Dança menina,
faz a ciranda,
em giro tão lento,
sem se importar.
O andar bem leve,
que faz a melodia,
é brincadeira
de criança
e faz o tempo parar,
parar, parar, parar...
Vamos girando,
com risos afora,
vamos pintar
com nossas mãos
outro lar.
Sonhar novamente,
não é utopia,
é ser criança
outra vez,
correr, pular, brincar,
cantar, cantar, cantar...
Vem comigo
nesta ciranda de roda,
deixa teus medos,
bem longe,
em outro lugar.
vem ouvir
novamente a canção,
num giro bem lento
do tempo ainda perdido,
bem dentro do teu coração,
do tempo ainda perdido,
bem dentro do teu coração...
Thiago Azevedo
Marituba, 14 de setembro de 2011
Eu queria escrever uma ciranda, esta é a última versão, estou postando mas espero um dia ouví-la como canção.
Escrevi pensando em como vamos perdendo nossa criança que morou há muito tempo em nós, como a adultice nos deixa secos, a poesia nas palavras nos lembram, mas a realidade nos empurra ao esquecimento, olho minhas filhas e me vejo no espelho e vejo o quantas vezes sou injusto e duro, querendo que elas entrem no meu mundo, quando deve ser ao contrário.
Precisamos parar um pouco de deixar o medo de lado, ouvir novamente a ciranda que anda perdida bem dentro dos nossos corações...






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