Chega a primavera
Festa de vida e cores
Mais alegria, mais flores
As árvores festejam
Dando os sabores.
Pergunto-me
Como saberemos
Que a primavera veio?
Se em 2020
Não teremos mais flores
Nem verde, nem sabores?
Seremos escravos
Do concreto armado
A vida será mais cinza
Deste cimento batido
Que sufoca os ares.
Mas haverá sempre a primavera
No lugar da natureza bela
As cores serão de plástico
No lugar dos olores
Bom ar é mais prático.
No fim não teremos
Mais árvores,
Nem flores,
Só flores de plástico.
(Thiago Azevedo)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Rio
Lá vai na noite
Densa a fio
O luzeiro pequeno
Do barco timoneiro
Rasgando no escuro
O grande rio.
No contraste da noite
Metade claro
Metade escuro
No meio, o rio.
Esse barquinho
Navega tranqüilo
Transporta sozinho
O solitário pescador
Que vai sem medo
Desbravar o rio.
Em busca
Não se sabe de quê
Comida, sustento
Ou busca respostas
Para seus por quês.
Assim vai-se a noite
Também vai o barquinho
Levado pelo pescador
Que não se sabe
Se está triste,
Mas vai, sozinho.
A procura de um porto
Que seja seguro
Que seja eterno
Que seja rio
Rio que mostre
Qual seu caminho.
(Thiago Azevedo)
Densa a fio
O luzeiro pequeno
Do barco timoneiro
Rasgando no escuro
O grande rio.
No contraste da noite
Metade claro
Metade escuro
No meio, o rio.
Esse barquinho
Navega tranqüilo
Transporta sozinho
O solitário pescador
Que vai sem medo
Desbravar o rio.
Em busca
Não se sabe de quê
Comida, sustento
Ou busca respostas
Para seus por quês.
Assim vai-se a noite
Também vai o barquinho
Levado pelo pescador
Que não se sabe
Se está triste,
Mas vai, sozinho.
A procura de um porto
Que seja seguro
Que seja eterno
Que seja rio
Rio que mostre
Qual seu caminho.
(Thiago Azevedo)
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