Entre uma chuva e outra
nestas garoas de toda tarde,
uma cidade imersa em densos verdes,
onde as estações se confundem,
inverno, chuva do dia todo,
verão, chuva de todo dia,
onde estão as outras estações?
Os desavisados não as percebem,
os desatentos as deixam passar,
são apenas vírgulas,
que dão as pausas acidentais
no prosseguimento dos dias,
mas ao caminhar pelas ruas,
sem a pressa cotidiana,
olho o florescer dos muros,
dos jardins das casas,
dos canteiros de praças,
o cantar das abelhas,
o dançar dos beija-flores,
atentos a toda movimentação da vida,
celebram sem receio algum,
o arco-íris das cores escondidas
no reino das senhoras verdes.
Não tenho dúvida,
chegou aqui também a primavera,
como não haveria de chegar?
É o aniversário do florescer,
é a natividade que surge
em forma de novos botões,
uma nova vida a brotar,
um novo amor para amar.
Na minha terra,
as chuvas de primavera
são belas sinfonias,
de exaltação à paixão
que se inicia
nas ruas, praças e esquinas,
num colorido ao fundo
das flores que anunciam
o brindar da estação
que na voz do poeta canta...
“Quando entrar setembro
e a boa nova andar nos campos...”
Tão profundamente em meu coração.
Thiago Azevedo
Belém, 25 de setembro de 2010






O ser humano anda tão apressado que não enxerga mais as coisas belas da vida...
ResponderExcluirAbração..
As coisas belas e simples da vida!
ResponderExcluirGosto muito quando vc fala da sua Bélem...eu me tele-transporto em suas palavras maninho!
Abraços,
Roberta