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CancaodaFloresta

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Plumas

Olhar com amor saudoso
as nuvens do céu
formando seus desenhos,
traçando e tecendo
com as pontas dos dedos
brincadeiras da infância.
Observar as crianças
brincando nos balanços
e sentir a cada momento,
um segundo de eternidade
preso à uma pluma no vento,
um segundo de eternidade
presente num único olhar.
Ah, vida que se sente eterna,
porém, é mera pluma,
infinita enquanto durar
a melodia da brisa
que canta e a faz dançar.
Enquanto a alma descança,
vão longe os pensamentos,
em velhos tempos
que não se pode mais voltar,
quando as plumas
não se sabem mais voar,
quando a vida
num facho de sentimento
faz-se eternizar...

Thiago Azevedo
Marituba, 23 de agosto de 2011

Um comentário:

  1. Thiago... Lindo poema, forte e suave!
    "...Ah, vida que se sente eterna,
    porém, é mera pluma,
    infinita enquanto durar
    a melodia da brisa
    que canta e a faz dançar..."- A vida passa num piscar de olhos, por isso os momentos vividos têm que ser inesquecíveis...
    Adoro seus poemas, ando meio ausente daqui... CULPADA!
    Acabei de postar a quarta parte de um Conto que estou escrevendo, passa lá no meu cantinho e deixe sua opinião sincera, agradeceria muito!
    Beijinhos, bye
    Anita do diarios-do-anjo.blogspot.com

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