abrace forte suas asas
que sombreiam a alvorada,
embora seja difícil
compreender seu destino,
siga sem medo ou receio,
mesmo se áspero o caminho.
Mesmo que a espada
exponha feridas escondidas,
debaixo das penas
da mais fina esperança,
ouça a voz que ecoa
bem dentro de seu coração,
no amor acreditai.
Ele coroa a vida
em meio ao sacrifício,
isso é fruto de crescimento,
como a semente que morre,
para dar uma nova vida,
siga o amor,
deixe ele te levar.
Mesmo que sangre,
a cicatriz irá curar,
ele acaricia os ramos
que dançam à luz do sol,
também desce às raízes
que abraçam a terra
e fortalecem o farol.
Não há outro desejo,
senão dar-se um pouco mais
e peineirar as impurezas,
moer até atingir a alvura,
amolecer para nos moldar,
para que tomeis o pão
em meio à festa e folia
da mais sagrada comunhão.
siga o amor,
basta o amor,
deixe o amor,
conheça o amor,
chore o amor,
sinta o amor,
cante o amor...
Thiago Azevedo
Belém, 28 de setembro de 2011
A idéia é fazer canções sobre os capítulos do livro O Profeta de Kalil Gibran, ainda não tenho as músicas, estou compondo primeiramente os versos, vamos ver no que dá, este primeiro poema é sobre o capítulo que fala do Amor.






O amor é um dos sentimentos mais nobres do ser humano. Parabéns Thiago, belííííssimos versos.
ResponderExcluirFicou lindo, perfeito!
ResponderExcluirAdoro Khalil Gibran. Esse poema dele é tudo!