A poesia é como o rebento
que quer sair
e precisa emitir dores
tão profundas
que remodelam o ser.
Para parir poesia,
é preciso que a alma
esteja grávida
e sinta dores intensas.
Alma que não dói
não pode escrever,
não consegue encontrar
as palavras que amalgamam os versos,
pois poesia é parir
o que a alma está cheia.
Dor e alegria,
são o conjunto que formam
a gene da poesia,
como cromossomo de pai e mãe.
Ela não respeita seus desejos,
quer apenas ser,
um ser em si mesma,
a plenitude da mais singela poesia...
Thiago Azevedo
Belém, 06 de fevereiro de 2012






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