Esta é uma antiga parceria entre o Fabrício e eu, fala de Deus como horizonte, que por mais que tentemos alcançar, não podemos por nossa limitação em lidar com o infinito, o máximo que podemos é contemplá-lo na sua beleza poética e olhar ao nosso redor a trajetória e ver o quanto já navegamos neste mar e crescemos com Ele, mesmo sem ao menos chegar perto de seu limite.
Quando o Fabrício mandou a melodia, de cara pensei nas canções praieiras de Dorival Caymmi e realmente ficou uma bela canção.
Horizonte
Alvorada
Cresce a esperança no olhar
As nuvens anseiam o vento
Coração deseja amar
Vela içada
Redes prontas pro mar
Querendo alcançar o horizonte
A Fé que se quer renovar
Oceano
Segue distante o pensar
Buscando o imenso infinito
Sem saber como tocar
Só o sol
Conhece o teu lugar
Tua linha como berço
Ao fazê-lo descansar
Bem ao lado
Vejo o meu tracejar
Quanto mais te conheço
Percebo não posso chegar
Me contento
Calmas águas navegar
Neste dia poente
Que a estrela se fez alvorar.
Alvorada...
Vela içada...
Oceano...
Só o sol...
Ao meu lado...
Me contento.
Horizonte.
Thiago Azevedo e Fabrício Matheus
Belém - Rio de Janeiro,
25 de maio de 2011





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