Queria saber quem é maior
O sol ou a chuva?
O sol disse uma vez:
- sou maior, sem dúvida!
Veio a chuva
Tudo escureceu
O sol recuou
Choveu e passou
E o sol reapareceu.
O sol disse outra vez:
- sou maior, com certeza!
Veio a chuva
E o sol feneceu
Sem luz, sem clareza
Apenas choveu
Somente chuva.
E nunca mais
O sol apareceu.
(Thiago Azevedo)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Poetólogos
O caminho dos teólogos
É semelhante ao dos poetas
Tão livres, tão sozinhos
Quisera viver escravo
Andar esquadrinhado
Nas regras, sem dilemas
Sem Quilombo
Nem Palmares.
Pior que teólogo
Pior que poeta
É poetólogo
Mais liberdade
Mais solidão
Sem teólogos
Sem poetas
Apenas solidão.
(Thiago Azevedo)
É semelhante ao dos poetas
Tão livres, tão sozinhos
Quisera viver escravo
Andar esquadrinhado
Nas regras, sem dilemas
Sem Quilombo
Nem Palmares.
Pior que teólogo
Pior que poeta
É poetólogo
Mais liberdade
Mais solidão
Sem teólogos
Sem poetas
Apenas solidão.
(Thiago Azevedo)
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Amenidades
Um sábado ameno
Para fazer amenidades
Sentar na calçada
Olhar a rua
Passa um ônibus
Caminha a loura
O sol brilhante
Lá vem a chuva
Tudo muda
Todos correm
Toca o telefone
Lá vem a chuva
Saio da calçada
Despeço-me do sábado
Da rua
Do ônibus
Da chuva
Coisas amenas
Somente amenidades.
(Thiago Azevedo)
Para fazer amenidades
Sentar na calçada
Olhar a rua
Passa um ônibus
Caminha a loura
O sol brilhante
Lá vem a chuva
Tudo muda
Todos correm
Toca o telefone
Lá vem a chuva
Saio da calçada
Despeço-me do sábado
Da rua
Do ônibus
Da chuva
Coisas amenas
Somente amenidades.
(Thiago Azevedo)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Lápis
Quando escrevo
Não penso
Apenas faço
Deixo-me guiar
Pelo contorno do traço
Vai caminhando o lápis
Apenas o sustento
Para não cair
Sem concluir o traçado
Dos versos que se formam
Simples e acabados
Acho que o lápis
É quem me usa
Para poder escrever
Sou instrumento seco
Vazio e sem vida
Sou para o lápis
Só uma muleta.
(Thiago Azevedo)
Não penso
Apenas faço
Deixo-me guiar
Pelo contorno do traço
Vai caminhando o lápis
Apenas o sustento
Para não cair
Sem concluir o traçado
Dos versos que se formam
Simples e acabados
Acho que o lápis
É quem me usa
Para poder escrever
Sou instrumento seco
Vazio e sem vida
Sou para o lápis
Só uma muleta.
(Thiago Azevedo)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Lava jato
Meu carro imundo, sujo
Foi no lava-jato
Em meio à folia
Em meio ao papo
Que escrevi este poema
Meio sujo, meio chato.
Meu carro velho
Meu carro sujo
Lava rápido
Desfaz os percursos
Dos pneus gastos
Da poeira que vem com a vida
Quem dera que tudo
Fosse como meu carro
Quando sujo
Limpo rápido
Lava-jato.
(Thiago Azevedo)
Foi no lava-jato
Em meio à folia
Em meio ao papo
Que escrevi este poema
Meio sujo, meio chato.
Meu carro velho
Meu carro sujo
Lava rápido
Desfaz os percursos
Dos pneus gastos
Da poeira que vem com a vida
Quem dera que tudo
Fosse como meu carro
Quando sujo
Limpo rápido
Lava-jato.
(Thiago Azevedo)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Elegia do Pai
Ah! Filho que me deixou
Agora só a saudade me restou
Um quarto vazio e frio
E uma dor de tua ausência.
Uma parte de mim se foi,
Levando na mochila
O melhor que de mim havia
Ah! Que saudade de ti, filho.
Escolheste teu caminho
Um rumo que não é meu,
O meu amor é grande
E espero ansioso teu retornar.
Quero te reencontrar filho
E ouvir o que tens a contar
As histórias de tua vida,
Longe de teu lar.
Pode não parecer,
Mas estou contigo,
Do teu lado
Sendo para ti abrigo.
Estou sentado à porta,
Aguardando teu regresso,
Sem ti, não há afeto,
E nem paraíso.
O sol se põe em meu peito
Todos os dias que não vejo,
Tua sombra circundando a porta,
A partida pra mim não importa.
Um dia, anseio o reencontro
E teremos muito que falar,
Sem palavras, apenas abraços
De saudosos carinhos
Que quero outra vez te dar.
(Thiago Azevedo)
Agora só a saudade me restou
Um quarto vazio e frio
E uma dor de tua ausência.
Uma parte de mim se foi,
Levando na mochila
O melhor que de mim havia
Ah! Que saudade de ti, filho.
Escolheste teu caminho
Um rumo que não é meu,
O meu amor é grande
E espero ansioso teu retornar.
Quero te reencontrar filho
E ouvir o que tens a contar
As histórias de tua vida,
Longe de teu lar.
Pode não parecer,
Mas estou contigo,
Do teu lado
Sendo para ti abrigo.
Estou sentado à porta,
Aguardando teu regresso,
Sem ti, não há afeto,
E nem paraíso.
O sol se põe em meu peito
Todos os dias que não vejo,
Tua sombra circundando a porta,
A partida pra mim não importa.
Um dia, anseio o reencontro
E teremos muito que falar,
Sem palavras, apenas abraços
De saudosos carinhos
Que quero outra vez te dar.
(Thiago Azevedo)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Pôr do Sol
O sol que leva seu último raio de luz
Deixa em mim uma saudade tamanha
De um tempo que vivi, mas não sei,
Parece tão distante e tão profuso
De uma felicidade que um dia abandonei.
Sinto uma saudade que não cabe no tempo
Que me arranca do presente momento
E me leva para longe na história
Onde não me acompanha a memória.
Um momento que não sei bem dizer
Vejo a mesma tarde, o mesmo sol,
Um último raio de luz, porém sem saudade,
Nem vazio, apenas um sentimento de paz.
Manifesta na simplicidade da companhia
Daquele que foi e sempre será,
Que nunca nos abandonou,
Bela nostalgia do retorno ao lar.
O sol se foi e percebi qual era a saudade,
Do tempo em que o jardim me era belo
E o passeio ao raiar à última luz era singelo,
Quando a voz do Pai me vinha ao coração
“Venha filho amado, com quem me comprazo”.
(Thiago Azevedo)
Deixa em mim uma saudade tamanha
De um tempo que vivi, mas não sei,
Parece tão distante e tão profuso
De uma felicidade que um dia abandonei.
Sinto uma saudade que não cabe no tempo
Que me arranca do presente momento
E me leva para longe na história
Onde não me acompanha a memória.
Um momento que não sei bem dizer
Vejo a mesma tarde, o mesmo sol,
Um último raio de luz, porém sem saudade,
Nem vazio, apenas um sentimento de paz.
Manifesta na simplicidade da companhia
Daquele que foi e sempre será,
Que nunca nos abandonou,
Bela nostalgia do retorno ao lar.
O sol se foi e percebi qual era a saudade,
Do tempo em que o jardim me era belo
E o passeio ao raiar à última luz era singelo,
Quando a voz do Pai me vinha ao coração
“Venha filho amado, com quem me comprazo”.
(Thiago Azevedo)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Amor semeador
Amar é poder semear
Num mundo confuso,
Ansioso por viver a paz
Paz que não brota em qualquer terra,
Tem que germinar do coração.
Nasce pequena, do tamanho do botão
Quando cresce, toma conta de toda a alma
Faz frutificar a paz, abundante e suculenta paz.
Caminhar e semear amor
Amar para florescer com ardor
Frutificar e colher a paz.
Amar é poder semear a terra
Cuidar de tudo que provém dela
Para viver outro mundo possível
Um mundo livre como o vento,
Um mundo cheio de paz.
(Thiago Azevedo)
Num mundo confuso,
Ansioso por viver a paz
Paz que não brota em qualquer terra,
Tem que germinar do coração.
Nasce pequena, do tamanho do botão
Quando cresce, toma conta de toda a alma
Faz frutificar a paz, abundante e suculenta paz.
Caminhar e semear amor
Amar para florescer com ardor
Frutificar e colher a paz.
Amar é poder semear a terra
Cuidar de tudo que provém dela
Para viver outro mundo possível
Um mundo livre como o vento,
Um mundo cheio de paz.
(Thiago Azevedo)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Ceia do pobre
Tomai o sangue do cordeiro,
Sangue imaculado, sofrido
Marcado pela dor e o suplício.
Bebido por todos os pequenos,
Que sangram por causa da omissão
Destes que mancham de sangue
O altar, que é circo e picadeiro.
Venha e sentem comigo,
Desfrutem todos assim,
Livres e plenos,
Comam e bebam
Em memória de mim.
Comam o pão que é carne mastigada
Pelo chicote da opressão
Dos que deveriam dividir o pão.
Os pobres bem aventurados,
Comam deste pão abençoado
Pão que é um com todos
De um Deus que sofre amargurado.
A dor daqueles que nada tem
Simples, pobres e sem ninguém
Para chorar contritos,
Abraçar demonstrando-lhe afeto
Ou estender o braço ao aflito.
Comam e bebam a esperança do amor
De Jesus que morreu pelo clamor
Dos pobres e oprimidos que gritam
Venha para nós o teu Reino.
(Thiago Azevedo)
Sangue imaculado, sofrido
Marcado pela dor e o suplício.
Bebido por todos os pequenos,
Que sangram por causa da omissão
Destes que mancham de sangue
O altar, que é circo e picadeiro.
Venha e sentem comigo,
Desfrutem todos assim,
Livres e plenos,
Comam e bebam
Em memória de mim.
Comam o pão que é carne mastigada
Pelo chicote da opressão
Dos que deveriam dividir o pão.
Os pobres bem aventurados,
Comam deste pão abençoado
Pão que é um com todos
De um Deus que sofre amargurado.
A dor daqueles que nada tem
Simples, pobres e sem ninguém
Para chorar contritos,
Abraçar demonstrando-lhe afeto
Ou estender o braço ao aflito.
Comam e bebam a esperança do amor
De Jesus que morreu pelo clamor
Dos pobres e oprimidos que gritam
Venha para nós o teu Reino.
(Thiago Azevedo)
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O reino
Vem para o reino pequena criança
Livre, sem mácula, longe do receio
Cante e dance pequeninos
Chama o Deus peregrino.
Esse Deus que não tem nome,
Nem se sabe de onde,
Quer apenas brincar e pular
Inocente, tranquilamente.
Esse reino é para vocês menores,
Incompreendidos, esquecidos
Pela burocracia da verdade
Falsa verdade que corrói
O espírito e também a mente.
O coração incauto dos homens,
Sem amor pleno, morno, preso,
Escravo dos pré-conceitos
Das certezas vazias
E julgamento ofensivo.
O reino é como uma criança
Que vive intensa a infância
Sem os pudores da repressão.
O reino é assim,
Sem o peso do sim
E nem a dor do não
É simples de se viver
Apenas venham
E deixem fluir
Através da poesia
O reino de Deus.
(Thiago Azevedo)
Livre, sem mácula, longe do receio
Cante e dance pequeninos
Chama o Deus peregrino.
Esse Deus que não tem nome,
Nem se sabe de onde,
Quer apenas brincar e pular
Inocente, tranquilamente.
Esse reino é para vocês menores,
Incompreendidos, esquecidos
Pela burocracia da verdade
Falsa verdade que corrói
O espírito e também a mente.
O coração incauto dos homens,
Sem amor pleno, morno, preso,
Escravo dos pré-conceitos
Das certezas vazias
E julgamento ofensivo.
O reino é como uma criança
Que vive intensa a infância
Sem os pudores da repressão.
O reino é assim,
Sem o peso do sim
E nem a dor do não
É simples de se viver
Apenas venham
E deixem fluir
Através da poesia
O reino de Deus.
(Thiago Azevedo)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Carta
Ao escrever uma carta,
Lembre de olhar para a história
De acontecimentos marcantes
E os fatos inúteis de agora.
Escreva sobre seus amores
E os desamores de outrora,
Seu primeiro beijo,
Fale também do primeiro fora.
Conte um pouco de sua infância,
Dos brinquedos que quebrastes
E quando comias fazendo lambança.
Você é parte do que foi,
Olhe com cuidado cada detalhe
E assim poderás conhecer
O que serás depois.
Lembre das primeiras vozes
Que te fizeram ninar,
Dos beijos que te dedicaram,
Que te fizeram afeiçoar.
Rabisque um pouco do mundo
Que contornou tua história
Tempo que não é mais, somente agora.
Quero conhecer as mentiras
Que contastes para não perder,
Palavras que contam vantagem
De nada, apenas de você.
Fale-me um pouco da morte,
Que acontece sem explicar o porquê,
E também da vida que é perene,
Porém intensa para se viver.
Ao escrever uma carta,
Não termine com adeus,
Redija qualquer coisa,
Talvez reticências...
...Para seus amores e os meus.
(Thiago Azevedo)
Lembre de olhar para a história
De acontecimentos marcantes
E os fatos inúteis de agora.
Escreva sobre seus amores
E os desamores de outrora,
Seu primeiro beijo,
Fale também do primeiro fora.
Conte um pouco de sua infância,
Dos brinquedos que quebrastes
E quando comias fazendo lambança.
Você é parte do que foi,
Olhe com cuidado cada detalhe
E assim poderás conhecer
O que serás depois.
Lembre das primeiras vozes
Que te fizeram ninar,
Dos beijos que te dedicaram,
Que te fizeram afeiçoar.
Rabisque um pouco do mundo
Que contornou tua história
Tempo que não é mais, somente agora.
Quero conhecer as mentiras
Que contastes para não perder,
Palavras que contam vantagem
De nada, apenas de você.
Fale-me um pouco da morte,
Que acontece sem explicar o porquê,
E também da vida que é perene,
Porém intensa para se viver.
Ao escrever uma carta,
Não termine com adeus,
Redija qualquer coisa,
Talvez reticências...
...Para seus amores e os meus.
(Thiago Azevedo)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Pedaços
Quero falar, insisto,
Por mais que te doa
Ver-me assim desolado
E triste por ter te perdido.
Quero te dizer, isso é passado,
Agora somos simples parte,
Inúteis metades de nós dois,
De um sol triste que se pôs.
Agora seremos meias sombras,
Numa meia cama sem lençóis,
Sem amor, nem nós dois,
Ando a viver minha nova mentira.
Ser apenas metade de mim,
Olhando nosso álbum de fotografias,
Lembrando que só plenitude havia,
Um amor completo entre nós dois.
Agora sou apenas metade,
Incompleto, ineficiente,
Um vazio pleno,
Pleno de inexistência.
O que aconteceu?
Para haver essas reticências?
Esses espaços vazios e frios
E de nossas falas obscenas?
Os pratos quebrados
E as histórias não contadas,
Um amor rompido,
Que não começou de agora.
Somos metade arrependimento,
De gestos que nos faltaram
Palavras que nos mostrem
Que ainda éramos amados.
Deixo apenas um pedaço
Que agora não me faz falta,
Uma parte que te coube,
O amor que dediquei outrora.
Vou e esqueço minha mala,
Na esperança de que volte.
Deixe a porta entreaberta
E aguarde minha volta.
E sermos plenos outra vez
Para que termine nossa história
Tal qual conto de fadas
Feliz para sempre viver.
(Thiago Azevedo)
Por mais que te doa
Ver-me assim desolado
E triste por ter te perdido.
Quero te dizer, isso é passado,
Agora somos simples parte,
Inúteis metades de nós dois,
De um sol triste que se pôs.
Agora seremos meias sombras,
Numa meia cama sem lençóis,
Sem amor, nem nós dois,
Ando a viver minha nova mentira.
Ser apenas metade de mim,
Olhando nosso álbum de fotografias,
Lembrando que só plenitude havia,
Um amor completo entre nós dois.
Agora sou apenas metade,
Incompleto, ineficiente,
Um vazio pleno,
Pleno de inexistência.
O que aconteceu?
Para haver essas reticências?
Esses espaços vazios e frios
E de nossas falas obscenas?
Os pratos quebrados
E as histórias não contadas,
Um amor rompido,
Que não começou de agora.
Somos metade arrependimento,
De gestos que nos faltaram
Palavras que nos mostrem
Que ainda éramos amados.
Deixo apenas um pedaço
Que agora não me faz falta,
Uma parte que te coube,
O amor que dediquei outrora.
Vou e esqueço minha mala,
Na esperança de que volte.
Deixe a porta entreaberta
E aguarde minha volta.
E sermos plenos outra vez
Para que termine nossa história
Tal qual conto de fadas
Feliz para sempre viver.
(Thiago Azevedo)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Sonho
Quando sonhava voar
Pelos mais longínquos horizontes,
Por cima dos mares distantes
Sem saber ao certo aonde chegar.
Em asas que só se tem nos sonhos,
Voar longe, por lugares multicores,
Pintados em tela de aquarela viva
Onde o artista tem uma alma rica.
Imaginava que neste mundo
Tudo era possível e crível,
Ver um mundo melhor,
Um mundo de paz.
Crianças brincando na chuva
Em gotas de tintas coloridas
Jogando petecas feitas de doces
E as bonecas conversavam e riam.
O mal não existia, nem a violência prevalecia
Não existiam os ricos e muito menos os pobres
Entregues a própria sorte de um dia ser feliz.
Era um mundo perfeito pra todos.
Exceto por uma coisa,
Simples, pequena e efêmera,
Meus olhos se abrem
Volto ao mundo real outra vez.
(Thiago Azevedo)
Pelos mais longínquos horizontes,
Por cima dos mares distantes
Sem saber ao certo aonde chegar.
Em asas que só se tem nos sonhos,
Voar longe, por lugares multicores,
Pintados em tela de aquarela viva
Onde o artista tem uma alma rica.
Imaginava que neste mundo
Tudo era possível e crível,
Ver um mundo melhor,
Um mundo de paz.
Crianças brincando na chuva
Em gotas de tintas coloridas
Jogando petecas feitas de doces
E as bonecas conversavam e riam.
O mal não existia, nem a violência prevalecia
Não existiam os ricos e muito menos os pobres
Entregues a própria sorte de um dia ser feliz.
Era um mundo perfeito pra todos.
Exceto por uma coisa,
Simples, pequena e efêmera,
Meus olhos se abrem
Volto ao mundo real outra vez.
(Thiago Azevedo)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Sagrado
Olho pro céu e procuro
Tateando entre as estrelas
Um rastro de minha consciência,
Através de minha vivência
Que tive em Ti, ó Deus.
Ando sem direção e sem destino,
Buscando onde reclinar o semblante
De minhas tristes feridas
Feitas nos tropeços da vida
E da falta de guarida.
Sou um andarilho em busca
De um tesouro perdido,
Há muito esquecido
Nos meus pobres descaminhos
De meu coração maltrapilho.
Onde deixei minha fé?
Escondida em meio às certezas
Escritas em belas palavras
Vazias e falsas desta cruel frieza,
Enganando meu triste coração.
Achava que tinha a verdade
Entretanto, sabia que me mentia
Servindo a quem imaginava
Que tinha as respostas
Para minhas impurezas.
Hoje ando sozinho,
Trilhando novos caminhos
Buscando só de Deus depender,
Não me deixes mais esquecer
Só em Ti Pai, quero viver.
(Thiago Azevedo)
Tateando entre as estrelas
Um rastro de minha consciência,
Através de minha vivência
Que tive em Ti, ó Deus.
Ando sem direção e sem destino,
Buscando onde reclinar o semblante
De minhas tristes feridas
Feitas nos tropeços da vida
E da falta de guarida.
Sou um andarilho em busca
De um tesouro perdido,
Há muito esquecido
Nos meus pobres descaminhos
De meu coração maltrapilho.
Onde deixei minha fé?
Escondida em meio às certezas
Escritas em belas palavras
Vazias e falsas desta cruel frieza,
Enganando meu triste coração.
Achava que tinha a verdade
Entretanto, sabia que me mentia
Servindo a quem imaginava
Que tinha as respostas
Para minhas impurezas.
Hoje ando sozinho,
Trilhando novos caminhos
Buscando só de Deus depender,
Não me deixes mais esquecer
Só em Ti Pai, quero viver.
(Thiago Azevedo)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Velho
Quando ficar velho,
Quero poder olhar o vento,
Sentar perdido no tempo
Contando histórias sobre a vida,
Também sobre a lida
De minha infância
E esperar feliz
A tão sonhada partida.
Quando ficar velho,
Quero sentar ao teu lado,
Esquecer-me de tudo
Pra novamente me apaixonar,
Pela beleza de tua companhia
E ouvir a doçura da tua voz
Que me faz dormir tranqüilo,
Como uma criança no seio da mãe.
Quando ficar velho,
Quero esperar a primavera
E caminhar por entre as flores,
Ser sensível aos seus olores,
Amar todas as suas cores,
Deitar entre todas elas
Rosas, margaridas e camélias
Respirar meu mundo, minha vida.
Quando ficar velho,
Quero me arrepender
De ter sido jovem
Presunçoso e arrogante
Aparentemente forte
Geralmente insensato
Imaginando-me sábio
Sem na verdade o ser
Quando ficar velho,
Quero ser...
...velho.
(Thiago Azevedo)
Quero poder olhar o vento,
Sentar perdido no tempo
Contando histórias sobre a vida,
Também sobre a lida
De minha infância
E esperar feliz
A tão sonhada partida.
Quando ficar velho,
Quero sentar ao teu lado,
Esquecer-me de tudo
Pra novamente me apaixonar,
Pela beleza de tua companhia
E ouvir a doçura da tua voz
Que me faz dormir tranqüilo,
Como uma criança no seio da mãe.
Quando ficar velho,
Quero esperar a primavera
E caminhar por entre as flores,
Ser sensível aos seus olores,
Amar todas as suas cores,
Deitar entre todas elas
Rosas, margaridas e camélias
Respirar meu mundo, minha vida.
Quando ficar velho,
Quero me arrepender
De ter sido jovem
Presunçoso e arrogante
Aparentemente forte
Geralmente insensato
Imaginando-me sábio
Sem na verdade o ser
Quando ficar velho,
Quero ser...
...velho.
(Thiago Azevedo)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Tempo II
O Tempo,
Meu tempo,
...Nosso tempo,
Passa, lembra e não volta
Lembrança, vivência e desejo.
Tempo que não espera,
Tempo que nem se importa.
Conta,
Passa,
...Vai embora.
Aguarda o nascer
De um nostálgico futuro
Que já não volta atrás,
Tempo que não pode mais.
Passado,
Presente,
...Futuro.
Infrutíferos tempos verbais
Não sabem, apenas jaz
A minha juventude e beleza
Trazem na mala, meias tristezas.
Velhice,
Juventude,
...Infância.
Inverte-se o tempo da vida
Vou me tornando criança
Desaprendendo os erros
Desfazendo os acertos.
Nosso Tempo,
Meu tempo,
...O tempo,
Caminho para o retorno,
Para um tempo distante
Que não me lembro mais
Tempos sem memórias...
...Sem tristezas nem nostalgias...
...Sem mentiras nem histórias...
(Thiago Azevedo)
Meu tempo,
...Nosso tempo,
Passa, lembra e não volta
Lembrança, vivência e desejo.
Tempo que não espera,
Tempo que nem se importa.
Conta,
Passa,
...Vai embora.
Aguarda o nascer
De um nostálgico futuro
Que já não volta atrás,
Tempo que não pode mais.
Passado,
Presente,
...Futuro.
Infrutíferos tempos verbais
Não sabem, apenas jaz
A minha juventude e beleza
Trazem na mala, meias tristezas.
Velhice,
Juventude,
...Infância.
Inverte-se o tempo da vida
Vou me tornando criança
Desaprendendo os erros
Desfazendo os acertos.
Nosso Tempo,
Meu tempo,
...O tempo,
Caminho para o retorno,
Para um tempo distante
Que não me lembro mais
Tempos sem memórias...
...Sem tristezas nem nostalgias...
...Sem mentiras nem histórias...
(Thiago Azevedo)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Carapanã
Zumbindo
indo
Incomodando
ando
No ouvido
ido
Zunindo
indo.
Mariçoca dizem alguns,
Pra minha banda
Carapanã é comum.
Voando, zunindo,
Picando, sumindo,
Carapanã sugando
Todo meu sangue
E eu dormindo.
Depois de mim
Procura outro Zinho
E vai zumbindo
indo.
indo.
(Thiago Azevedo)
indo
Incomodando
ando
No ouvido
ido
Zunindo
indo.
Mariçoca dizem alguns,
Pra minha banda
Carapanã é comum.
Voando, zunindo,
Picando, sumindo,
Carapanã sugando
Todo meu sangue
E eu dormindo.
Depois de mim
Procura outro Zinho
E vai zumbindo
indo.
indo.
(Thiago Azevedo)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Semente de paz
Como a pequena semente
Que semeia as entranhas da terra.
Criam no coração dos homens
Profundas e belas raízes
E funde minh’alma a ela.
Assim é o amor de Deus
Que semeia sua semente
No coração de todos desta terra
Amor simples, manso e profundo
Paz que brota em meio à procela.
Vento que vem de longe,
Não sabe como e nem de onde,
Vento que vem livre e semeia
Este amor que brota de Deus
Semente de amor e paz.
Deste amor rebenta também esperança
Pra este terror que não se finda
E em nossas almas, profundas feridas
Que impedem o brilho do sol pairar.
Sobre nossas almas áridas e sofridas
Desta terra, as mãos só os calos
Semeando a terra dos esfomeados
Um amor que lhes traga a paz.
Vento que vem de longe,
Não sabe como e nem de onde
Semeia o sol novamente
Para que tenhamos dias melhores
Dias de Deus em nós, dias de paz.
(Thiago Azevedo)
Que semeia as entranhas da terra.
Criam no coração dos homens
Profundas e belas raízes
E funde minh’alma a ela.
Assim é o amor de Deus
Que semeia sua semente
No coração de todos desta terra
Amor simples, manso e profundo
Paz que brota em meio à procela.
Vento que vem de longe,
Não sabe como e nem de onde,
Vento que vem livre e semeia
Este amor que brota de Deus
Semente de amor e paz.
Deste amor rebenta também esperança
Pra este terror que não se finda
E em nossas almas, profundas feridas
Que impedem o brilho do sol pairar.
Sobre nossas almas áridas e sofridas
Desta terra, as mãos só os calos
Semeando a terra dos esfomeados
Um amor que lhes traga a paz.
Vento que vem de longe,
Não sabe como e nem de onde
Semeia o sol novamente
Para que tenhamos dias melhores
Dias de Deus em nós, dias de paz.
(Thiago Azevedo)
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Ciclo poético
O poeta brota como mandioca
Pra ser moído e torrado
Nesse fogo que arde e queima
Quando pronto e acabado
Gostosa farinha de tapioca.
A poesia é como o açaí,
Que quando nasce é Iaçá
Seus versos são lágrimas de amor
De uma alma intensa e profunda
Que não cessa a chorar.
Os versos são como chuva
Que pode cair triste e fina
Regando nossas almas áridas
Desta busca por paz na vida
Molha e faz brotar nova alegria.
O poeta brota como mandioca
A poesia germina como açaí
Os versos caem como chuva
Lágrimas belas da chuva fina
Constante e corriqueira vida.
(Thiago Azevedo)
Pra ser moído e torrado
Nesse fogo que arde e queima
Quando pronto e acabado
Gostosa farinha de tapioca.
A poesia é como o açaí,
Que quando nasce é Iaçá
Seus versos são lágrimas de amor
De uma alma intensa e profunda
Que não cessa a chorar.
Os versos são como chuva
Que pode cair triste e fina
Regando nossas almas áridas
Desta busca por paz na vida
Molha e faz brotar nova alegria.
O poeta brota como mandioca
A poesia germina como açaí
Os versos caem como chuva
Lágrimas belas da chuva fina
Constante e corriqueira vida.
(Thiago Azevedo)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Quanto custa?
Quanto custa a vida?
Às vezes penso e fico
Será o mesmo
Que um punhado de farinha?
Ou será uma flor
Que ao findar do dia
Murchou, despetalou,
Nem cor e nem alegria.
A vida é como neblina
Descortinada em céu cinza
Traços de uma chuva fina
Carregada em triste melancolia.
A vida pode ser mais,
Ela é rastro de uma aquarela,
Que ora feia, ora bela
Consegue deixar viva a vida.
Como conciliar o amor e a dor,
Se não for através da vida?
Sentida e intensa,
Pra alguns, lamento,
Pra outros, alegre sofrimento.
Quanto custa viver a vida?
(Thiago Azevedo)
Às vezes penso e fico
Será o mesmo
Que um punhado de farinha?
Ou será uma flor
Que ao findar do dia
Murchou, despetalou,
Nem cor e nem alegria.
A vida é como neblina
Descortinada em céu cinza
Traços de uma chuva fina
Carregada em triste melancolia.
A vida pode ser mais,
Ela é rastro de uma aquarela,
Que ora feia, ora bela
Consegue deixar viva a vida.
Como conciliar o amor e a dor,
Se não for através da vida?
Sentida e intensa,
Pra alguns, lamento,
Pra outros, alegre sofrimento.
Quanto custa viver a vida?
(Thiago Azevedo)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Encanto do Boto
Nesse rio amazonas,
Na margem, todos em festa,
A lua forte ilumina
O semblante puro
Da cabloquinha bela.
A noite esconde mistérios
Que só o amor desvela.
Com chapéu branco
Tronco forte e desnudo
Olhar profundo sobre ela.
Tira a bela donzela
Toda a noite de dança
Rebola muito com ela
Tanto que encanta
Neste breu que se levanta.
Toma a moça no braço
Vai pro meio do mato
E cheia de desejo, ama,
Vai-se a noite escura
E o belo moço com ela.
Ao raiar do novo dia,
Grávida ficou a donzela
Triste semblante da moça
Sem saber de onde veio
Aquele encantador moço.
Numa noite mágica de amor
Deixou-se seduzir, enlevar
Pelos encantos do belo moço
O fato é que não sabia
Que ele era o peixe boto.
(Thiago Azevedo)
Na margem, todos em festa,
A lua forte ilumina
O semblante puro
Da cabloquinha bela.
A noite esconde mistérios
Que só o amor desvela.
Com chapéu branco
Tronco forte e desnudo
Olhar profundo sobre ela.
Tira a bela donzela
Toda a noite de dança
Rebola muito com ela
Tanto que encanta
Neste breu que se levanta.
Toma a moça no braço
Vai pro meio do mato
E cheia de desejo, ama,
Vai-se a noite escura
E o belo moço com ela.
Ao raiar do novo dia,
Grávida ficou a donzela
Triste semblante da moça
Sem saber de onde veio
Aquele encantador moço.
Numa noite mágica de amor
Deixou-se seduzir, enlevar
Pelos encantos do belo moço
O fato é que não sabia
Que ele era o peixe boto.
(Thiago Azevedo)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Fonética
A regra que contraria,
Vem alto e protesta,
Perturba e contesta
Deixa bradar a profecia.
Morre o profeta
Tira o r e o f
No ajuste fonético
E nasce o poeta.
Que a tudo ama,
Fala baixo e declama
Em verso, soneto e elegia
O belo som da poesia.
O t acrescenta,
Troca o ó pelo a
E termina o amor do poeta
Fica triste com cara de pateta.
Porque morre o profeta?
Ou termina o amor do poeta?
Fala baixo e protesta
Triste voz do pateta.
(Thiago Azevedo)
Vem alto e protesta,
Perturba e contesta
Deixa bradar a profecia.
Morre o profeta
Tira o r e o f
No ajuste fonético
E nasce o poeta.
Que a tudo ama,
Fala baixo e declama
Em verso, soneto e elegia
O belo som da poesia.
O t acrescenta,
Troca o ó pelo a
E termina o amor do poeta
Fica triste com cara de pateta.
Porque morre o profeta?
Ou termina o amor do poeta?
Fala baixo e protesta
Triste voz do pateta.
(Thiago Azevedo)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Chama
Tudo em mim te chama
Visto que meu amor é chama
E inflama em ardente desejo
Tanto que grita, clama.
Tão alto que te anseia
Um amor que me clareia
A escuridão que não tinha fim,
Desfazendo esta terrível solidão
Que queimava dentro de mim.
O amor que se eterniza
Em pequenos e simples momentos
Até mesmos os vãos sofrimentos
Que tornam pesadas e confusas
Os percursos trilhados na vida.
A minha vida em ti é chama
Que funde a alma e incendeia
Ilumina nossos caminhos
Clareia como candeia
Desfaz os desencantos
De tantos desencontros
Que tivemos nessa lida.
Tudo em mim é chama
Ardente desejo, inflama.
(Thiago Azevedo)
Visto que meu amor é chama
E inflama em ardente desejo
Tanto que grita, clama.
Tão alto que te anseia
Um amor que me clareia
A escuridão que não tinha fim,
Desfazendo esta terrível solidão
Que queimava dentro de mim.
O amor que se eterniza
Em pequenos e simples momentos
Até mesmos os vãos sofrimentos
Que tornam pesadas e confusas
Os percursos trilhados na vida.
A minha vida em ti é chama
Que funde a alma e incendeia
Ilumina nossos caminhos
Clareia como candeia
Desfaz os desencantos
De tantos desencontros
Que tivemos nessa lida.
Tudo em mim é chama
Ardente desejo, inflama.
(Thiago Azevedo)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Chama-se amor
Fiquei inerte, pensativo,
Imaginando sobre o que escrever.
Pensei nas buscas que a alma faz,
Mas não conseguir nem sequer começar
Conclui que esse caminho não irá findar.
Pensei então em escrever sobre a vida,
Incontida numa inebriante rotina,
Percebi que isso era enfadonho,
Isso é coisa que não fascina.
Foi quando vi que melhor era o amor,
Marcado por desejos e incertezas,
Às vezes alegre, às vezes tristeza,
Belo era falar do amor.
Muito mais que escreve sobre o amor,
Viver parece ser a melhor medida,
A verdadeira busca incontida
Na alma aprisionada de todos os seres,
E resgata a vida da maldita rotina.
O amor que rima com sorte,
Também anda lado a lado com a morte,
Poucos puderam sentir na vida
A sorte de morrer por amor.
Das coisas que existem na vida,
Apenas uma dá seu sentido,
Não nos deixa perdido no caminho,
Isso se chama apenas amor.
(Thiago Azevedo)
Imaginando sobre o que escrever.
Pensei nas buscas que a alma faz,
Mas não conseguir nem sequer começar
Conclui que esse caminho não irá findar.
Pensei então em escrever sobre a vida,
Incontida numa inebriante rotina,
Percebi que isso era enfadonho,
Isso é coisa que não fascina.
Foi quando vi que melhor era o amor,
Marcado por desejos e incertezas,
Às vezes alegre, às vezes tristeza,
Belo era falar do amor.
Muito mais que escreve sobre o amor,
Viver parece ser a melhor medida,
A verdadeira busca incontida
Na alma aprisionada de todos os seres,
E resgata a vida da maldita rotina.
O amor que rima com sorte,
Também anda lado a lado com a morte,
Poucos puderam sentir na vida
A sorte de morrer por amor.
Das coisas que existem na vida,
Apenas uma dá seu sentido,
Não nos deixa perdido no caminho,
Isso se chama apenas amor.
(Thiago Azevedo)
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