Há um tempo na vida do poeta,
em que não há palavras,
não há canções,
há apenas silêncio...
Este tempo serve de fundamento,
para reviver a poesia,
para reviver a vida
e reaprender...
Reaprender o caminho,
conhecer novos caminhos,
desconhecer caminhos,
e voltar ao mesmo caminho...
Há um tempo na vida do poeta,
em que o silêncio não quer dizer nada,
apenas um mórbido
silêncio...
Thiago Azevedo
Belém, 30 de dezembro 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Manto de chuva
Sobre a verde cidade,
cai um manto cinza,
que forma uma chuva
constante e fina,
ela remete a uma saudade
que se esvai a cada gota,
que se faz intensa a cada gota,
que se faz pranto a cada gota.
Esta fina chuva
rega e revigora a verde cidade
e ao findá-la,
ouve-se o cantar dos pássaros
garças, bem-te-vis, curiós
periquitos, Araras
e outros que nunca ouvi,
vê-se as crianças
saindo de suas tocas,
para brincar alegremente
com os restos de chuva
que ficaram em pequenas poças.
Vê-se os enamorados
aos beijos e abraços,
como se a chuva
os fizesse sentir
a intensa necessidade
de estar junto.
Ao findar da chuva,
com o coral da passarada,
com as crianças em festa
e com os casais dado aos amores,
a floresta fica mais verde,
a vida mais esperançosa,
dá vontade de deitar numa rede,
sonhar mais com o futuro
e deixar o coração mais saudoso...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de dezembro de 2010
cai um manto cinza,
que forma uma chuva
constante e fina,
ela remete a uma saudade
que se esvai a cada gota,
que se faz intensa a cada gota,
que se faz pranto a cada gota.
Esta fina chuva
rega e revigora a verde cidade
e ao findá-la,
ouve-se o cantar dos pássaros
garças, bem-te-vis, curiós
periquitos, Araras
e outros que nunca ouvi,
vê-se as crianças
saindo de suas tocas,
para brincar alegremente
com os restos de chuva
que ficaram em pequenas poças.
Vê-se os enamorados
aos beijos e abraços,
como se a chuva
os fizesse sentir
a intensa necessidade
de estar junto.
Ao findar da chuva,
com o coral da passarada,
com as crianças em festa
e com os casais dado aos amores,
a floresta fica mais verde,
a vida mais esperançosa,
dá vontade de deitar numa rede,
sonhar mais com o futuro
e deixar o coração mais saudoso...
Thiago Azevedo
Belém, 23 de dezembro de 2010
Soneto de açaí
Num girar cadenciado
junto, semente e água
num misturar rodado
o engrossar da massa
a desnudar da semente
um carimbó cantado
de chama Verequete
que é mestre sagrado.
Açaí batido na hora
seja puro ou misturado
lança nova semente
pra novo fruto plantado
colher tudo novamente
alimento nobre, louvado.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de dezembro de 2010
junto, semente e água
num misturar rodado
o engrossar da massa
a desnudar da semente
um carimbó cantado
de chama Verequete
que é mestre sagrado.
Açaí batido na hora
seja puro ou misturado
lança nova semente
pra novo fruto plantado
colher tudo novamente
alimento nobre, louvado.
Thiago Azevedo
Belém, 23 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Choro reticente...
O choro da tenra criança
é mais que pedido de alento
é o clamor amoroso
de um Deus que se fez
Infância...
Thiago Azevedo
Belém, 21 de dezembro de 2010
é mais que pedido de alento
é o clamor amoroso
de um Deus que se fez
Infância...
Thiago Azevedo
Belém, 21 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Uma vida reticente...
Este primeiro choro,
teu primeiro e humilde choro,
soa como música,
soa como poesia,
tão serena,
tão pedinte
e tão carente,
faz com que tenha necessidade,
de cuidado,
de carinho,
de afago.
Este primeiro choro,
tão cheio de perguntas
e com tão poucas respostas,
sobre este imenso mundo,
sobre este imenso tempo,
faz com que este primeiro choro,
seja mais que um choro,
mas indagações:
que luz é essa?
Que rostos são esses?
Que ar é esse?
Que primeiro choro é esse?
Ah! Este teu primeiro choro,
dá vontade de não parar de ouvi-lo,
dá vontade de sempre senti-lo no coração.
Este teu primeiro choro,
é apenas teu primeiro choro,
que inicia tua jornada
e dará vazão a novos choros,
novas perguntas,
novas caminhadas,
um mundo repleto de sonhos,
encontros e desencontros,
amores e desamores.
Por hora,
este teu primeiro choro,
é apenas tua pequena vida
em forma de reticências...
Thiago Azevedo
Belém, 20 de dezembro de 2010
teu primeiro e humilde choro,
soa como música,
soa como poesia,
tão serena,
tão pedinte
e tão carente,
faz com que tenha necessidade,
de cuidado,
de carinho,
de afago.
Este primeiro choro,
tão cheio de perguntas
e com tão poucas respostas,
sobre este imenso mundo,
sobre este imenso tempo,
faz com que este primeiro choro,
seja mais que um choro,
mas indagações:
que luz é essa?
Que rostos são esses?
Que ar é esse?
Que primeiro choro é esse?
Ah! Este teu primeiro choro,
dá vontade de não parar de ouvi-lo,
dá vontade de sempre senti-lo no coração.
Este teu primeiro choro,
é apenas teu primeiro choro,
que inicia tua jornada
e dará vazão a novos choros,
novas perguntas,
novas caminhadas,
um mundo repleto de sonhos,
encontros e desencontros,
amores e desamores.
Por hora,
este teu primeiro choro,
é apenas tua pequena vida
em forma de reticências...
Thiago Azevedo
Belém, 20 de dezembro de 2010
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