Lua branca e fria,
o sol foi embora,
levou junto
tua alegria.
Ficou apenas a penumbra
sombria, sem acolhida,
onde repousar,
onde se recuperar
de todas as feridas?
Lua, és agora minha amiga,
compartilha comigo
um pouco de tua história,
um pouco de tua vida.
O sol se foi,
te deixou sozinha
neste escuro,
à deriva
A conduzir os barqueiros
que procuram porto,
os amantes que sabem pouco
sobre tua vida sofrida.
Lua triste amiga,
nasce somente para dizer
adeus a todos,
adeus ao dia,
já vieste de partida.
As estrelas são testemunhas,
de teu pranto diário,
de teu penar solitário
sem luz, nem alegria.
Tua vida é apenas penumbra,
sem amor,
só saudade,
somente elegia.
Thiago Azevedo
Belém, 30 de março de 2010





Estava ausente da internet, mas bateu uma saudade das suas palavras...
ResponderExcluirParabéns mais uma vez.