Vão-se os dias e as noites,
sofre calado o violão,
encostado na parede,
sem o toque de uma mão.
Por onde será que anda
o poeta que dedilhava
antigas e belas canções
que fazem chorar o coração?
Não há quem chore
pelo solitário violão,
não há mais rodas melodiosas
fazendo coro nas canções.
Quando o poeta se cala,
silencia junto o violão,
silencia também a alma
e morre o amor do coração.
Thiago Azevedo
Belém, 07 de março de 2010





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