Dúvida companheira,Que na concreta incerteza
Livra da arrogância plena.
Precisa dar as mãos à fé apenas
Para se lançar ao infinito
Desabitado e desconhecido.
Dúvida companheira,
Lança-te ao invisível
Joga teu corpo rumo ao que é pleno
Que sem dar respostas,
Sacia tuas perguntas
Desanuvia tuas incertezas
Dúvida companheira,
Para a sabedoria és bela,
Anda eternamente solitária
Em busca da plena certeza
Sem nunca realmente encontrar.
És eremita sem rumo a trilhar.
Dúvida companheira,
Diga-me qual o teu fim?
Qual o teu propósito?
Apenas refletir
Sem nada concluir?
Até quando viverás assim?
Dúvida companheira.
(Thiago Azevedo)





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