O poeta hiberna,
sonhando com o amor,
um amor que se foi,
um amor que o deixou.
O poeta silencia,
sem bradar, nem falar,
não há movimento de sua pena,
está em silêncio, sem amar.
O poeta abandona
seus versos, sem cantar,
não há mais poesia,
não há mais palavras pra contar.
Partiu o amor,
em silêncio está a alma,
dormem os versos e a poesia,
perde-se as palavras
sem saber como acordar.
O que aconteceu com o poeta?
Por que deixou cair o semblante?
Por que está sério o amante?
O poeta hiberna,
O poeta silencia,
O poeta abandona.
O poeta deixou a inocência,
ele desistiu de ser criança,
ele tornou-se um adulto...
...e morreu.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de março de 2010





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