Antes havia mais palavras,
sabia escrever melhor,
contos, crônicas e poesias
via melhor o mundo e a vida.
Hoje...
tudo não passa de um lapso,
um mero fato do acaso,
não me lembro dos amigos,
não sei se esta vida era minha,
o que é o mundo?
Hoje...
tudo não passa de uma lembrança,
toda esta vida se resume
a uns pequenos metros quadrados
de caixas e mercadorias,
semblante rígido,
sem sorriso,
nem alegria.
Antes, havia mais festas,
tudo era mais leve,
era tudo tão simples,
as pessoas eram mais confiáveis,
Hoje...
tudo não passa de lembrança...
Thiago Azevedo
Belém, 29 de abril de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Verso solto
Verso solto,
selvagem e arrogante,
não aceita companhia,
odeia juntar-se à rima.
Expressa-se complexo,
sem a verboréia anexa
em estruturas bem definidas
pela semântica e sintaxe.
Poeta solto,
arrogante e selvagem,
não gosta de verso rimado,
fala em versos complicados,
difíceis de se ler,
difíceis de se compreender.
Poeta solto,
verso torto,
uns dizem lindo,
outros dizem louco.
Quem pode sondar,
quem pode compreender
a alma do poeta?
Quem pode desestruturar
sua palavra desestruturada?
Palavra escrita em verso solto
em poema louco
de um poeta que anda torto.
Poeta louco,
selvagem e arrogante,
vida em curso torto
escrita em verso solto.
Thiago Azevedo
Belém, 21 de abril de 2010
selvagem e arrogante,
não aceita companhia,
odeia juntar-se à rima.
Expressa-se complexo,
sem a verboréia anexa
em estruturas bem definidas
pela semântica e sintaxe.
Poeta solto,
arrogante e selvagem,
não gosta de verso rimado,
fala em versos complicados,
difíceis de se ler,
difíceis de se compreender.
Poeta solto,
verso torto,
uns dizem lindo,
outros dizem louco.
Quem pode sondar,
quem pode compreender
a alma do poeta?
Quem pode desestruturar
sua palavra desestruturada?
Palavra escrita em verso solto
em poema louco
de um poeta que anda torto.
Poeta louco,
selvagem e arrogante,
vida em curso torto
escrita em verso solto.
Thiago Azevedo
Belém, 21 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
João sem nome
João sem nome,
anda desprevinido,
caminhando na rua,
sem rumo,
nem destino.
João sem nome,
não tem guarda-chuva,
nem proteção,
molha-se todo na rua,
agora vai sujo
na contra-mão.
João sem nome,
João sem tudo,
João sem nada,
João do mundo.
Ele não sabe escrever,
Ele não sabe ler,
Ele não saber ser,
esquecido, sem memória,
nem mesmo sabe morrer.
O que vais fazer,
seu João sem nome?
Como vais sobreviver,
sem nem ao menos,
tem sobrenome?
País miserável,
que abriga tantos,
dos Joãos sem nome,
sem sobrenome,
entregues à própria sorte,
sem ter quem lhes olhe.
João ninguém,
João sem nada,
nenhum vintém,
João esquecido,
João sem destino,
João de quem?
Sucumbe mais um João,
quisera ter um bom caminho,
quisera ter tido carinho
quisera ter encontrado o amor,
a única coisa que se destinou,
foi viver a dor de ser sozinho.
Thiago Azevedo
Belém, 20 de abril de 2010
anda desprevinido,
caminhando na rua,
sem rumo,
nem destino.
João sem nome,
não tem guarda-chuva,
nem proteção,
molha-se todo na rua,
agora vai sujo
na contra-mão.
João sem nome,
João sem tudo,
João sem nada,
João do mundo.
Ele não sabe escrever,
Ele não sabe ler,
Ele não saber ser,
esquecido, sem memória,
nem mesmo sabe morrer.
O que vais fazer,
seu João sem nome?
Como vais sobreviver,
sem nem ao menos,
tem sobrenome?
País miserável,
que abriga tantos,
dos Joãos sem nome,
sem sobrenome,
entregues à própria sorte,
sem ter quem lhes olhe.
João ninguém,
João sem nada,
nenhum vintém,
João esquecido,
João sem destino,
João de quem?
Sucumbe mais um João,
quisera ter um bom caminho,
quisera ter tido carinho
quisera ter encontrado o amor,
a única coisa que se destinou,
foi viver a dor de ser sozinho.
Thiago Azevedo
Belém, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Poeta Bandido
Palavras vagas,
versos vazios,
mente cheia de nada,
alma em desvario.
Poeta bandido,
amor corespondido,
farsa de tristeza,
onde está o motivo?
Em meio a farsa,
em meio a mentira,
escreve o poeta,
ora herói, ora bandido.
Mente descaradamente,
sobre o amor que diz não ter,
mas chega em casa,
o amor abre a porta e vem.
Pula no colo,
faz amor selvagemente,
mas quando escreve,
o faz como que amor não tem.
Poeta bandido,
poeta vazio,
poeta sem alma,
poeta vadio.
Palavras soltas,
versos vagos,
alma cheia da nada,
poema em desvario.
O poeta tem inveja
dos que tristeza tem,
estes só não escrevem
sobre a dor que sentem bem.
O poeta é um louco,
que inventa bem,
uma dor que nunca sente,
nem sabe direito
se na verdade tem.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de abril 2010
versos vazios,
mente cheia de nada,
alma em desvario.
Poeta bandido,
amor corespondido,
farsa de tristeza,
onde está o motivo?
Em meio a farsa,
em meio a mentira,
escreve o poeta,
ora herói, ora bandido.
Mente descaradamente,
sobre o amor que diz não ter,
mas chega em casa,
o amor abre a porta e vem.
Pula no colo,
faz amor selvagemente,
mas quando escreve,
o faz como que amor não tem.
Poeta bandido,
poeta vazio,
poeta sem alma,
poeta vadio.
Palavras soltas,
versos vagos,
alma cheia da nada,
poema em desvario.
O poeta tem inveja
dos que tristeza tem,
estes só não escrevem
sobre a dor que sentem bem.
O poeta é um louco,
que inventa bem,
uma dor que nunca sente,
nem sabe direito
se na verdade tem.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de abril 2010
Paisagem eterna
Há uma paisagem lá fora,
linda de um vibrante multicor,
crianças correndo soltas,
ao longe, canções de amor.
Esta paisagem se tornou uma lembrança,
apenas um momento esquecido,
uma foto antiga e envelhecida
numa página de album de família.
Árvores, flores, sorrisos e um amor
que ainda nutro em meu peito,
amor que todos os dias me espera,
às vezes dorme tranquilo em seu leito.
Não lembro mais meu nome,
nem mesmo aquilo que me consome,
lembro apenas da paisagem
que vi estampada em minha mente.
Deste amor deitado a me esperar,
deste amor intenso e sereno,
de um amor vibrante multicor,
de um amor claro e sem pudor,
deste amor que me faz amar
sempre e cada vez mais
aquilo que sou.
Thiago Azevedo
Belém, 19 de abril de 2010
linda de um vibrante multicor,
crianças correndo soltas,
ao longe, canções de amor.
Esta paisagem se tornou uma lembrança,
apenas um momento esquecido,
uma foto antiga e envelhecida
numa página de album de família.
Árvores, flores, sorrisos e um amor
que ainda nutro em meu peito,
amor que todos os dias me espera,
às vezes dorme tranquilo em seu leito.
Não lembro mais meu nome,
nem mesmo aquilo que me consome,
lembro apenas da paisagem
que vi estampada em minha mente.
Deste amor deitado a me esperar,
deste amor intenso e sereno,
de um amor vibrante multicor,
de um amor claro e sem pudor,
deste amor que me faz amar
sempre e cada vez mais
aquilo que sou.
Thiago Azevedo
Belém, 19 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Flor de Lótus
Uma luz fina
espreita o quarto,
meio escuro,
meio claro,
sem sono,
abertos olhos
a observar
o movimento
da luz fina.
Que te faz perder o sono?
Que te faz perder os sonhos?
Que te faz perder a fome?
Que te faz perder a vida?
Que te faz perder assim?
Noites em claro,
poeta doido,
como um cão sem dono,
fica sentado à porta
esperando uma migalha
de um poema perdido,
de uma canção esquecida,
mas não há poemas,
não há canções.
Como uma flor no asfalto,
esmagada pelo próximo passo
pesado e desavisado,
assim passa o poeta
sem prosa, nem verso,
pisado como lótus
a fenecer diante dos olhos.
Do mesmo modo
que nascem os poetas,
estes se vão,
como flor de lótus,
tão frágeis, tão raras,
antes de morrer a vida,
morre a alma,
morre a palavra,
morre o verbo,
morre o verso.
Quando haverá nova flor?
Quando haverá novos versos?
Quando haverá novos contos?
Quando haverá novos sonos?
Quando haverá novos sonhos?
Ninguém saberá quando,
somente pode-se dizer como,
quando lótus lutar resistente
contra o peso do asfalto,
quando o próximo poeta,
perder o sono,
por causa de uma luz fina,
que espreita o quarto,
quando renascer à luz da lua
o seu primeiro verso.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de abril de 2010
espreita o quarto,
meio escuro,
meio claro,
sem sono,
abertos olhos
a observar
o movimento
da luz fina.
Que te faz perder o sono?
Que te faz perder os sonhos?
Que te faz perder a fome?
Que te faz perder a vida?
Que te faz perder assim?
Noites em claro,
poeta doido,
como um cão sem dono,
fica sentado à porta
esperando uma migalha
de um poema perdido,
de uma canção esquecida,
mas não há poemas,
não há canções.
Como uma flor no asfalto,
esmagada pelo próximo passo
pesado e desavisado,
assim passa o poeta
sem prosa, nem verso,
pisado como lótus
a fenecer diante dos olhos.
Do mesmo modo
que nascem os poetas,
estes se vão,
como flor de lótus,
tão frágeis, tão raras,
antes de morrer a vida,
morre a alma,
morre a palavra,
morre o verbo,
morre o verso.
Quando haverá nova flor?
Quando haverá novos versos?
Quando haverá novos contos?
Quando haverá novos sonos?
Quando haverá novos sonhos?
Ninguém saberá quando,
somente pode-se dizer como,
quando lótus lutar resistente
contra o peso do asfalto,
quando o próximo poeta,
perder o sono,
por causa de uma luz fina,
que espreita o quarto,
quando renascer à luz da lua
o seu primeiro verso.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de abril de 2010
Poema erótico
Beije-me
como só sabes fazê-lo
de um jeito safado,
de um jeito, sem jeito.
Entregue-se
de um modo santo,
de um modo profano,
sem medo,
sem pecado,
somente desejo,
lambusando os corpos,
em carne e pêlo.
Toma-me
no pico do meu orgasmo,
neste tom erótico,
na sala, ou no quarto.
Cansa-me
o corpo por inteiro,
no uso sujo,
movimentando,
suando
apenas amando,
um amor puro,
um amor safado,
um amor de quarto.
Rasga-me,
deixa-me toda nua
sem ação, imóvel,
que entre nós não haja nada,
nem chão, nem parede,
nem tempo,
nem ressentimento.
Amar-te,
meio sujo, meio sacro,
na rua, no quarto
com carinho, com sexo,
seja uma mistura de tudo,
seja um misto de nada,
apenas amor
sem mácula
amar-te mais
e mais nada.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de abril de 2010
como só sabes fazê-lo
de um jeito safado,
de um jeito, sem jeito.
Entregue-se
de um modo santo,
de um modo profano,
sem medo,
sem pecado,
somente desejo,
lambusando os corpos,
em carne e pêlo.
Toma-me
no pico do meu orgasmo,
neste tom erótico,
na sala, ou no quarto.
Cansa-me
o corpo por inteiro,
no uso sujo,
movimentando,
suando
apenas amando,
um amor puro,
um amor safado,
um amor de quarto.
Rasga-me,
deixa-me toda nua
sem ação, imóvel,
que entre nós não haja nada,
nem chão, nem parede,
nem tempo,
nem ressentimento.
Amar-te,
meio sujo, meio sacro,
na rua, no quarto
com carinho, com sexo,
seja uma mistura de tudo,
seja um misto de nada,
apenas amor
sem mácula
amar-te mais
e mais nada.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Quatro amigos
Quatro amigos,
um único coração,
fazer levantar o amigo,
que se fixa ao colchão.
Entre todos os impecílhos,
entre a terra e o céu,
melhor pelo telhado,
esperança de irmão.
Quatro amigos,
entre dúvidas e esperanças,
erguem a fé,
um amigo no leito,
querem vê-lo de pé.
Ouviram ao longe,
a palavra de um divino,
que cura a tudo,
seja pobre, ou menino,
a todos que lhe vier.
Lançaram-se sem ao menos conhecer,
buraco aberto no telhado,
amor fraterno que fez mover,
compaixão ao amigo
deitado no chão.
Que te fez curar?
Mais do que fé,
foi o amor de irmão,
levanta-te e anda,
corre, pula e dança,
não há mais choro,
só amor e perdão.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de abril de 2010
um único coração,
fazer levantar o amigo,
que se fixa ao colchão.
Entre todos os impecílhos,
entre a terra e o céu,
melhor pelo telhado,
esperança de irmão.
Quatro amigos,
entre dúvidas e esperanças,
erguem a fé,
um amigo no leito,
querem vê-lo de pé.
Ouviram ao longe,
a palavra de um divino,
que cura a tudo,
seja pobre, ou menino,
a todos que lhe vier.
Lançaram-se sem ao menos conhecer,
buraco aberto no telhado,
amor fraterno que fez mover,
compaixão ao amigo
deitado no chão.
Que te fez curar?
Mais do que fé,
foi o amor de irmão,
levanta-te e anda,
corre, pula e dança,
não há mais choro,
só amor e perdão.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de abril de 2010
Lapsos
Olho para fora,
vejo o sol se pôr
por sobre minhas costas,
não há mais sabor...
Não há mais beleza,
nem mesmo poesia,
agora vivo uma profunda tristeza,
vivo uma massacrante rotina.
O sol e a lua,
me parecem iguais,
todos tão cinzas,
que já não sei mais.
Que dia é hoje?
Que mês estamos?
Que ano vivemos?
Que horas são?
Escrevo olhando para a rua,
imaginando como seria,
pular, andar e correr,
me molhando na chuva.
Como seria viver,
sem precisar temer
o penar da necessidade,
o pesar desta adulta idade?
Penso no passado,
nos tempos de escola,
tempos que sinto saudades,
agora são só memória.
Fecho os olhos,
logo sou transportado,
a um mundo lúdico,
mundo de sonhos.
Uma pena,
tenho que abri-los,
tudo é tão temporário,
tudo é tão breve.
Quando acordo,
sinto que tudo que tinha no presente,
torna-se passado tão distante,
amigos, família e esperança.
Tudo é marcado pelo relógio,
tudo agoniza em função da hora,
até Deus é para mim um lapso,
esquecido na memória.
Meu maior medo,
não é o de nunca sair disso,
meu maior medo,
é no fim de tudo isso...
...acabar me acostumando.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de abril de 2010
vejo o sol se pôr
por sobre minhas costas,
não há mais sabor...
Não há mais beleza,
nem mesmo poesia,
agora vivo uma profunda tristeza,
vivo uma massacrante rotina.
O sol e a lua,
me parecem iguais,
todos tão cinzas,
que já não sei mais.
Que dia é hoje?
Que mês estamos?
Que ano vivemos?
Que horas são?
Escrevo olhando para a rua,
imaginando como seria,
pular, andar e correr,
me molhando na chuva.
Como seria viver,
sem precisar temer
o penar da necessidade,
o pesar desta adulta idade?
Penso no passado,
nos tempos de escola,
tempos que sinto saudades,
agora são só memória.
Fecho os olhos,
logo sou transportado,
a um mundo lúdico,
mundo de sonhos.
Uma pena,
tenho que abri-los,
tudo é tão temporário,
tudo é tão breve.
Quando acordo,
sinto que tudo que tinha no presente,
torna-se passado tão distante,
amigos, família e esperança.
Tudo é marcado pelo relógio,
tudo agoniza em função da hora,
até Deus é para mim um lapso,
esquecido na memória.
Meu maior medo,
não é o de nunca sair disso,
meu maior medo,
é no fim de tudo isso...
...acabar me acostumando.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Sem palavras
Como justificar,
se não há o que fazer,
vou apenas silenciar,
por não ter mais nada a dizer.
Por que me defender?
Se confesso que errei,
não quer dizer que não te ame,
tão complicado querer.
Sei que idiota fui,
não sei se fingi,
ou se não percebi,
apenas sei
que as entrelinhas de tudo
eu simplesmente não li.
E agora?
Me dizes como reparar,
o mal que te fiz,
por te fazer chorar?
Te amo, acredite,
mesmo que não pareça,
apenas sou avoado,
com tudo que tenho na cabeça.
Se puderes,
deixe pra lá,
mas se não puder,
vamos recomeçar.
Quero tentar outra vez,
deixe que agora,
eu possa começar,
assim fica mais fácil
poder te cativar.
Confesso,
não sei ser cativado,
só sei ser mais servo
do que me deixar adular.
Não há o que falar,
nem sei se há perdão,
de todos os erros,
existe o meu...
...perdão.
Thiago Azevedo
Belém, 08 de abril de 2010
se não há o que fazer,
vou apenas silenciar,
por não ter mais nada a dizer.
Por que me defender?
Se confesso que errei,
não quer dizer que não te ame,
tão complicado querer.
Sei que idiota fui,
não sei se fingi,
ou se não percebi,
apenas sei
que as entrelinhas de tudo
eu simplesmente não li.
E agora?
Me dizes como reparar,
o mal que te fiz,
por te fazer chorar?
Te amo, acredite,
mesmo que não pareça,
apenas sou avoado,
com tudo que tenho na cabeça.
Se puderes,
deixe pra lá,
mas se não puder,
vamos recomeçar.
Quero tentar outra vez,
deixe que agora,
eu possa começar,
assim fica mais fácil
poder te cativar.
Confesso,
não sei ser cativado,
só sei ser mais servo
do que me deixar adular.
Não há o que falar,
nem sei se há perdão,
de todos os erros,
existe o meu...
...perdão.
Thiago Azevedo
Belém, 08 de abril de 2010
Como amar rosa flor?
Pequeno cravo,
penas nas mãos de rosa flor,
que te perfura com seus espinhos,
do seu egoísmo sem amor.
Como perdoar rosa flor?
Desta amarga flor vaidosa,
apenas espinhos ganhaste,
desdenhando de teu amor.
Pobre cravo,
triste estás,
sem carinho,
sozinho,
abandonado por rosa flor.
Como perdoar rosa flor?
Como cativar seu amor?
Como consegues amar,
esta vaidosa flor?
Rosa flor merece ficar só,
para sua beleza contemplar,
apenas ela consegue se amar,
não sabes sequer cativar,
a paixão que o cravo deixou,
Egoísta rosa flor.
Thiago Azevedo
Belém, 07 de abril de 2010
penas nas mãos de rosa flor,
que te perfura com seus espinhos,
do seu egoísmo sem amor.
Como perdoar rosa flor?
Desta amarga flor vaidosa,
apenas espinhos ganhaste,
desdenhando de teu amor.
Pobre cravo,
triste estás,
sem carinho,
sozinho,
abandonado por rosa flor.
Como perdoar rosa flor?
Como cativar seu amor?
Como consegues amar,
esta vaidosa flor?
Rosa flor merece ficar só,
para sua beleza contemplar,
apenas ela consegue se amar,
não sabes sequer cativar,
a paixão que o cravo deixou,
Egoísta rosa flor.
Thiago Azevedo
Belém, 07 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Memória
Faz um certo tempo,
que não sei as horas,
não sei os dias,
nem mesmo onde estou agora.
Não me lembro quem são meus amigos,
nem os lugares que frenquentei,
o que me sustenta é o amor,
que resiste em meu ser.
Os dias se repetem,
como os segundos do relógio,
os movimentos continuam,
do mesmo jeito que agora.
Aos poucos meu passado se esvai,
junto, minhas expectativas
e a beleza da juventude,
que não se repete mais.
Uma dúvida sufoca meu peito,
de que adianta tudo isso?
Vale à pena viver tão pouco,
para tentar conquistar muito?
Conto os dias e as horas,
que este ciclo pode acabar,
conto os segundos que passam
para poder finalmente escapar.
Conto o tempo
para poder novamente voar,
contemplar uma nova alvorada
e viver para somente amar.
Thiago Azevedo
Belém, 06 de abril de 2010
que não sei as horas,
não sei os dias,
nem mesmo onde estou agora.
Não me lembro quem são meus amigos,
nem os lugares que frenquentei,
o que me sustenta é o amor,
que resiste em meu ser.
Os dias se repetem,
como os segundos do relógio,
os movimentos continuam,
do mesmo jeito que agora.
Aos poucos meu passado se esvai,
junto, minhas expectativas
e a beleza da juventude,
que não se repete mais.
Uma dúvida sufoca meu peito,
de que adianta tudo isso?
Vale à pena viver tão pouco,
para tentar conquistar muito?
Conto os dias e as horas,
que este ciclo pode acabar,
conto os segundos que passam
para poder finalmente escapar.
Conto o tempo
para poder novamente voar,
contemplar uma nova alvorada
e viver para somente amar.
Thiago Azevedo
Belém, 06 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Lágrima de Maria
Te carreguei em meu ventre,
ninei com canções em meu colo,
te vi pequena criança,
hoje homem és,
Te quero novamente menino,
acompanhar os passos de teus pés.
A cada gota vertida,
meu lamento,
meu sofrer,
ao ver minha criança querida
na dor, se perder.
Quero dar-te meu carinho,
mas só vejo sofrer,
em meio ao terror do caminho,
deste calvário percorrer.
Esta cruz, carrego contigo,
por assim te ver,
minhas lágrimas tem cor de sangue,
em ver meu filho amado morrer.
Vai contigo meu coração,
no teu último suspiro,
no grito de perdão
pelos pecados dos perdidos.
Tenho a dor de uma mãe num abismo,
ao ver seu filho agozinando,
abandonado e sangrando sozinho.
lágrima de mãe sofrida,
lágrima de Maria.
Quisera voltar no tempo,
ver novamente a criança de outrora,
clamar por socorro
à mãe pedindo acolhida.
Queria estar no seu lugar,
queria sangrar no teu lugar,
sou uma mãe desolada,
ao ver meu filho culpado por nada.
Filho meu,
amado Deus,
sou pequena pra compreender,
sou mãe, você tem que me entender,
que choro lágrimas de sangue
ao ver você neste madeiro morrer.
Thiago Azevedo
Belém, 01 de abril de 2010
ninei com canções em meu colo,
te vi pequena criança,
hoje homem és,
Te quero novamente menino,
acompanhar os passos de teus pés.
A cada gota vertida,
meu lamento,
meu sofrer,
ao ver minha criança querida
na dor, se perder.
Quero dar-te meu carinho,
mas só vejo sofrer,
em meio ao terror do caminho,
deste calvário percorrer.
Esta cruz, carrego contigo,
por assim te ver,
minhas lágrimas tem cor de sangue,
em ver meu filho amado morrer.
Vai contigo meu coração,
no teu último suspiro,
no grito de perdão
pelos pecados dos perdidos.
Tenho a dor de uma mãe num abismo,
ao ver seu filho agozinando,
abandonado e sangrando sozinho.
lágrima de mãe sofrida,
lágrima de Maria.
Quisera voltar no tempo,
ver novamente a criança de outrora,
clamar por socorro
à mãe pedindo acolhida.
Queria estar no seu lugar,
queria sangrar no teu lugar,
sou uma mãe desolada,
ao ver meu filho culpado por nada.
Filho meu,
amado Deus,
sou pequena pra compreender,
sou mãe, você tem que me entender,
que choro lágrimas de sangue
ao ver você neste madeiro morrer.
Thiago Azevedo
Belém, 01 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)




