De repente me vi ali,
ao mesmo tempo presente,
ao mesmo tempo ausente,
rodeado de pessoas,
cercado pela multidão,
ao mesmo tempo
não vi ninguém,
nada havia.
Todos os sons ouvia,
mesmo que não houvesse som,
mesmo que não houvesse fala,
porque não havia pessoas.
Onde estavam todo esse tempo?
Onde eu estava durante toda uma vida?
Por que não há ninguém?
Vejo pessoas, vejo homens e mulheres,
vejo também velhos, adultos e crianças,
mas não há ninguém,
não vejo mais ninguém,
apenas uma sombra,
a minha sombra,
das minhas caminhadas
solitárias e intempestuosas.
De repente vejo que todos estão ali,
o único que não está ali...
...sou eu.
(Thiago Azevedo)
Belém, 07 de fevereiro de 2010





Muito bom! Por diversas vezes e momentos da minha vida tive esta sensação.
ResponderExcluirAbração,
Paz e bem!
:)