Home | Twitter | Facebook | Para melhor visualização deste blog é recomendável a utilização de uma resolução de vídeo 1280 x 800.

Divulgue esta idéia

CancaodaFloresta

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mistério da vida

Olhe bem pela janela,
um rouxinol acabou de pousar,
tão pequeno, pensou ela,
como pode ser tão belo seu cantar?

Observe estas pequenas coisas,
o florescer no velho pomar,
veja como engatinha a pequena criança
e balbucia seu tímido falar.

Sinta as asas da alvorada,
que te levam a descansar,
nos mais longinquos mares
e faz a vida novamente renovar.

Esta vida se faz mistério,
como o fim de cada começar,
o nascer perene do rebento
e o morrer em cada invernar.

Olhe bem pela janela,
a brisa que lhe veio tocar,
suave carinho divino,
seu coração lhe vem consolar.

Thiago Azevedo
Marituba, 25 de agosto de 2011

A vida é feito um mistério, já disse uma vez o Boca livre e portanto, sua beleza está nas pequenas coisas, nos mínimos detalhes que as vezes deixamos escapar aos nossos olhos, porém, pior ainda, é deixar escapar isso tudo aos nossos corações.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Plumas

Olhar com amor saudoso
as nuvens do céu
formando seus desenhos,
traçando e tecendo
com as pontas dos dedos
brincadeiras da infância.
Observar as crianças
brincando nos balanços
e sentir a cada momento,
um segundo de eternidade
preso à uma pluma no vento,
um segundo de eternidade
presente num único olhar.
Ah, vida que se sente eterna,
porém, é mera pluma,
infinita enquanto durar
a melodia da brisa
que canta e a faz dançar.
Enquanto a alma descança,
vão longe os pensamentos,
em velhos tempos
que não se pode mais voltar,
quando as plumas
não se sabem mais voar,
quando a vida
num facho de sentimento
faz-se eternizar...

Thiago Azevedo
Marituba, 23 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Que mulher é essa?

Mas que mulher é essa?
que passa e se revela?
será flor ou promessa?
Preciso saber
que mulher é essa?

Em dias tão nublados
de cores tão gris
ela vem e passa
e deixa em mim saudade
dessas de não ter fim.

Por que Senhor? Piedade
por amar tão bem querer
esta mulher que passa
flor do poente
luz da aurora
canção do alvorecer.

Levo em meu coração
esta pequena semente
que o vento deixou
cresce sementeira
amor que dela tenho
amor de rosa flor.

Thiago Azevedo
Marituba, 12 de agosto de 2011

Nem preciso dizer pra quem é este poema...
Estou aprendendo a escrever meus poemas de amor.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Salmo 139

Quando só havia o silêncio
nenhum dia a se contar
preparaste o meu berço
e com um velho violão
compôs belas canções
de acalentar.

Mesmo sem saber compor
e nenhum verso me vier cantar
uma melodia já existia
sussurrar em meu coração
semeando nova poesia
de esperançar.

Se planar nas asas da alvorada
e sonhar nos extremos do mar,
até ali a tua måo é presença,
para todos os meus medos
teu abraço é puro alento,
tua voz é canção de ninar.

Quem pode evitar tua presença
e fugir para longe de tua face?
Se houver em mim, Senhor
algo que me faça esconder
no denso breu me encontrarás
farás minh'alma emudecer.

Sonda Senhor,
prova o que há no coração
olha minhas pegadas
faz-me outra vez descansar
em pastos mais verdejantes
e em calmas águas navegar.

Thiago Azevedo
Marituba, 08 de agosto de 2011

Sementes (Thiago Azevedo e Gladir Cabral)



Mais uma parceria com Gladir Cabral. Sou agradecido a Deus por poder caminhar ao lado deste grande homem, e grande compositor de nossa música, tenho aprendido bastante com sua história e experiência e isso tem refletido diretamente em nossas canções. Espero que esse crescimento gere cada vez mais bons frutos para compor nosso belo jardim de poesia.

Sementes

A nota solta ao vento,
Pulou do velho violão
Sementes ao relento
No despertar de uma canção

O canto da alvorada,
A passarada a revoar
A jovem na calçada
Tão calada a meditar

No sonho, no tempo,
No encanto, no alento,
No giro tão lento
De cada momento


Pousado na janela
Amanheceu o rouxinol
Cantava só pra ela
E anunciava a luz do sol

A rosa, acostumada
A ser o centro da atenção,
Pensou que era pra ela
O sol, a voz e o violão

E o sonho, o tempo,
O encanto, o alento,
O giro tão lento
De cada momento


Thiago Azevedo e Gladir Cabral
Belém - Criciúma

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

"Diga