A poesia é transgressora
dos sentimentos que se procura esconder,
o que está oculto, os versos trazem à tona,
como a nascente revelada pelo furor da cachoeira,
ou da palavra que quer permanecer em silêncio,
entretanto a poesia,
encontra a língua que abusa de metáforas
e ousa viver à mercê de seus neologismos.
Para viver a poesia,
é preciso transgredir-se,
deixar-se vulnerável em palavras que fortalecem,
é viver paradoxos,
incompreender o que é compreensível,
ver no banal, o essencial,
é não ter controle de si mesmo.
No fim, a poesia te fará um ser humano melhor,
não por ser perfeito,
pelo contrário,
mas por mergulhar na imperfeição
e ver-se inteiramente fragilizado,
inteiramente sentido por si mesmo
e finalmente,
inteiramente humano...
Thiago Azevedo
Belém, 26 de fevereiro de 2010






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