senão semente temporão,
surge como singela poesia
e se esvai, como fogo e paixão.
É folha que dança ao vento
e resseca ao fim da estação,
quando se desfaz no poente,
torna-se apenas pó e escuridão.
Portanto, para quê fingir
que a vida é feito rascunho?
Enganar o coração ferido?
Iludir-se sozinho no mundo?
Vida esta que não se repete,
é água de rio corrente,
que muda ao passo de um salto.
Vida, frágil como a flor perene,
deixa somente a memória ausente
do perfume que a brisa levou silente...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de outubro de 2010
Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Bíblia Sagrada - Lucas 12:20






Naturalmente profunda a profundidade da natureza
ResponderExcluirO que é natural vindo do "MangaePoesia". Que profundeza!
Às vezes penso que se a vida fosse como um rascunho seria bem mais fácil voltar e reescrever nas linhas os versos de uma história que não rimaram por algum motivo, por outras penso que as falhas da minha escrita do passado são aquelas que fazem querer escrever as melhores histórias hoje. Viajando demais em teu texto, versos de simplicidade que guardam a complexidade da alma de cada um. É um dom, já te disse! Parabéns, Thiago, mais um texto de lindíssimos versos.
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