Veja um balde,
ponha água,
Arrume também uma toalha.
Tirem as sandálias,
mostre-me os pés descalsos,
tão cansados, tão sujos, tão sedentos.
Vou molhando e lavando,
teus pés sujos deste caminho,
renovo teus passos,
recomece outra vez.
Não é preciso lavar o corpo,
basta apenas os pés,
que carregam o pesado fardo
e tanto aflige você.
Agora estás limpo e renovado,
estás pronto para refazer os passos,
que minha paz seja com você.
Compreendes o que fiz?
Limpando teus caminhos,
renovando teu passado?
Vai e faz o mesmo também.
Compartilhe da jornada,
lavando os pés da caminhada,
dos aflitos e maltrapilhos,
assim como os amei,
do mesmo jeito amem-se vocês também.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de março de 2010





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