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CancaodaFloresta

terça-feira, 16 de março de 2010

A morte do poeta

O poeta hiberna,
sonhando com o amor,
um amor que se foi,
um amor que o deixou.

O poeta silencia,
sem bradar, nem falar,
não há movimento de sua pena,
está em silêncio, sem amar.

O poeta abandona
seus versos, sem cantar,
não há mais poesia,
não há mais palavras pra contar.

Partiu o amor,
em silêncio está a alma,
dormem os versos e a poesia,
perde-se as palavras
sem saber como acordar.

O que aconteceu com o poeta?
Por que deixou cair o semblante?
Por que está sério o amante?

O poeta hiberna,
O poeta silencia,
O poeta abandona.

O poeta deixou a inocência,
ele desistiu de ser criança,
ele tornou-se um adulto...

...e morreu.

Thiago Azevedo
Belém, 10 de março de 2010

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