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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Horizonte (Thiago Azevedo e Fabrício Matheus)



Esta é uma antiga parceria entre o Fabrício e eu, fala de Deus como horizonte, que por mais que tentemos alcançar, não podemos por nossa limitação em lidar com o infinito, o máximo que podemos é contemplá-lo na sua beleza poética e olhar ao nosso redor a trajetória e ver o quanto já navegamos neste mar e crescemos com Ele, mesmo sem ao menos chegar perto de seu limite.

Quando o Fabrício mandou a melodia, de cara pensei nas canções praieiras de Dorival Caymmi e realmente ficou uma bela canção.

Horizonte

Alvorada
Cresce a esperança no olhar
As nuvens anseiam o vento
Coração deseja amar
Vela içada
Redes prontas pro mar
Querendo alcançar o horizonte
A Fé que se quer renovar

Oceano
Segue distante o pensar
Buscando o imenso infinito
Sem saber como tocar
Só o sol
Conhece o teu lugar
Tua linha como berço
Ao fazê-lo descansar

Bem ao lado
Vejo o meu tracejar
Quanto mais te conheço
Percebo não posso chegar
Me contento
Calmas águas navegar
Neste dia poente
Que a estrela se fez alvorar.

Alvorada...
Vela içada...
Oceano...
Só o sol...
Ao meu lado...
Me contento.
Horizonte.

Thiago Azevedo e Fabrício Matheus
Belém - Rio de Janeiro,
25 de maio de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

Infância (Thiago Azevedo e Fabrício Matheus)



O vídeo da canção Infância em parceria com Fabrício Matheus e voz de Millene Costa

Infância

A pluma cai no gramado
Orvalho que brinca faceiro
De escorregar na janela
Passado que volta ligeiro
Abrigo, sombra e regaço
Lembra jasmim perfumado
É molhar os pés junto ao ribeiro.

Criança pinta inocente
As cores do dia no quintal
Vida que passa na frente
Correndo sem eira no trigal
Lembrança da velha infância
Momentos vividos outrora
Faz poesia da vida, sarau.

Andarilho tempo
Tece o destino
Tramas de alento
De um rio desatino.
Andarilho vento
Sonho peregrino
Luz do sentimento
Coração menino.

Chuva que faz no telhado
Cantigas em meio ao sereno
Lembra qualquer melodia
Que é só quimera, contento
Desabrochar a alegria
E uma nova harmonia
Vontade de brincar outra vez.

Thiago Azevedo e Fabrício Matheus
Belém- Rio de Janeiro, 01 de junho de 2011.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mais uma bela parceria com meu amigo paulista/belenense/carioca Fabrício Matheus do Grãos da Terra. Quando foi encaminhada a primeira gravação com o Fabrício cantando já estava maravilhosa, mas nesta última versão, ficou simplesmente divino, a suave voz da Millene deixou o tom mais reflexivo na canção. Em breve estarei postando o vídeo. Retirei a canção do blog do Fabrício http://www.fabriciomatheusbr.blogspot.com/ visitem, vale muito à pena, tem muita coisa maravilhosa lá.

Na gravação, destaque para a participação especial de Millene Costa, vocalista do grupo Grãos da Terra, que gentilmente emprestou sua voz a esta canção (Valeu Millinha!). Agradecimentos também ao amigo Urbano da Mata, (Valeu Fernandão!) pela paciencia e pelo lanchinho em sua casa, local da gravação.
Clique para ouvir:
"Infância"

Infância

A pluma cai no gramado
Orvalho que brinca faceiro
De escorregar na janela
Passado que volta ligeiro
Abrigo, sombra e regaço
Lembra jasmim perfumado
É molhar os pés junto ao ribeiro.

Criança pinta inocente
As cores do dia no quintal
Vida que passa na frente
Correndo sem eira no trigal
Lembrança da velha infância
Momentos vividos outrora
Faz poesia da vida, sarau.

Andarilho tempo
Tece o destino
Tramas de alento
De um rio desatino.
Andarilho vento
Sonho peregrino
Luz do sentimento
Coração menino.

Chuva que faz no telhado
Cantigas em meio ao sereno
Lembra qualquer melodia
Que é só quimera, contento
Desabrochar a alegria
E uma nova harmonia
Vontade de brincar outra vez.

Thiago Azevedo e Fabrício Matheus
Belém- Rio de Janeiro, 01 de junho de 2011.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Porto Seguro (Thiago Azevedo e Fabrício Matheus)



Segue mais uma bela parceria entre meus amigos, esta música tem uma particularidade, encaminhei a letra para o Fabrício e para o Gladir musicarem, imaginava algo semelhante ao que fizemos no Canção para o Rio, um composição à seis mãos, porém, algo curioso aconteceu, praticamente simultaneamente os dois me encaminharam melodias diferentes e posto o dilema entramos no consenso de que esta seria composta de um poema e duas músicas e o mais engraçado, é que ouvindo uma depois da outra, sinto que elas se tornam uma canção só.

Esta é a que compus com o Fabrício, é uma gravação caseira e o Fabrício estava com gripe, espero que se recupere logo.

Porto Seguro

O sol desponta no dia
Descortinando a maré
Barco navega na lida
Do pescador que tem fé
A esperança é mais viva
Pro coração bendizer.

Na noite enluarada
Meu barco quer atracar
Rumo à nova jornada
Ver outra flor rebentar
E ver pairar na janela
O canto do sabiá.

Minha certeza é perene
Tal qual manga no pé
Segue na trilha perdida
Desfaz tudo o que quer
Minha certeza é perene
Tal qual onda e maré
Segue sem prumo, sem leme,
Ou ancoragem qualquer.

Porto seguro, meu guia
Pra descansar os meus pés
Traz um renovo, anuncia
Fogo que pode aquecer
Faz debruçar o cansaço
Partir pro abraço do Pai.

Belém -- Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2011.
Thiago Azevedo e Fabrício Matheus

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Chorinho bem Chorado



Minha primeira parceria com o grande compositor Gladir Cabral.
Não tenho palavras pra descrever minha alegria em ver um poema meu musicado por ele.

Valeu mesmo Gladir!

Enquanto isso no site do Gladir...

Esta canção inaugura minha parceria com o poeta paraense Thiago Azevedo. Letra e música nasceram de lados opostos do Brasil, Norte e Sul. O choro, o lamento, a música e a poesia é que nos unem.

Chorinho bem chorado


Se estou feliz ou quando imerso na tristeza.
por estar acompanhado ou até mesmo solitário,
vou padecendo na celebração da vida,
ou na saudade mais sentida e tão silente como a morte.

Por tudo isso ou até mesmo por mais nada,
eu deságuo como um rio e me afogo em alto mar,
pois eu lhe digo, mesmo quando não parece,
a minha alma desvanece, e para tudo pra chorar

Mas quando enfim o sentimento se esfria
E vem nascendo a luz do dia que põe fim à escuridão,
Eu me atrapalho por não ter mais este choro
Que acompanha vida e morte, alegria e comoção

Eu sinto falta do chorinho bem chorado
Quase sempre soluçado abraçado ao bandolim
Se o som é triste, é uma tristeza que me cura
Uma voz que se faz muda, mas diz tudo para mim

Thiago Azevedo Gladir Cabral


Site do Gladir - http://www.gladircabral.com.br/index.php

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