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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Catavento
No azul celeste da aurora
o chamado é sereno e suave,
viajar pelo mundo afora,
desbravar mil lugares.
os cata-ventos dançam
colorindo as sementes,
como que por encanto,
florescem vida na gente.
Multicores giram e cantam,
de cores muitas, tornam-se uma,
sendo todas numa só.
Como o tempo do ponteiro, giram,
giram tanto que faz a leve pluma,
mover moinho e mó.
Thiago Azevedo
Belém, 30 de janeiro de 2012
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Temporão...
O que é a vida?
senão semente temporão,
surge como singela poesia
e se esvai, como fogo e paixão.
É folha que dança ao vento
e resseca ao fim da estação,
quando se desfaz no poente,
torna-se apenas pó e escuridão.
Portanto, para quê fingir
que a vida é feito rascunho?
Enganar o coração ferido?
Iludir-se sozinho no mundo?
Vida esta que não se repete,
é água de rio corrente,
que muda ao passo de um salto.
Vida, frágil como a flor perene,
deixa somente a memória ausente
do perfume que a brisa levou silente...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2010
senão semente temporão,
surge como singela poesia
e se esvai, como fogo e paixão.
É folha que dança ao vento
e resseca ao fim da estação,
quando se desfaz no poente,
torna-se apenas pó e escuridão.
Portanto, para quê fingir
que a vida é feito rascunho?
Enganar o coração ferido?
Iludir-se sozinho no mundo?
Vida esta que não se repete,
é água de rio corrente,
que muda ao passo de um salto.
Vida, frágil como a flor perene,
deixa somente a memória ausente
do perfume que a brisa levou silente...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2010
Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Bíblia Sagrada - Lucas 12:20
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Mistério da vida
Olhe bem pela janela,
um rouxinol acabou de pousar,
tão pequeno, pensou ela,
como pode ser tão belo seu cantar?
Observe estas pequenas coisas,
o florescer no velho pomar,
veja como engatinha a pequena criança
e balbucia seu tímido falar.
Sinta as asas da alvorada,
que te levam a descansar,
nos mais longinquos mares
e faz a vida novamente renovar.
Esta vida se faz mistério,
como o fim de cada começar,
o nascer perene do rebento
e o morrer em cada invernar.
Olhe bem pela janela,
a brisa que lhe veio tocar,
suave carinho divino,
seu coração lhe vem consolar.
Thiago Azevedo
Marituba, 25 de agosto de 2011
um rouxinol acabou de pousar,
tão pequeno, pensou ela,
como pode ser tão belo seu cantar?
Observe estas pequenas coisas,
o florescer no velho pomar,
veja como engatinha a pequena criança
e balbucia seu tímido falar.
Sinta as asas da alvorada,
que te levam a descansar,
nos mais longinquos mares
e faz a vida novamente renovar.
Esta vida se faz mistério,
como o fim de cada começar,
o nascer perene do rebento
e o morrer em cada invernar.
Olhe bem pela janela,
a brisa que lhe veio tocar,
suave carinho divino,
seu coração lhe vem consolar.
Thiago Azevedo
Marituba, 25 de agosto de 2011
A vida é feito um mistério, já disse uma vez o Boca livre e portanto, sua beleza está nas pequenas coisas, nos mínimos detalhes que as vezes deixamos escapar aos nossos olhos, porém, pior ainda, é deixar escapar isso tudo aos nossos corações.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Despedida
uma boa roda de prosa
ao pé do velho salgueiro
fez soar nossa história
verso a verso, poesia
brotar a mais bela rosa.
passa o tempo e a vida
trilha um novo destino
segue uma boa aurora
passo a passo, o caminho
amor que cresce, renova.
fica um pouco de nós
neste porta-retrato
sabiá no velho salgueiro
ausência e saudade
no choro violeiro.
falta a palavra e a rima
sem mais rodas de prosa
sem o abraço e o abrigo
somente pranto e partida
e esta saudosa memória.
o olhar da tão bela rosa
fará outra vez lembrar
antigos versos escritos
sobre a bela amizade
vivida à luz da aurora.
Thiago Azevedo
Belém, 28 de junho de 2011
Este poema escrevi para um amigo, que foi meu pastor e tutor em minha adolescência, acompanhou minhas crises, meus devaneios e minhas andanças pela vida. Partilhamos de grandes momentos nos cafés em butecos, das caminhadas sobre as livrarias, conversas amigas ao fim das tardes.
Ele precisou seguir o chamado da vida e foi para outra cidade, como vida de pastor é intinerante, não sei se ainda nos encontraremos antes de vir o grande momento.
Encaminhei este poema ao Fabrício Matheus do Grãos da Terra, quem sabe daí não surja mais uma canção.
ao pé do velho salgueiro
fez soar nossa história
verso a verso, poesia
brotar a mais bela rosa.
passa o tempo e a vida
trilha um novo destino
segue uma boa aurora
passo a passo, o caminho
amor que cresce, renova.
fica um pouco de nós
neste porta-retrato
sabiá no velho salgueiro
ausência e saudade
no choro violeiro.
falta a palavra e a rima
sem mais rodas de prosa
sem o abraço e o abrigo
somente pranto e partida
e esta saudosa memória.
o olhar da tão bela rosa
fará outra vez lembrar
antigos versos escritos
sobre a bela amizade
vivida à luz da aurora.
Thiago Azevedo
Belém, 28 de junho de 2011
Este poema escrevi para um amigo, que foi meu pastor e tutor em minha adolescência, acompanhou minhas crises, meus devaneios e minhas andanças pela vida. Partilhamos de grandes momentos nos cafés em butecos, das caminhadas sobre as livrarias, conversas amigas ao fim das tardes.
Ele precisou seguir o chamado da vida e foi para outra cidade, como vida de pastor é intinerante, não sei se ainda nos encontraremos antes de vir o grande momento.
Encaminhei este poema ao Fabrício Matheus do Grãos da Terra, quem sabe daí não surja mais uma canção.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Alento poesia
Vou tentando escrever
novas notas em meu caderno,
parece que esqueci,
como se faz sonhar
e pintar em aquarela
meus novos versos.
A poesia é como o vento,
como controlar?
Pousa suave na aurora
e tufões no deitar poente.
Pode vir na simpes melodia,
ou na mais densa euforia
sentida no coração do poeta,
é imprevisível o momento.
Tocado pela brisa da poesia,
sua pena flui como manancial,
em rios caldalosos e torrentes.
como se nunca pudesse esgotar.
Ao findar este momento,
quando a palavra conclui seu papel,
parte sem despedida,
em busca de outro coração perdido,
deixando no poeta, amargura e fel.
Sento-me à beira do portão
com uma boa xícara de café quente,
um pôr-do-sol no horizonte
e o amor que me acalenta.
Aguardo a próxima brisa me tocar,
para deitar sobre a relva,
caminhar junto às margens do ribeiro
e escrever os mais belos versos outra vez.
Thiago Azevedo
Marituba, 01 de julho de 2011
novas notas em meu caderno,
parece que esqueci,
como se faz sonhar
e pintar em aquarela
meus novos versos.
A poesia é como o vento,
como controlar?
Pousa suave na aurora
e tufões no deitar poente.
Pode vir na simpes melodia,
ou na mais densa euforia
sentida no coração do poeta,
é imprevisível o momento.
Tocado pela brisa da poesia,
sua pena flui como manancial,
em rios caldalosos e torrentes.
como se nunca pudesse esgotar.
Ao findar este momento,
quando a palavra conclui seu papel,
parte sem despedida,
em busca de outro coração perdido,
deixando no poeta, amargura e fel.
Sento-me à beira do portão
com uma boa xícara de café quente,
um pôr-do-sol no horizonte
e o amor que me acalenta.
Aguardo a próxima brisa me tocar,
para deitar sobre a relva,
caminhar junto às margens do ribeiro
e escrever os mais belos versos outra vez.
Thiago Azevedo
Marituba, 01 de julho de 2011
Depois de uma tempestade de versos, a poesia parece pedir descanso e assim como as estações e o vento, pede passagem para ir à outras pastagens para desfrutar de outros poetas que anseiam da beleza da poesia.
O que fazer então quando o sentimento de ausência da poesia se instala?
Hibernar e viver um pouco este silencioso inverno e deixar que a primavera volte outra vez...
O que fazer então quando o sentimento de ausência da poesia se instala?
Hibernar e viver um pouco este silencioso inverno e deixar que a primavera volte outra vez...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Manto de chuva
Sobre a verde cidade,
cai um manto cinza,
que forma uma chuva
constante e fina,
ela remete a uma saudade
que se esvai a cada gota,
que se faz intensa a cada gota,
que se faz pranto a cada gota.
Esta fina chuva
rega e revigora a verde cidade
e ao findá-la,
ouve-se o cantar dos pássaros
garças, bem-te-vis, curiós
periquitos, Araras
e outros que nunca ouvi,
vê-se as crianças
saindo de suas tocas,
para brincar alegremente
com os restos de chuva
que ficaram em pequenas poças.
Vê-se os enamorados
aos beijos e abraços,
como se a chuva
os fizesse sentir
a intensa necessidade
de estar junto.
Ao findar da chuva,
com o coral da passarada,
com as crianças em festa
e com os casais dado aos amores,
a floresta fica mais verde,
a vida mais esperançosa,
dá vontade de deitar numa rede,
sonhar mais com o futuro
e deixar o coração mais saudoso...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de dezembro de 2010
cai um manto cinza,
que forma uma chuva
constante e fina,
ela remete a uma saudade
que se esvai a cada gota,
que se faz intensa a cada gota,
que se faz pranto a cada gota.
Esta fina chuva
rega e revigora a verde cidade
e ao findá-la,
ouve-se o cantar dos pássaros
garças, bem-te-vis, curiós
periquitos, Araras
e outros que nunca ouvi,
vê-se as crianças
saindo de suas tocas,
para brincar alegremente
com os restos de chuva
que ficaram em pequenas poças.
Vê-se os enamorados
aos beijos e abraços,
como se a chuva
os fizesse sentir
a intensa necessidade
de estar junto.
Ao findar da chuva,
com o coral da passarada,
com as crianças em festa
e com os casais dado aos amores,
a floresta fica mais verde,
a vida mais esperançosa,
dá vontade de deitar numa rede,
sonhar mais com o futuro
e deixar o coração mais saudoso...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Dias de chuva...
Em dias de chuva,
cada gota caída,
é lágrima silente,
saudade carente,
é poente esperar.
É amor ausente,
caminhar solitário,
é semblante pesado,
tempo cansado,
é sempre recordar.
É alento perdido,
sentimento incontido,
que a alma despida
se faz confessar.
Este tamanho ansiar,
é viver uma vida sem sentido,
caçar vento e vazio,
é vaidade e pesar.
Em dias de chuva,
cada gota é inteiro um mundo,
é mergulhar bem lá dentro e fundo,
nesta vida que é um mar.
É a saudade do sagrado
que faz desta chuva,
um chorar rasgado,
é ausência, perda e fardo,
é rio nascente,
mar poente,
é saudade silente
e lagrimar...
Thiago Azevedo
Belém, 16 de dezembro de 2010
cada gota caída,
é lágrima silente,
saudade carente,
é poente esperar.
É amor ausente,
caminhar solitário,
é semblante pesado,
tempo cansado,
é sempre recordar.
É alento perdido,
sentimento incontido,
que a alma despida
se faz confessar.
Este tamanho ansiar,
é viver uma vida sem sentido,
caçar vento e vazio,
é vaidade e pesar.
Em dias de chuva,
cada gota é inteiro um mundo,
é mergulhar bem lá dentro e fundo,
nesta vida que é um mar.
É a saudade do sagrado
que faz desta chuva,
um chorar rasgado,
é ausência, perda e fardo,
é rio nascente,
mar poente,
é saudade silente
e lagrimar...
Thiago Azevedo
Belém, 16 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Este meu quinhão
Venderam-me uma vaga idéia de felicidade,
como algo que se consome
e que para se alcançar tal idéia
era preciso sacrificar minha juventude,
dedicar horas à fio para ter como comprá-la.
Perdi tempo inundado em torres de papel,
pisei com minha pressa de chegar a tempo
em todas as flores do caminho,
todas as borboletas que voavam tranqüilas pelo jardim,
pisei na minha doce história,
como se não tivesse história.
Não vi o nascer da aurora,
nem o doce entardecer,
não vi o dia em que meus pais partiram,
estava ocupado em busca desta felicidade.
Esta felicidade que ignora quem sou
e despreza quem fui,
para ela não há limites,
ela quer mais além do limite.
Ocupei demais o tempo
imaginando que mente vazia
era lugar de descanso para o diabo,
mais diabo foi quem me vendeu esta idéia,
vendi minh’alma ao diabo
em troca desta felicidade que me venderam.
Hoje sou velho, consegui consumir tudo que me venderam,
fiquei mais doente, por causa do tempo que não dediquei à saúde,
perdi a vitalidade da vida em troca desta felicidade.
Conquistei o mundo inteiro,
para isso, perdi uma vida inteira,
agora me considero feliz,
só não sei mais como desfrutar desta felicidade que me venderam
em troca de toda minha vida,
pelo preço de toda minha história...
Thiago Azevedo
Belém, 04 de dezembro de 2010
como algo que se consome
e que para se alcançar tal idéia
era preciso sacrificar minha juventude,
dedicar horas à fio para ter como comprá-la.
Perdi tempo inundado em torres de papel,
pisei com minha pressa de chegar a tempo
em todas as flores do caminho,
todas as borboletas que voavam tranqüilas pelo jardim,
pisei na minha doce história,
como se não tivesse história.
Não vi o nascer da aurora,
nem o doce entardecer,
não vi o dia em que meus pais partiram,
estava ocupado em busca desta felicidade.
Esta felicidade que ignora quem sou
e despreza quem fui,
para ela não há limites,
ela quer mais além do limite.
Ocupei demais o tempo
imaginando que mente vazia
era lugar de descanso para o diabo,
mais diabo foi quem me vendeu esta idéia,
vendi minh’alma ao diabo
em troca desta felicidade que me venderam.
Hoje sou velho, consegui consumir tudo que me venderam,
fiquei mais doente, por causa do tempo que não dediquei à saúde,
perdi a vitalidade da vida em troca desta felicidade.
Conquistei o mundo inteiro,
para isso, perdi uma vida inteira,
agora me considero feliz,
só não sei mais como desfrutar desta felicidade que me venderam
em troca de toda minha vida,
pelo preço de toda minha história...
Thiago Azevedo
Belém, 04 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Cadência do tempo
Pessoas caminhando,
é anúncio de mais um cortejo,
pranto e lamento,
é prenúncio de mais um enterro.
Finda-se o dia e reinicia outro,
a vida numa repetitiva sinfonia,
todos dançam a cadência
da louca canção do tempo.
Nascer, adoecer, morrer,
cresce-se para um mundo cheio
de tudo, intenso de nada,
a vida adulta é doença,
É densa cegueira,
para a beleza do que é simples,
é plena surdez,
para ouvir a pureza do silêncio.
Corre-se para vencer o mundo,
para perder a noção do tempo,
corre-se para vencer a morte
e acabar com a vida em lamento.
Dura canção do tempo,
maldita melodia da vida,
peso eterno de ser triste
nesta sinfonia do mundo.
Nascer, adoecer, morrer,
é prenúncio de mais um cortejo,
vida adulta é doença,
é anúncio de mais um enterro...
Thiago Azevedo
Belém, 2 de dezembro de 2010
é anúncio de mais um cortejo,
pranto e lamento,
é prenúncio de mais um enterro.
Finda-se o dia e reinicia outro,
a vida numa repetitiva sinfonia,
todos dançam a cadência
da louca canção do tempo.
Nascer, adoecer, morrer,
cresce-se para um mundo cheio
de tudo, intenso de nada,
a vida adulta é doença,
É densa cegueira,
para a beleza do que é simples,
é plena surdez,
para ouvir a pureza do silêncio.
Corre-se para vencer o mundo,
para perder a noção do tempo,
corre-se para vencer a morte
e acabar com a vida em lamento.
Dura canção do tempo,
maldita melodia da vida,
peso eterno de ser triste
nesta sinfonia do mundo.
Nascer, adoecer, morrer,
é prenúncio de mais um cortejo,
vida adulta é doença,
é anúncio de mais um enterro...
Thiago Azevedo
Belém, 2 de dezembro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
A bola
Rebate e volta,
pula, quica a bola,
pelada de moleque,
brincadeira de criança,
bola, quica e pula,
pés descalços,
chuta longe,
corre em volta,
quica, pula a bola,
pula, bola e quica,
volta e rebate,
chuta longe,
corre rápido,
cai errado,
no quintal do vizinho,
um assassinato,
uma faca,
um velho irado,
fim da brincadeira,
fura, esvazia a bola.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de outubro de 2010
pula, quica a bola,
pelada de moleque,
brincadeira de criança,
bola, quica e pula,
pés descalços,
chuta longe,
corre em volta,
quica, pula a bola,
pula, bola e quica,
volta e rebate,
chuta longe,
corre rápido,
cai errado,
no quintal do vizinho,
um assassinato,
uma faca,
um velho irado,
fim da brincadeira,
fura, esvazia a bola.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de outubro de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Meu pobre vocabulário
Meu pobre vocabulário,
sem muitas palavras,
não muito difíceis,
são pobres
sem requinte.
Olho as páginas que escrevo,
fico cabisbaixo, triste,
com o tamanho da minha pobreza,
mas quê adianta?
Se apenas no simplório
encontro beleza?
Quando olho o pequeno,
a brincar no rio,
descrevo simples
o seu nadar macio.
Ou quando vejo a pipa
que no ar leve
rasga o vazio.
De que adianta as palavras,
que rebuscadas me afastam,
da alma que anseia
expressar livre,
chorar leve,
rir de si mesmo?
Sou um poeta bobo
de palavras bobas,
de verso bobo
e poesia tola.
Meu pobre vocabulário,
que fala um pouco de mim,
que remonta tudo em mim
que é tudo pra mim....
Meu pobre vocabulário
de palavras soltas...
Thiago Azevedo
Belém, 19 de julho de 2010
sem muitas palavras,
não muito difíceis,
são pobres
sem requinte.
Olho as páginas que escrevo,
fico cabisbaixo, triste,
com o tamanho da minha pobreza,
mas quê adianta?
Se apenas no simplório
encontro beleza?
Quando olho o pequeno,
a brincar no rio,
descrevo simples
o seu nadar macio.
Ou quando vejo a pipa
que no ar leve
rasga o vazio.
De que adianta as palavras,
que rebuscadas me afastam,
da alma que anseia
expressar livre,
chorar leve,
rir de si mesmo?
Sou um poeta bobo
de palavras bobas,
de verso bobo
e poesia tola.
Meu pobre vocabulário,
que fala um pouco de mim,
que remonta tudo em mim
que é tudo pra mim....
Meu pobre vocabulário
de palavras soltas...
Thiago Azevedo
Belém, 19 de julho de 2010
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Tempo
Tempo,
Em todo momento,
Tempo.
Para os amantes,
Estar junto,
É esquecer o
Tempo.
Para quem espera,
É viver o tormento
De contar o
Tempo.
Para quem nasce,
Viver é sempre,
Não saber o
Tempo.
Para quem envelhece,
É aguardar contando,
O fim do
Tempo.
O tempo,
Não volta mais,
Pra frente, não é capaz,
É só o agora
E nada mais
Para quem envelhece
Viver é sempre,
Lembrar o
Tempo.
Para quem nasce,
É desejar,
Avançar o
Tempo.
Para quem espera
Estar junto,
É resgatar o
Tempo.
E para quem ama,
Só o momento,
Não há o
Tempo.
Tempo,
Tempo,
Tempo...
(Thiago Azevedo)
Em todo momento,
Tempo.
Para os amantes,
Estar junto,
É esquecer o
Tempo.
Para quem espera,
É viver o tormento
De contar o
Tempo.
Para quem nasce,
Viver é sempre,
Não saber o
Tempo.
Para quem envelhece,
É aguardar contando,
O fim do
Tempo.
O tempo,
Não volta mais,
Pra frente, não é capaz,
É só o agora
E nada mais
Para quem envelhece
Viver é sempre,
Lembrar o
Tempo.
Para quem nasce,
É desejar,
Avançar o
Tempo.
Para quem espera
Estar junto,
É resgatar o
Tempo.
E para quem ama,
Só o momento,
Não há o
Tempo.
Tempo,
Tempo,
Tempo...
(Thiago Azevedo)
Fugacidade II
Carros, fumaça, corrida!
Buzinas, barulho, chacina!
Gritos, assaltos, morfina!
Stress de uma terrível rotina.
Tudo é sem sentido e fugaz,
Reflexo do mau-estar,
De minha falta de paz
Quero fugir, pra outro lugar.
Quero viver uma fuga/cidade.
Para um lugar longe
E experimentar
Privacidade.
Minha vida está amordaçada,
Nessa correria de todo dia,
Desse ciclo que não termina,
Contraste do desejo que não finda.
Sinto que estou envelhecendo
Mais do que realmente devo,
Preciso de fuga/cidade.
Para resgatar minha verdadeira
Idade.
Mesmo que seja fugaz,
Necessito de fuga
Dessa louca cidade,
Que me tira a alegria
De viver e experimentar
Felicidade.
(Thiago Azevedo)
Buzinas, barulho, chacina!
Gritos, assaltos, morfina!
Stress de uma terrível rotina.
Tudo é sem sentido e fugaz,
Reflexo do mau-estar,
De minha falta de paz
Quero fugir, pra outro lugar.
Quero viver uma fuga/cidade.
Para um lugar longe
E experimentar
Privacidade.
Minha vida está amordaçada,
Nessa correria de todo dia,
Desse ciclo que não termina,
Contraste do desejo que não finda.
Sinto que estou envelhecendo
Mais do que realmente devo,
Preciso de fuga/cidade.
Para resgatar minha verdadeira
Idade.
Mesmo que seja fugaz,
Necessito de fuga
Dessa louca cidade,
Que me tira a alegria
De viver e experimentar
Felicidade.
(Thiago Azevedo)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Fugacidade
Rompe-se a aurora,
O sol aquece
E os fios da noite,
Se vão, desaparecem.
Tudo, todo dia,
Uma escuridão fugaz,
A vida efêmera,
Que não se repete mais.
Rompe-se o ventre,
Surge a vida
Que chora em agonia,
A dor da euforia.
Tudo é efêmero,
Tudo é fugaz,
Essa aurora que fenece.
Permanente é a noite,
Que vem simples e depois se vai.
(Thiago Azevedo)
O sol aquece
E os fios da noite,
Se vão, desaparecem.
Tudo, todo dia,
Uma escuridão fugaz,
A vida efêmera,
Que não se repete mais.
Rompe-se o ventre,
Surge a vida
Que chora em agonia,
A dor da euforia.
Tudo é efêmero,
Tudo é fugaz,
Essa aurora que fenece.
Permanente é a noite,
Que vem simples e depois se vai.
(Thiago Azevedo)
sábado, 15 de agosto de 2009
Cata-vento
Gira, gira, gira o vento,
Gira forte o cata-vento,
Vento gira multicores,
Gira lento, pára o tempo.
Gira rápido, gira o tempo,
Multicores, fundem o momento,
Funde tanto que confunde,
Branco agora é o cata-vento.
(Thiago Azevedo)
Gira forte o cata-vento,
Vento gira multicores,
Gira lento, pára o tempo.
Gira rápido, gira o tempo,
Multicores, fundem o momento,
Funde tanto que confunde,
Branco agora é o cata-vento.
(Thiago Azevedo)
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Castelos de Areia
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