sozinhas, nada são,
em singelo movimento,
molda-se rebentação.
amálgama feito vida,
sol a fazer luzir,
arte de grande artista,
piedade que faz redimir.
se olho tão de perto,
nada parece surgir,
precisa olhar de longe,
a serena poesia
que há no balé do colibri.
arco-íris multicor,
de pedaços imperfeitos,
quem pode dar perfeição
Àquele se faz um todo,
em partes que não são?
Thiago Azevedo
Marituba, 20 de outubro de 2010
"O vitral originou-se no Oriente por volta do século X.
Tendo florescido na Europa durante a Idade Média, os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de igrejas e catedrais, uma vez que o efeito da luz do Sol que por eles penetravam, conferia uma maior imponência e espiritualidade ao ambiente, efeito reforçado pelas imagens retratadas, em sua maioria cenas religiosas.
Adicionalmente, serviam como recurso didáctico para a instrução do catolicismo a uma população inculta e analfabeta." Wikipedia
Assim como no horizonte, o conhecimento de Deus é semelhante ao vitral, onde cada partícula representa uma minúscula parte desse conhecimento, que se olhado bem de perto fica impossível de perceber a beleza da obra, por outro lado, quando vamos nos afastamos, deixando que cada parte se una, mesmo que diferente, mesmo que disforme, formando uma única imagem, podemos ver que toda diferença entre as partes é irrelevante ante à grandeza da obra.






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