No arar desta terra
banho de sol e chuva
semente e chão
semeadura.
Pés no chão
dança e pisadura
no lagar, uma canção
vinho da uva.
Luz dourada
no caminho de trigo
semeada ao vento
o voar sem destino.
Assar do pão
esmagar do trigo
levedar da massa
vento e moinho.
Uma roda de viola
risos, convívio e canção
amigos a compartilhar sonhos
entardecer de celebração.
Thiago Azevedo
Belém, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Uma estrela, um regaço
Terra árida, um caminho
sem companhia, solidão
uma estrela sozinha
um destino, um chão.
A alma é carente de vida
também por alento e perdão
caminhando sozinha, perdida
A secura da vida, um sertão.
A vida é fardo, cansaço
Lar sem estrelas, sertão
sozinho, a lua é cangaço
espera por paz e perdão.
De um Deus, traquinagem
céu de crianças, canção
há uma luz, um menino
de um pequeno, perdão.
Caminheiros da terra
em busca de lar, vinho e pão
uma vida em festa, alegria
amor que traz comunhão.
Uma estrela, um guia
uma luz, salvação
de uma certeza perdida
sedenta de ser condução.
Uma criança divina
veio do céu para o chão
fazer da vida, poesia
do verso, eterna canção.
Thiago Azevedo
Belém, 22 de novembro de 2010
sem companhia, solidão
uma estrela sozinha
um destino, um chão.
A alma é carente de vida
também por alento e perdão
caminhando sozinha, perdida
A secura da vida, um sertão.
A vida é fardo, cansaço
Lar sem estrelas, sertão
sozinho, a lua é cangaço
espera por paz e perdão.
De um Deus, traquinagem
céu de crianças, canção
há uma luz, um menino
de um pequeno, perdão.
Caminheiros da terra
em busca de lar, vinho e pão
uma vida em festa, alegria
amor que traz comunhão.
Uma estrela, um guia
uma luz, salvação
de uma certeza perdida
sedenta de ser condução.
Uma criança divina
veio do céu para o chão
fazer da vida, poesia
do verso, eterna canção.
Thiago Azevedo
Belém, 22 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Afago e poesia
Este meu lugar
de inocência serena,
em tardes gris,
a aninhar meu pranto,
explodir meu peito
e estufar o canto,
em morenas melodias,
deste amor que eu redigi
em páginas faceiras,
mãos suaves do escritor,
um olhar plangente
de poeta sonhador,
seus versos penitentes,
enlevo e doce amor,
que faz a poesia assim.
Um caminhar solitário,
um cuidar tão descuidado,
deste amor que cresce tanto
que não cabe mais em si,
a inundar em melodia,
desta intensa cantoria,
que se faz maior dentro de mim.
Afago e companhia,
consolo eterno e poesia,
deste amor que dediquei
apenas para ti.
Thiago Azevedo
Belém, 16 de novembro de 2010
de inocência serena,
em tardes gris,
a aninhar meu pranto,
explodir meu peito
e estufar o canto,
em morenas melodias,
deste amor que eu redigi
em páginas faceiras,
mãos suaves do escritor,
um olhar plangente
de poeta sonhador,
seus versos penitentes,
enlevo e doce amor,
que faz a poesia assim.
Um caminhar solitário,
um cuidar tão descuidado,
deste amor que cresce tanto
que não cabe mais em si,
a inundar em melodia,
desta intensa cantoria,
que se faz maior dentro de mim.
Afago e companhia,
consolo eterno e poesia,
deste amor que dediquei
apenas para ti.
Thiago Azevedo
Belém, 16 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Essencialidade
Quando sonhar
se tornar um mero capricho
no coração dos homens,
a poesia morrerá
sentada num banco,
tentando escrever
seu derradeiro verso,
sobre poetas,
que ousaram
imaginar,
que sonhar
era uma essencial
necessidade.
Thiago Azevedo
Belém, 15 de novembro de 2010
se tornar um mero capricho
no coração dos homens,
a poesia morrerá
sentada num banco,
tentando escrever
seu derradeiro verso,
sobre poetas,
que ousaram
imaginar,
que sonhar
era uma essencial
necessidade.
Thiago Azevedo
Belém, 15 de novembro de 2010
Este meu choro
Quando estou feliz,
ou imerso na tristeza.
por estar acompanhado,
ou profundamente solitário,
na celebração de vida,
ou na saudade silente
que vem com a morte.
Por tudo,
também por nada,
deságuo como um rio,
me afogo em bravio mar,
mesmo quando não parece,
minha alma desvanece,
realmente,
ou fingidamente.
Quando o sentimento enfim esfriar
e não houver mais este meu choro,
por acompanhamento,
solidão,
vida,
morte,
som,
silêncio,
alegria,
tristeza,
tudo,
nada,
serei nada.
Thiago Azevedo
Belém, 14 de novembro de 2010
ou imerso na tristeza.
por estar acompanhado,
ou profundamente solitário,
na celebração de vida,
ou na saudade silente
que vem com a morte.
Por tudo,
também por nada,
deságuo como um rio,
me afogo em bravio mar,
mesmo quando não parece,
minha alma desvanece,
realmente,
ou fingidamente.
Quando o sentimento enfim esfriar
e não houver mais este meu choro,
por acompanhamento,
solidão,
vida,
morte,
som,
silêncio,
alegria,
tristeza,
tudo,
nada,
serei nada.
Thiago Azevedo
Belém, 14 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Fundição
Martelo e bigorna
Em intenso fogo
Destruo e refaço
O fundir do aço.
Choro dolorido
Da alma intensa
Tempo e momento
O findar do lamento.
Martelo e bigorna
Em fogo, a alma
É sentimento.
Choro sofrido
No aço fundido
A dor, é fermento.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de novembro de 2010
Em intenso fogo
Destruo e refaço
O fundir do aço.
Choro dolorido
Da alma intensa
Tempo e momento
O findar do lamento.
Martelo e bigorna
Em fogo, a alma
É sentimento.
Choro sofrido
No aço fundido
A dor, é fermento.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Sertanejo
Ara a seca terra
Na ardura do caminho
O semear da flor
Colheita de espinho.
Falta de tudo
Alimento, paz e moradia
Falta alento
Na sofrida romaria.
Na ardura da vida
Falta-nos energia
Neste sertão de secura
Pra viver a alegria.
Para colher esperança
Nesta vida dura
É preciso semear fé
Amor, paz e candura.
Thiago Azevedo
Belém, 5 de novembro de 2010
Na ardura do caminho
O semear da flor
Colheita de espinho.
Falta de tudo
Alimento, paz e moradia
Falta alento
Na sofrida romaria.
Na ardura da vida
Falta-nos energia
Neste sertão de secura
Pra viver a alegria.
Para colher esperança
Nesta vida dura
É preciso semear fé
Amor, paz e candura.
Thiago Azevedo
Belém, 5 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Cecília
Mais um verso
Que se faz poesia,
Uma vida
A perfilar em canção,
Dentro de mim,
Dentro de nós.
Da Rosa,
Veio o botão,
Que Rebenta,
Felicidade,
Agora do verso,
A melodia,
Que entoará,
Eternidade.
Singela canção,
Faz suave
O ninar,
Levita o anseio
Faz-me sonhar
Em desejo,
Com uma vida
Tão pequenina,
Que nem sabe,
Quando chegar.
Suave, espero,
Poder enfim
Contigo cantar,
Esta nova canção,
Com Beatriz,
Do alto da vida,
Um eterno bailar,
Com Rosa,
Semear e sonhar.
Vela pela canção,
Nestes versos,
Que desfiam
Tão singela melodia,
Nossa pequena padroeira,
És musa e poesia,
Da minha música
És protetora,
Amor pra sempre,
Cecília.
Thiago Azevedo
Belém, 3 de novembro de 2010
Que se faz poesia,
Uma vida
A perfilar em canção,
Dentro de mim,
Dentro de nós.
Da Rosa,
Veio o botão,
Que Rebenta,
Felicidade,
Agora do verso,
A melodia,
Que entoará,
Eternidade.
Singela canção,
Faz suave
O ninar,
Levita o anseio
Faz-me sonhar
Em desejo,
Com uma vida
Tão pequenina,
Que nem sabe,
Quando chegar.
Suave, espero,
Poder enfim
Contigo cantar,
Esta nova canção,
Com Beatriz,
Do alto da vida,
Um eterno bailar,
Com Rosa,
Semear e sonhar.
Vela pela canção,
Nestes versos,
Que desfiam
Tão singela melodia,
Nossa pequena padroeira,
És musa e poesia,
Da minha música
És protetora,
Amor pra sempre,
Cecília.
Thiago Azevedo
Belém, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Garrafeiro
Olha a garrafa!
Grita o velho garrafeiro,
duas por um algodão doce,
é sempre o seu preço.
Olha a garrafa!
Vem um bando moleques,
carregados de garrafas,
de refrigerante e cerveja,
um pai angustiado,
não terá mais o seu vasilhame
pra tomar cerveja no sábado.
Sabendo que sua garrafa virou doce,
distribui cascudo na molecada,
mas já não adianta nada,
sua cerveja já virou doce.
Olha a garrafa!
Grita o velho garrafeiro,
seu nome ninguém sabe,
apenas o chamam,
garrafeiro!
Sua história ninguém conhece,
só sabem que empurra um carro de mão,
repleto de garrafas vazias,
com um poste cheio de algodões doces,
o que faz com as garrafas? Ninguém sabe,
também não tem conhecimento,
que sua vida também é tão vazia,
quanto as garrafas que troca por doce.
Thiago Azevedo
Belém 01 de novembro de 2010
Grita o velho garrafeiro,
duas por um algodão doce,
é sempre o seu preço.
Olha a garrafa!
Vem um bando moleques,
carregados de garrafas,
de refrigerante e cerveja,
um pai angustiado,
não terá mais o seu vasilhame
pra tomar cerveja no sábado.
Sabendo que sua garrafa virou doce,
distribui cascudo na molecada,
mas já não adianta nada,
sua cerveja já virou doce.
Olha a garrafa!
Grita o velho garrafeiro,
seu nome ninguém sabe,
apenas o chamam,
garrafeiro!
Sua história ninguém conhece,
só sabem que empurra um carro de mão,
repleto de garrafas vazias,
com um poste cheio de algodões doces,
o que faz com as garrafas? Ninguém sabe,
também não tem conhecimento,
que sua vida também é tão vazia,
quanto as garrafas que troca por doce.
Thiago Azevedo
Belém 01 de novembro de 2010
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