uma boa roda de prosa
ao pé do velho salgueiro
fez soar nossa história
verso a verso, poesia
brotar a mais bela rosa.
passa o tempo e a vida
trilha um novo destino
segue uma boa aurora
passo a passo, o caminho
amor que cresce, renova.
fica um pouco de nós
neste porta-retrato
sabiá no velho salgueiro
ausência e saudade
no choro violeiro.
falta a palavra e a rima
sem mais rodas de prosa
sem o abraço e o abrigo
somente pranto e partida
e esta saudosa memória.
o olhar da tão bela rosa
fará outra vez lembrar
antigos versos escritos
sobre a bela amizade
vivida à luz da aurora.
Thiago Azevedo
Belém, 28 de junho de 2011
Este poema escrevi para um amigo, que foi meu pastor e tutor em minha adolescência, acompanhou minhas crises, meus devaneios e minhas andanças pela vida. Partilhamos de grandes momentos nos cafés em butecos, das caminhadas sobre as livrarias, conversas amigas ao fim das tardes.
Ele precisou seguir o chamado da vida e foi para outra cidade, como vida de pastor é intinerante, não sei se ainda nos encontraremos antes de vir o grande momento.
Encaminhei este poema ao Fabrício Matheus do Grãos da Terra, quem sabe daí não surja mais uma canção.






Oi, seu nome é Thiago?
ResponderExcluirLindo poema, adorei o final: ..." o olhar da tão bela rosa
fará outra vez lembrar
antigos versos escritos
sobre a bela amizade
vivida à luz da aurora."
A vida às vezes leva pra longe grandes amizades, mas suportamos a ausência com lembranças inesquecíveis...
Beijo, bye
Anita do diarios-do-anjo.blogspot.com