Belém dos meus sonhos,
sinto saudades dos teus recantos.
Recantos que só vejo através de fotos
estampadas em adesivos por cima de caixas.
Sinto saudades do teu Ver-o-peso,
doce lembrança deste mercado,
do peixe, da fruta, do doce,
da mística que paira sobre o artesanato.
Lembro com alegria do Cruzeiro,
bela orla de icoaraci,
memória eterna de alguém apaixonado,
que caminha junto do bem amado,
sujando de areia os dedos dos pés.
Nem posso falar da República praça,
ornada e coroada por teu templo maior,
templo da Paz, palco de memoráveis louvores,
à ti, ó Belém do Grão Pará.
Terminei o passeio,
andei de norte a sul na memória,
cruzei a cidade inteira,
sem sair desta caixa quente e abafada,
Que meu ar sufoca.
Um dia nos reencontraremos Belém,
Um dia reviveremos nossa glória,
Um dia não precisarei das fotos,
Um dia reescreveremos nossa história.
Thiago Azevedo
Belém, 21 de março de 2010





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