Home | Twitter | Facebook | Para melhor visualização deste blog é recomendável a utilização de uma resolução de vídeo 1280 x 800.

Divulgue esta idéia

CancaodaFloresta

terça-feira, 19 de maio de 2009

Dúvida Companheira

Dúvida companheira,
Que na concreta incerteza
Livra da arrogância plena.
Precisa dar as mãos à fé apenas
Para se lançar ao infinito
Desabitado e desconhecido.

Dúvida companheira,
Lança-te ao invisível
Joga teu corpo rumo ao que é pleno
Que sem dar respostas,
Sacia tuas perguntas
Desanuvia tuas incertezas

Dúvida companheira,
Para a sabedoria és bela,
Anda eternamente solitária
Em busca da plena certeza
Sem nunca realmente encontrar.
És eremita sem rumo a trilhar.

Dúvida companheira,
Diga-me qual o teu fim?
Qual o teu propósito?
Apenas refletir
Sem nada concluir?
Até quando viverás assim?

Dúvida companheira.

(Thiago Azevedo)

Vento Livre

Vento livre
Vai dançando pelo ar
Sem saber aonde chegar
Pensa apenas viver o momento

Voar livre
Como as palavras do poeta
Que sente a leveza e a pureza
De ser vento livre

Suas palavras não são escolhidas
Apenas sentidas e vividas
Expressadas na liberdade pretendida

Vento livre
Que não escolhe destino
Vive apenas seu instinto
Dançar livre sem esmorecer

Viver na canção e na poesia
A certeza de que nenhuma prisão
Poderá extinguir seu único alento

Ora brisa, ora tufão
Ser todos em um,
Único elemento,
Livre vento

(Thiago Azevedo)

Mostre-me o Amor

Mostre-me o amor,
Que é muito mais do que palavras
Que se manifesta no silêncio
Que se inicia no calor de um abraço
Num gesto simples e sincero

Mostre-me o amor,
Que vive além do sofrimento
Que suporta todo embaraço
Que sofre a contento
De ser apenas amparo

Mostre-me o amor,
Que não vive a contar o tempo
Que não se angustia na ausência
Mas que sente profunda saudade
Da pessoa a quem quer seu alento

Amor, que dá a vida
Sem nada esperar de volta
Que é singela harmonia
Oculta na sinceridade de um sorriso

Amor, que é fogo ardente
Chama de paixão e vida
Manifestada com nobreza
Em viver com humildade a cada dia

Mostre-me o amor,
Apenas com gestos e afagos,
Que não é vaidoso e nem descuidado
Com o intuito de ser apenas o amado
Dar mais do que um simples abraço

Mostre-me o amor,
Que vai muito além das canções,
Que é muito mais que emoções
Que representa desapego de si mesmo
Valorizando muito mais a vida

Mostre-me o amor,
Que da pequena criança sincera,
Não é escravo da razão séria,
Apenas tem razões desconhecidas a mente
Quer ser livre para brincar inocente

(Thiago Azevedo)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Palavras

Palavras que contam histórias
Que semeiam mentiras
Que estimulam a memória

Palavras que selam tratos
Que quebram contratos
Que mudam o contato

Palavras que discórdias traz
Que promovem a paz
Que saudades faz

Palavras que promovem a vida
Que morte anuncia
Que a esperança alimenta

Palavras que são cantadas
Que são declamadas
Que são faladas

Palavras que melodiam as notas
Que completam a rima
Que contemplam a fala

Palavras que brotam do poeta
Que infla o profeta
Que emanam de Deus

Palavras logos divino
Anuncia aos seus
Palavras do Reino de Deus

Palavras que são apenas palavras
Que são mais que palavras
Que o bem quer propagar

Palavras às vezes são apenas palavras...

(Thiago Azevedo)

Lugar Nenhum


Lugar nenhum, o que me dizes de lá?
Onde nada se perde, nada se busca
Lugar nenhum, me dizes como é lá?
Onde não há ninguém, vazio está

Gente de lugar nenhum, corram de lá
Onde nada se pensa, nada se fala
Gente de lugar nenhum, porque ficar onde está?
Sem perspectiva de se mudar

Lugar nenhum, porque gostas de alienar
Conduzindo teu povo a não avaliar
Sua forma de viver e pensar
Sem ao menos dar a alternativa de se transformar?

Lugar nenhum, pode ser aqui, como pode ser lá
Basta parar e deixar que tudo se faça sem pensar
Que o simples fazer seja um lema constante a pulsar
No corpo e na mente, deixando tua alma escravizar

Lugar nenhum, lar da inexistência, de vida vazia
Gente de lugar nenhum, habitantes que não querem sentido
Lugar nenhum, pode ser em qualquer lugar
Gente de lugar nenhum, estão a se multiplicar
Lugar nenhum, não precisa mais procurar
Pare de apenas pensar, ele vai te encontrar

(Thiago Azevedo)

Fale-me do Amor

Fale-me do amor
De eterna perfeição.
Fale-me do amor
Que é puro e imaculado,
Fruto do coração

Se em todas as línguas pudesse,
Sem amor, som sem melodia.
Se todos os mistérios conhecesse,
Sem amor, beleza sem poesia.

Mesmo que a fé me viesse,
Sem amor, vaidade seria.
Ainda que pobre e mártir,
Sem amor, caridade vazia.

Fale-me do amor
De eterna perfeição.
Fale-me do amor
Que é Puro e imaculado,
Fruto do coração.

Amor ardente e não falho,
Sofre por todos delicado.
Tudo acredita e suporta,
Com a verdade é devotado.

Amor que vive a contento
De tudo ser apenas em parte,
Mas um dia face a face,
Será feito pleno alento.

De tudo a permanecer,
Apenas amor, fé e esperança.
De tudo o que é maior,
Prevalece o amor,
Tal qual o da criança.

(Thiago Azevedo)

Folha de Papel


Sem as marcas e os contos vividos no caminho
Pronto para esquadrinhar o percurso da vida
Livre, a viver nas mãos da perfeita poesia

Folha branca nas mãos da alma do poeta
Expressão do sentimento em forma de lira
Faz dela seu palco, brilho de vida na poesia

Folha branca, eternidade da existência
Vivida na alma desse contraditório artista
Ora alegre ou triste, ora verdade ou falsidade

Sentimentos que expressam várias faces
Buscar nas veredas da alma a expressividade
Da beleza e na pureza de uma folha de papel.

(Thiago Azevedo)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lirismo Divino

Deus que brinca no banco de areia
Que dança ao som da bela toada
Que mergulha numa aquarela versada
Poesia e lirismo da arte criada

Logos no principio com Deus estava
Fez-se criança pura, imaculada
Para aprender a beleza que emana
Da grandeza em ser criança

Inocência em ser simples e verdadeiro
Vinde crianças, para o Reino
Revelado ao coração embalado
Pela brisa do amor encarnado

Deus que canta a bela canção
Que declama o poema com intensa paixão
Poesia em forma de vida e esperança
No semblante de uma simples criança

Lirismo na forma de amor de Deus
Salvação em versos se deu
Versos que foi feito Verbo
É conosco o Emanuel, eterno.

(Thiago Azevedo)

Perder e Ser


Estar perdidamente procurando
Algo com que me prender
Mas apenas o desconforto
De nunca conseguir ser

Algo que realmente me faça sentir
Imagem daquilo que sempre sonhei
Mas a angústia em refletir
Faz-me supor que nunca alcançarei

Nesses versos encontrar
Uma forma de poder chegar
Na solução para este problema
Mas a ainda fica o dilema

Repito o mesmo que o apóstolo
Pai, quem me livrará deste dolo
De querer o bem fazer
Mas apenas o mal saber

Cristo, que ressuscita
Todos os dias na minha vida
Faz-me lembrar que perpetuamente
Sou Seu eterno dependente

Isso me trás consolo
Pois através do Seu amor
Sei que posso, com ardor
Estar próximo do trono

Agora eu ardentemente encontro
Aquilo a que me prender
Não há mais desconforto
Agora somente...
Ser.

(Thiago Azevedo)

Castelos de Areia

Construindo muros
Levantando sonhos
Vivendo alucinações
Reinando sobre ilusões

Na maré se apaga
Desvanece e se esquece
Sombra dos desejos
Que o mar desnuda

O que antes era sólido
Mostrou-se apenas areia
Sem verdade, nem certeza
Apenas, Castelos de Areia

(Thiago Azevedo)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nostalgia

Saudades de um tempo que não vivi
Dos sofrimentos que não senti
Dos amores que não perdi

Saudades das lembranças que não vi
Dos amigos que não conheci
De tudo aquilo que não percebi

Saudades do passado ausente
Do tempo presente
De um futuro que não pertence

Saudades da imagem no retrato
Do reflexo no espelho
Da sombra no caminho

Saudades da velha infância
Da adolescência viva
Da velhice, a sabedoria

Saudades da inocência na fé
Da pureza na contemplação
Da simplicidade na adoração

Saudades do lar que deixei
Do jardim que abandonei
Do pai que afastei

Saudades de tudo que serei
De tudo que não pensei
Das coisas que não falei

Saudades simplesmente
Saudades...

(Thiago Azevedo)

Elegia de um Pecador

Pobre alma, infame,
Bem quiseste ser,
O mal é teu intento
Nada podes fazer,
A não ser o lamento
De ser assim,
Sem paz,
Sem descanso,
Carne maldita,
Queria-me ver livre e poder seguir
Um caminho rumo à paz da vida.
Impedes-me de ser assim,
Mais leve, mais austero,
Maldito sou por ser desse jeito
Desejo que não controlo,
Desejo que quero ter,
Desejo que não quero ser.
Ai de mim, que não posso gritar para ser livre,
Mas minha alma grita,
Grita apenas para esperar o momento,
Na escuridão ser guiado até a luz.
Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste
Nessa via cruz que não tem fim,
Nessa dor que minha carne exala,
Nesse fedor que minha alma inala.
Aba Pai, tenha misericórdia por ser assim,
Não queria, não queria.
Sigo apenas meus instintos,
De ser mal, pesado, morto e feio,
Tua imagem grita dentro de mim,
Querendo sair.
Carcereiro da alma, liberta!
Deixa-me seguir livre meu caminho,
Não quero andar sozinho,
Tira de mim as amarras do meu cinismo.
Aba Pai, ilumina meu caminho,
Para que eu encontre e volte ao jardim
Que abandonei, livra-me deste corpo,
Pesado e marcado por minhas mazelas,
Torna-me a luz que um dia me ofertaste a ser,
Para assim não poder mais ter todo esse sofrer.
Aba Pai, tenha misericórdia de mim,
Não queria que fosse assim...

(Thiago Azevedo)

Cestaria da Vida

Trançar o trançado
Dedicação, cuidado
Arte com o tato
Artesanato

Tear a palha
Colhida, escolhida
Obra de arte
Cestaria

Tramar o desenho
Forma, disforma
Sentir com arte
Artista

Tecer o movimento
Idas, vindas
Suave arte
Cria

Deus Artesão
Tece a vida
Obra de Cestaria
Para ser preenchida
Com sopro, Seu ser

Seu Sopro
Vida, alento
Vazio preenchido
Acaricia

Cestaria sou
Tramado por Deus
Artista da vida
Seu Espírito me preencheu

Obra perfeita
Feita com amor
Vida é arte
Artesanato

(Thiago Azevedo)

Semeador de Palavras

Palavra semeada ao vento,
Semente que ao vento se lança,
Rompe a esperança que emana
Logos, palavra que encanta.

Verbo que completa a rima,
Com Deus estava a compor
Uma sinfonia linda,
Contando sobre o amor.

Amor que bem aventura,
Amor que rega paz,
Amor que perdoa,
Amor que apraz.

Semeador de palavras,
Sua semente é preciosa,
Fruto que dá vida,
Deus Conosco anuncia,
Verbo que ao vento,
É palavra semeada.

(Thiago Azevedo)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Casa de Farinha


No roçado de mandiotuba
Raiz de mandioca brotou,
Braquinha, cruvela, engana-ladrão,
Tantos nomes, uma visão.

Palavra semeada na terra
Floresce como maniva,
Meu coração é manipeba,
Na água amolece minha vida.

Casa de farinha,
Mandioca triturada,
Meu ser no fogo torrada,
Farinha pura tirar.

Deus, peneira minha vida,
Pra purificar minha essência,
Pai, nesse mundo de carência,
Manipueira não queria.

Sou farinha de mandioca,
Da palavra semeada,
Alimento de gente necessitada

Deus fazedor de farinha,
Celebrar na farinhada,
Cantar num som brasileiro
A alegria dessa toada.

(Thiago Azevedo)

Queria ser...


Queria ser compositor como Chico
Mergulhar no universo do malandro
Com chapéu branco e navalha no bolso
Dançar um samba sem muito esforço

Viver nesse universo feminino
Marias, Genis, Lígias e Helenas
Todas vividas numa voz só

Queria ser poeta como Vinícius
Poeta Poetinha vagabundo
Como ninguém soube viver
Samba com beleza

Beleza de uma namorada
Amar enquanto durar
Felicidade como pluma no ar

Queria ser músico como Toquinho
Numa aquarela de notas tocar
Nesse colorido poder pintar
Melodias criativas e sonhar

Com arco-íris de acordes
Numa tarde em Itapuã
Dedilhar de um violão

Queria ser todos os Músicos
Poetas e compositores
Com canções de amores
Ser todos e nenhum

Meu verdadeiro hino
Sentir a liberdade
De ter brasilidade

(Thiago Azevedo)

Samba da Vaidade


Vaidade, vaidade
Daqueles que vivem o dogmatismo,
Dos que querem invencionismo
Para poder fundamentar.

Olhos tão cerrados,
Pros que vivem maltratados
Sem ninguém pra abençoar
As mãos tão fustigadas.

Sem ter lugar pra reclinar,
Uma vida tão marcada
Com desvios de olhar.

Vaidade, vaidade
Daqueles que vivem na hipocrisia,
Disfarçada em piedade
Camuflada na religiosidade

Querem tudo e nada dão,
Vivem nas casas de oração,
Mas esquecem que ação
É fazer o que Deus quer

Bem aventurar os pequenos na fé,
Pobres e maltrapilhos do caminho,
Dando a eles pão e carinho.

Vaidade, vaidade
Disse uma vez o sambista
Cansado dos murmúrios dessa vida
Viveu uma nova alternativa

Deus primeiro amar
Tendo um samba pra cantar
Com o coração cheio de verdade
E o espírito sem vaidade

Ao próximo reclinar
Amá-lo semelhantemente
Como Jesus a toda gente
Ensinou também amar

(Thiago Azevedo)

Debaixo dessa Mangueira


Debaixo dessa mangueira penso
Enquanto a chuva suave cai,
Numa tarde qualquer de fevereiro
Em escrever um samba pro meu Pai.

Samba com beleza,
Que expresse minha tristeza
Em ver meu Pai sozinho
Aba, Tu querendo meu carinho.

Não aprendi a Te adorar
Através do samba como grito
De liberdade que vieste ofertar,
Criatura tão ingrata que só sabe importunar.

Com oração sem sentido,
De palavreado bonito,
Mas carregada de pedidos
Pro egoísmo sustentar.

Pai nosso que estás
Nos céus a nos olhar,
Perdoa por não sabermos adorar.

De um jeito diferente
Com liberdade de alma e mente
Tendo um samba pra ofertar.

Debaixo dessa mangueira penso
Que este samba é meu alento
Pra aprender a começar...

(Thiago Azevedo)

Mercado de Ferro


Na rotina da cidade um intento,
Buscar na sobrevivência alento,
No mercado de ferro prevalece o ato,
Espetáculo de peixes, carne e artesanato.

As cores das saias, a música embala,
Carimbó, hino que expressa a beleza
Sofrida e sonhadora que não cala
Um povo de preciosa grandeza.

Diante de tanta realeza
O mercado não esconde sua pobreza,
Arrogância dos que são pedantes,
Escondem o rosto dos andantes.

Ao adormecer do sol manifestam o enfado,
Contraste exagerado desse mercado,
Onde antes eram os feirantes,
Na escuridão se manifestam os meliantes.

Esquecidos pelo mundo presente,
São os pobres que Deus bem aventurou,
Para alimentar uma esperança consciente,
O reino dos céus lhes anunciou.

Cristo que não experimentou
Viver pelo luxo e pela grandeza,
Preferiu igualar-se com eles na pobreza,
Que o mercado de ferro espelhou.

Pai´dégua esse minino,
Que viveu pequenino
A dor dos que junto no mercado,
Expressam a labuta e o olhar cansado.

Correr sem nunca ter chegado,
Margem com verdejantes pastos
Para o descanso dos passos.

Poder experimentar a felicidade,
Ser amado por um Deus que vive
A dançar carimbó sem maldade.

(Thiago Azevedo)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Deus Ceramista


Ceramista, um artista popular
Modelando e cozendo sob sua luz
Queimando o que há de brotar
Entre suas mãos a arte reluz

Belo exemplar de sua poesia
Feita com suas mãos musicais
Misturando suavemente o barro
Notas essenciais

Uma sinfonia bela e viva
Surge de dentro da alma
Desse artista que por tanto amar
Molda em sua arte a vida

Deus ceramista, um artista popular
Modela sua arte cozendo o barro
Com paciência vê surgir seu retrato
Que carrega o que há de melhor em seu ato

Deus ceramista, com seu amor moldou
Do barro surgiu o ser que dotou
De vida no jardim com singela beleza,
Colorido da natureza

Argila nas mãos de Deus
Com liberdade sua arte criou
Beleza e leveza cozeu
Homem que acima de tudo amou.

(Thiago Azevedo)

No Jardim, uma Rosa


Rosa uma vez em mim brotou
Cultivei cada pétala da tua flor
Vi crescer dentro de mim um grande amor
Que da pequena semente rompeu

Ocultei de ti minha total insegurança
De um dia acordar e não te encontrar
Assim como a flor mantive a esperança
Todos os dias com o sol acordar

Sozinho, caminhei muitos dias
Sem poder encontrar alguém
Que pudesse compartilhar
Todas as minhas alegrias

Insensatez seria não viver
Com intensidade e fervor
Cada instante de nosso amor
A cada beijo, eternidade em meu ser

No jardim que cresceu o sentimento
Uma nova rosa surgiu como semente
Para trazer felicidade através do seu intento
Nesse jardim mais uma rosa o meu amor pertence

Das duas rosas o meu cuidado
Embora às vezes desleixado
Amo as duas mais do que meu viver
Para não querer vê-las sofrer

A cada verso minha devoção
Para dedicar a vocês
Minha total servidão
Esse jardim de rosa flor


(Thiago Azevedo)

Poeminha sem tema


Poeminha sem tema
Influenciado por Vinícius
Vem contar que o lema
É construir desde o início

Palavrinhas cortantes
Falam o que antes
Ninguém quer ouvir
Com medo de sentir

Coisinhas do não ser
Porque todos querem ter
Para não deixar que exista
Amor que sobreviva

Amorzinho que de tão ausente
Talvez não exista no presente
Nem no passado ou no futuro
Tudo ainda é obscuro

Poeminha sem tema
Vive a beleza da tristeza
De estar sozinho
Buscando um caminho

Para um coraçãozinho
Viver um amor
Que sinta o ardor
De não ser mais sozinho

(Thiago Azevedo)

Salmo de Pedro


Estava no mar quando vieste,
Ouvi me chamar suavemente,
Como uma brisa, tua voz me tocou
Tudo neguei por Ti,
Até a Ti dirigi meu não
Quando no sim me perdi

Tentei Te encontrar no esquecimento,
Voltei ao mar
Na esperança de Te reencontrar
Tentei achar a rima certa
Para me perdoar
Mas a única coisa que senti
Foi o pesar
De nunca de verdade te amar

Mesmo assim vieste,
Me ensinaste o valor de viver
Setenta vezes sempre perdoar
E assim tuas ovelhas apascentei
Vi minha vida se transformar
De um jeito que nunca imaginei

Hoje o mar me faz lembrar
De tudo que passei
Mesmo o não que falei
Me ajuda a ver
Que sem Ti nunca serei

Enquanto aguardo meu fim
Tua mão segura a minha
Apascentando meus medos
Que aprendi a reconhecer ter
O homem corajoso que fui
Se perdeu quando te neguei

Mas hoje me amaste mais
Porque pequei
Mesmo que contra Ti errei
Aos meus algozes digo
Pai perdoa-lhes
Assim como fui perdoado

Só quero poder dormir
E acordar com o Teu abraço
Assim enfim retonar
Ao lar que um dia imaginei
Ter abandonado

Mas como o filho que se foi,
Voltou e pelo Pai foi amado
E quando te ver novamente
só penso que por fim
Terei onde reclinar
Meu semblante cansado

Meu mestre e amigo
Sabes que te amo,
Na proporção de meu pecado
Que de tão grande,
Imaginei não ter sido perdoado,
Mas me acolheste me mostrando
O quanto sou por Ti amado

Um dia voltarei a Te ver
E novamente ouvir
Teu chamado suave me dizer
Segue-me meu amado

(Thiago Azevedo)

Elegia da Alma


Onde andas continuamente ó alma minha?
Que por tanto procurar, não consegues ver
Que os tristes desencontros te deixam desorientada
O fim do teu percurso te fez fatigada?

Onde andas todos os tempos longe dos passos?
Que deveríeis andar em todos os compassos
Traçados pelo teu destino,
Hoje andas desatinado pelo tempo e espaço

Por tanto procurar repouso, não encontraste
Onde reclinar tua vida, tão triste e sofrida
Por causa das buscas, não encontraste a paz
Todos os dias perguntas onde estas?

O tempo tem sido um inimigo voraz
Pois a cada contra-tempo
O escuro da noite vem ao teu encontro
Não te poupou desse desconforto

Quando estiveres sem o vigor da vida
Verás que todo o penar e sofrer
Te tornarão sábio, porém senil
Enfim a paz há de ser eterna

Ao teu último acordar entenderás
Que tudo não passou de um sonho

(Thiago Azevedo)

Poesia das Mangueiras

A poesia é um estado de contemplação que mescla a atitude contemplativa e a ação de escrever, seja em verso ou em prosa, mas que acima de tudo busca a beleza de se expressar com a magia das palavras.

O espírito do poeta é marcado por contradições que lhe remete ao que sua alma ora diz, seja alegre ou triste, ele busca beleza em todos os momentos. Como diria o poeta Vinícius de Moraes: "Pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza". As vezes a tristeza é a única arma criativa do poeta para poder se aprofundar na alma do ser humano.

Este blog é para podermos buscar o mais belo que existe em nossas almas através da riqueza das palavras.

A razão do nome é que na minha terra, Belém do Pará, conhecida como "Cidade das Mangueiras", logo, são poesias que estão no concreto urbano e na beleza do verde da natureza que luta por sobrevivência em meio aos "avanços" do homem. A poesia é essa sobrevivência do belo, em meio a beleza construída e estigmatizada.

Bom Proveito

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

"Diga