Quando só havia o silêncio
nenhum dia a se contar
preparaste o meu berço
e com um velho violão
compôs belas canções
de acalentar.
Mesmo sem saber compor
e nenhum verso me vier cantar
uma melodia já existia
sussurrar em meu coração
semeando nova poesia
de esperançar.
Se planar nas asas da alvorada
e sonhar nos extremos do mar,
até ali a tua måo é presença,
para todos os meus medos
teu abraço é puro alento,
tua voz é canção de ninar.
Quem pode evitar tua presença
e fugir para longe de tua face?
Se houver em mim, Senhor
algo que me faça esconder
no denso breu me encontrarás
farás minh'alma emudecer.
Sonda Senhor,
prova o que há no coração
olha minhas pegadas
faz-me outra vez descansar
em pastos mais verdejantes
e em calmas águas navegar.
Thiago Azevedo
Marituba, 08 de agosto de 2011
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Semeadura
No arar desta terra
banho de sol e chuva
semente e chão
semeadura.
Pés no chão
dança e pisadura
no lagar, uma canção
vinho da uva.
Luz dourada
no caminho de trigo
semeada ao vento
o voar sem destino.
Assar do pão
esmagar do trigo
levedar da massa
vento e moinho.
Uma roda de viola
risos, convívio e canção
amigos a compartilhar sonhos
entardecer de celebração.
Thiago Azevedo
Belém, 24 de dezembro de 2010
banho de sol e chuva
semente e chão
semeadura.
Pés no chão
dança e pisadura
no lagar, uma canção
vinho da uva.
Luz dourada
no caminho de trigo
semeada ao vento
o voar sem destino.
Assar do pão
esmagar do trigo
levedar da massa
vento e moinho.
Uma roda de viola
risos, convívio e canção
amigos a compartilhar sonhos
entardecer de celebração.
Thiago Azevedo
Belém, 24 de dezembro de 2010
terça-feira, 9 de junho de 2009
Salmo de João, o amado

Caminhar no teu jardim
Numa bela tarde ao pôr do sol
Ter contigo uma bela e gostosa conversa
E ser preenchido por tua presença
Nada mais importa agora
Minhas preocupações,
Nem mesmo as desventuras sofridas
Quero apenas estar contigo
Em plena harmonia
Não quero fechar os meus olhos
Pois corro o risco de não te ver de novo
Desfruta comigo de mais este pôr do sol
Prometo que será belo mais uma vez
Comunga comigo desta bela natureza
Antes que o fim se aproxime
E nos deixe para viver teu propósito
Mesmo que não o entenda
Te deixarei partir
Sei que para ser salvo
E seja livre
Preciso sentir saudade
E no reencontro possa novamente ouvir
No mesmo lugar
Naquele jardim em que me chamaste:
“Filho, quero no jardim contigo andar”
E assim novamente encontrar
Felicidade.
(Thiago Azevedo)
terça-feira, 12 de maio de 2009
Salmo de Pedro

Estava no mar quando vieste,
Ouvi me chamar suavemente,
Como uma brisa, tua voz me tocou
Tudo neguei por Ti,
Até a Ti dirigi meu não
Quando no sim me perdi
Tentei Te encontrar no esquecimento,
Voltei ao mar
Na esperança de Te reencontrar
Tentei achar a rima certa
Para me perdoar
Mas a única coisa que senti
Foi o pesar
De nunca de verdade te amar
Mesmo assim vieste,
Me ensinaste o valor de viver
Setenta vezes sempre perdoar
E assim tuas ovelhas apascentei
Vi minha vida se transformar
De um jeito que nunca imaginei
Hoje o mar me faz lembrar
De tudo que passei
Mesmo o não que falei
Me ajuda a ver
Que sem Ti nunca serei
Enquanto aguardo meu fim
Tua mão segura a minha
Apascentando meus medos
Que aprendi a reconhecer ter
O homem corajoso que fui
Se perdeu quando te neguei
Mas hoje me amaste mais
Porque pequei
Mesmo que contra Ti errei
Aos meus algozes digo
Pai perdoa-lhes
Assim como fui perdoado
Só quero poder dormir
E acordar com o Teu abraço
Assim enfim retonar
Ao lar que um dia imaginei
Ter abandonado
Mas como o filho que se foi,
Voltou e pelo Pai foi amado
E quando te ver novamente
só penso que por fim
Terei onde reclinar
Meu semblante cansado
Meu mestre e amigo
Sabes que te amo,
Na proporção de meu pecado
Que de tão grande,
Imaginei não ter sido perdoado,
Mas me acolheste me mostrando
O quanto sou por Ti amado
Um dia voltarei a Te ver
E novamente ouvir
Teu chamado suave me dizer
Segue-me meu amado
(Thiago Azevedo)
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