010
Nesta calma e tranqüila cidade,
Na chuva fina e constante,
Que molha o rio de tarde.
No solar da beira,
Beira do grande rio,
O fim do dia te acena,
Retira das águas as redes,
Arruma as pontas dos fios.
Mais um cheiro na gente,
Pra trazer o amor e a sorte,
Para os dias sem esperança,
Deste povo alegre e altivo,
Nativo povo do norte.
As velhas mãos que rendem,
Mais uma obra de artesanato,
Vendedores de peixe frito,
Açaí grosso e charque salgado,
cotidiano doce deste mercado.
Ah! Aqui me dá tamanha paz,
Um bucolismo sereno,
Um amor tão pleno,
Não consigo sair daqui.
Quando meu sol se pôr
E se for por trás do mercado,
Quero eternamente dormir ,
Às margens deste teu seio sagrado.
Thiago Azevedo
Belém, 20 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Brincador de palavras
Quando se brinca com as palavras,
Pode não acabar bem,
Você inverte o certo
E o sentido pode ficar sem.
Palavras são um poço de desentendidos,
Já dizia um velho autor de um livro antigo,
Você pinta, borda e cria neologismos,
Palavras novas e sem significado,
Só para o autor, mas não para o dicionário.
Para o brincador de palavras,
Os inimigos não são poucos,
Sintaxe, gramática e a maldita reforma ortográfica,
Mas que pouco influencia,
Para quem brinca com a forma e a dis-forma.
Brincar com palavras é perigoso,
Você pode acabar gostando
E no fim, se tornar poeta,
Poetas brincam o tempo todo,
Poetas são bichos loucos.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de outubro de 2010
Pode não acabar bem,
Você inverte o certo
E o sentido pode ficar sem.
Palavras são um poço de desentendidos,
Já dizia um velho autor de um livro antigo,
Você pinta, borda e cria neologismos,
Palavras novas e sem significado,
Só para o autor, mas não para o dicionário.
Para o brincador de palavras,
Os inimigos não são poucos,
Sintaxe, gramática e a maldita reforma ortográfica,
Mas que pouco influencia,
Para quem brinca com a forma e a dis-forma.
Brincar com palavras é perigoso,
Você pode acabar gostando
E no fim, se tornar poeta,
Poetas brincam o tempo todo,
Poetas são bichos loucos.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
Palavração
1 Palavra alta 3
2 De amor uma palavra 3
1 Voz calada 3
2 Silêncio de enamorada 3
1 Letra de canção 3
2 Beijos roubados 3
1 Palavração 3
2 Excitação 3
4 Na calada da noite 6
5 Viola e violeiro 6
4 Lua prateada 6
5 Oferta de serenata 6
4 Caminho e mãos dadas 6
5 É Melodia e canção 6
4 Paixão 6
5 Palavração 6
Thiago Azevedo
Belém, 16 de outubro de 2010
2 De amor uma palavra 3
1 Voz calada 3
2 Silêncio de enamorada 3
1 Letra de canção 3
2 Beijos roubados 3
1 Palavração 3
2 Excitação 3
4 Na calada da noite 6
5 Viola e violeiro 6
4 Lua prateada 6
5 Oferta de serenata 6
4 Caminho e mãos dadas 6
5 É Melodia e canção 6
4 Paixão 6
5 Palavração 6
Thiago Azevedo
Belém, 16 de outubro de 2010
OBS: A poesia é um verdadeiro laboratório das palavras, neste poema resolvi experimentar algo inusitado pra mim, misturar os versos nas estrofes, os números que estão do lado dos versos, representam a seqüência da leitura dos versos, também a extrofe a ser lida. Com isso, o poema tem 6 estrofes misturadas. Depois que terminei de escrever e fui ler, deu um nó na minha cabeça.
Para criar este poema, precisei fazer os versos de forma normal e depois li e misturei, como numa salada ou para confeccionar um bolo chamado palavração.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Pé de Fé, Fé de Pé...
Pé de pé
Pé de moleque
Fruta pé.
Pé de bola
Chulé no pé
Pé de unha
Encravado pé
Pé de chão.
Chão de pé
Pé e mão
Pé de pé, de pé.
Caminha pé
Pé de fé
Qualquer fé
Fé de pé
Fé de fé, de fé.
Fé de fé
Fé de moleque
Enfezada fé.
Fé de fruta.
Chulé da fé
Fé de chão
Fé de irmão
Fé de fé, de fé.
Fé de pé
Mão de fé
Pé de mão
Pé de pé, de pé.
Thiago Azevedo
Belém, 13 de outubro de 2010
Pé de moleque
Fruta pé.
Pé de bola
Chulé no pé
Pé de unha
Encravado pé
Pé de chão.
Chão de pé
Pé e mão
Pé de pé, de pé.
Caminha pé
Pé de fé
Qualquer fé
Fé de pé
Fé de fé, de fé.
Fé de fé
Fé de moleque
Enfezada fé.
Fé de fruta.
Chulé da fé
Fé de chão
Fé de irmão
Fé de fé, de fé.
Fé de pé
Mão de fé
Pé de mão
Pé de pé, de pé.
Thiago Azevedo
Belém, 13 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
A bola
Rebate e volta,
pula, quica a bola,
pelada de moleque,
brincadeira de criança,
bola, quica e pula,
pés descalços,
chuta longe,
corre em volta,
quica, pula a bola,
pula, bola e quica,
volta e rebate,
chuta longe,
corre rápido,
cai errado,
no quintal do vizinho,
um assassinato,
uma faca,
um velho irado,
fim da brincadeira,
fura, esvazia a bola.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de outubro de 2010
pula, quica a bola,
pelada de moleque,
brincadeira de criança,
bola, quica e pula,
pés descalços,
chuta longe,
corre em volta,
quica, pula a bola,
pula, bola e quica,
volta e rebate,
chuta longe,
corre rápido,
cai errado,
no quintal do vizinho,
um assassinato,
uma faca,
um velho irado,
fim da brincadeira,
fura, esvazia a bola.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Frutamor
Fruta pé
fruta madura
cai no chão.
Pé de fruta
ainda verde
é plantação.
Amor junto
madura fruta
doce paixão.
Amor só
é saudade
vira solidão.
Frutamor
que desnuda
ardente paixão.
Fruta muda
novo outono
renova estação.
Thiago Azevedo
Belém, 8 de outubro de 2010
fruta madura
cai no chão.
Pé de fruta
ainda verde
é plantação.
Amor junto
madura fruta
doce paixão.
Amor só
é saudade
vira solidão.
Frutamor
que desnuda
ardente paixão.
Fruta muda
novo outono
renova estação.
Thiago Azevedo
Belém, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Números
Qual seu verdadeiro nome?
este que está escondido
por trás desta pilha de papeis,
desta pilha de números,
destes que te quantificam,
destes que te esvaziam,
e esconde quem verdadeiramente és.
Não quero saber tua idade,
qual o tamanho de tua casa,
o valor de teu salário,
nem ao menos tua altura,
muito menos ainda
sobre tua profissão,
não quero correr o risco
de ouvir informações quantificadas.
Quem de fato és?
tu que te esconde
por trás destes ignóbeis números?
sabes dizer?
já imaginaste pensar em apenas ser,
sem os números que te prendem?
destes malditos números vazios
que não te dão nenhuma esperança?
Sempre insiste em quantificar a vida,
o número de amigos,
quantidade de familiares,
contando tudo que tens,
contando as noites mal dormidas
por causa dos números
dos dias que perdeste
tentando repor algum número perdido.
Agora que chegaste até aqui,
contas o número de versos,
o número de estrofes,
o número de erros cometidos,
talvez, pare para contar o número de palavras,
ou pior ainda, o número de letras,
mas já paraste para contar
quanto tempo perdeste,
contando o número de vezes
que a vida já passou diante dos teus olhos
e a deixaste passar?
Thiago Azevedo
Belém, 7 de outubro de 2010
este que está escondido
por trás desta pilha de papeis,
desta pilha de números,
destes que te quantificam,
destes que te esvaziam,
e esconde quem verdadeiramente és.
Não quero saber tua idade,
qual o tamanho de tua casa,
o valor de teu salário,
nem ao menos tua altura,
muito menos ainda
sobre tua profissão,
não quero correr o risco
de ouvir informações quantificadas.
Quem de fato és?
tu que te esconde
por trás destes ignóbeis números?
sabes dizer?
já imaginaste pensar em apenas ser,
sem os números que te prendem?
destes malditos números vazios
que não te dão nenhuma esperança?
Sempre insiste em quantificar a vida,
o número de amigos,
quantidade de familiares,
contando tudo que tens,
contando as noites mal dormidas
por causa dos números
dos dias que perdeste
tentando repor algum número perdido.
Agora que chegaste até aqui,
contas o número de versos,
o número de estrofes,
o número de erros cometidos,
talvez, pare para contar o número de palavras,
ou pior ainda, o número de letras,
mas já paraste para contar
quanto tempo perdeste,
contando o número de vezes
que a vida já passou diante dos teus olhos
e a deixaste passar?
Thiago Azevedo
Belém, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Sítio do Pica-Pau Amarelo
Nos universos paralelos,
em viagens mirabolantes,
em grandiosos reinos,
ou em galáxias distantes.
Na companhia do milho,
que é um eterno falante,
o sabichão visconde,
sabugo chato, arrogante,
Exclama uma certa pequena,
que é uma boneca falante,
com cabelo desgrenhado,
coberta de pano extravagante.
Ainda tem muitos outros,
uma certa e pequena menina,
que tem por nome Narizinho,
e seu aventureiro irmão,
o sonhador Pedrinho.
Há ainda mais no sítio,
Nastácia, Benta e mitos
de sacis, reis e minotauros,
umas reformas esquisitas,
feitas pela boneca Emília.
Cada história um mundo,
como diz o Gil na canção:
No país da fantasia,
num estado de euforia,
cidade polichinelo.
Sítio do Pica-pau Amarelo,
Dona Benta, Visconde e Nastácia,
Emília, Saci, Cuca e criançada,
mundo maravilha, brincadeiras,
travessuras e euforia.
Tudo é possível,
tudo é imaginação,
tudo é magia,
tudo é coração.
Sítio do Pica-pau Amarelo,
viverá sempre com singeleza,
seja na letra impressa
em livros de bibliotecas,
também será eterno,
no imaginário das crianças
que entoam sua canção.
Thiago Azevedo
Belém, 06 de outubro de 2010
em viagens mirabolantes,
em grandiosos reinos,
ou em galáxias distantes.
Na companhia do milho,
que é um eterno falante,
o sabichão visconde,
sabugo chato, arrogante,
Exclama uma certa pequena,
que é uma boneca falante,
com cabelo desgrenhado,
coberta de pano extravagante.
Ainda tem muitos outros,
uma certa e pequena menina,
que tem por nome Narizinho,
e seu aventureiro irmão,
o sonhador Pedrinho.
Há ainda mais no sítio,
Nastácia, Benta e mitos
de sacis, reis e minotauros,
umas reformas esquisitas,
feitas pela boneca Emília.
Cada história um mundo,
como diz o Gil na canção:
No país da fantasia,
num estado de euforia,
cidade polichinelo.
Sítio do Pica-pau Amarelo,
Dona Benta, Visconde e Nastácia,
Emília, Saci, Cuca e criançada,
mundo maravilha, brincadeiras,
travessuras e euforia.
Tudo é possível,
tudo é imaginação,
tudo é magia,
tudo é coração.
Sítio do Pica-pau Amarelo,
viverá sempre com singeleza,
seja na letra impressa
em livros de bibliotecas,
também será eterno,
no imaginário das crianças
que entoam sua canção.
Thiago Azevedo
Belém, 06 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Arrependimentos
Deus nas suas brincadeiras,
não mediu conseqüências,
resolveu fazer incompleto
a chamada primazia
de todas as criaturas.
Mais estranho ainda,
é ouvi-lo dizer
que ela é imagem sua
e mais ainda,
que muito boa é,
tão incompleta criatura.
Como deus pode pregar
uma peça dessas,
se no restante da criação,
tudo foi bom e perfeito?
Há perfeição no que é imperfeito?
Deus não responde,
deixa meu coração em dúvida
e sem solução.
Então vou à busca por respostas,
observo a natureza
e vejo perfeita harmonia,
mas nos humanos criados,
andando sempre em busca,
de sabe-se lá o quê.
Quanto mais passa o tempo,
vejo a natureza em sua perfeição,
mudar tanto e radicalmente,
não porque ela se transforme,
mas por causa da alma humana,
que no caminhar das eras,
continua a mesma.
Deus olha para o calendário,
observa o relógio velho e atrasado,
olha para os humanos,
em sua perfeita imperfeição,
matando-se e dando-se em morte,
destruindo o que ainda era perfeito,
possuindo sem ser possuidor.
Deus ao ver tudo isso se pergunta:
Pode haver um reflexo tão turvo?
Pode existir uma imagem tão manchada?
Onde está a verdadeira semelhança?
Deus senta-se no sofá,
chora e se arrepende
de um dia tê-los criado.
Thiago Azevedo
Belém, 4 de outubro de 2010
não mediu conseqüências,
resolveu fazer incompleto
a chamada primazia
de todas as criaturas.
Mais estranho ainda,
é ouvi-lo dizer
que ela é imagem sua
e mais ainda,
que muito boa é,
tão incompleta criatura.
Como deus pode pregar
uma peça dessas,
se no restante da criação,
tudo foi bom e perfeito?
Há perfeição no que é imperfeito?
Deus não responde,
deixa meu coração em dúvida
e sem solução.
Então vou à busca por respostas,
observo a natureza
e vejo perfeita harmonia,
mas nos humanos criados,
andando sempre em busca,
de sabe-se lá o quê.
Quanto mais passa o tempo,
vejo a natureza em sua perfeição,
mudar tanto e radicalmente,
não porque ela se transforme,
mas por causa da alma humana,
que no caminhar das eras,
continua a mesma.
Deus olha para o calendário,
observa o relógio velho e atrasado,
olha para os humanos,
em sua perfeita imperfeição,
matando-se e dando-se em morte,
destruindo o que ainda era perfeito,
possuindo sem ser possuidor.
Deus ao ver tudo isso se pergunta:
Pode haver um reflexo tão turvo?
Pode existir uma imagem tão manchada?
Onde está a verdadeira semelhança?
Deus senta-se no sofá,
chora e se arrepende
de um dia tê-los criado.
Thiago Azevedo
Belém, 4 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Minhas emoções
Quero poder controlar
a porococa de meu coração,
meus sentimentos estão misturados,
como num encontro
entre o calmo rio
e o ruidoso mar, ,
estou como o aflito,
que aguarda o turbilhão,
as palavras se misturam,
os versos se confundem,
não sei se estou amando,
ou se sou amado,
se odeio,
ou se sou odiado.
Quero sentir meu coração,
mas esta pororoca de sentimentos
não me deixam em paz,
não me deixam fluir.
Pobre do rio,
que não consegue vencer o mar,
mas mesmo não o levando de volta,
adoça seu intenso navegar.
Aguardo a calmaria,
onde posso voltar à nascente
e resgatar os primeiros versos,
a beleza inocente
das primeiras palavras
e para tornar imenso rio
que por tanto amar,
vai ao encontro
do pôr-do-sol,
tão belo e sereno
que só há de ser no mar...
Thiago Azevedo
Belém, 03 de outubro de 2010
a porococa de meu coração,
meus sentimentos estão misturados,
como num encontro
entre o calmo rio
e o ruidoso mar, ,
estou como o aflito,
que aguarda o turbilhão,
as palavras se misturam,
os versos se confundem,
não sei se estou amando,
ou se sou amado,
se odeio,
ou se sou odiado.
Quero sentir meu coração,
mas esta pororoca de sentimentos
não me deixam em paz,
não me deixam fluir.
Pobre do rio,
que não consegue vencer o mar,
mas mesmo não o levando de volta,
adoça seu intenso navegar.
Aguardo a calmaria,
onde posso voltar à nascente
e resgatar os primeiros versos,
a beleza inocente
das primeiras palavras
e para tornar imenso rio
que por tanto amar,
vai ao encontro
do pôr-do-sol,
tão belo e sereno
que só há de ser no mar...
Thiago Azevedo
Belém, 03 de outubro de 2010
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