Nasci às margens do rio Guamá
Sou caipora, sou curumim,
Sou baía do Guajará.
Cresci nas barracas do Ver-o-peso
Vendo o po-po-po rasgar o rio
Oceano de minha terra
De onde vi o mundo passar.
Sou o folclore da amazônia
Sou Matinta, curupira, Iaçá
Boto, Iara e sementes de guaraná.
Cresci brincando nas tardes chuvosas
Pegando manga do pé
Jogando bola na rua
De terra batida e pé no chão.
Sou a culinária de meu povo
Maniçoba, doce de cupuaçu
Pato no tucupi e tacacá.
Cresci ouvindo todos os sons da terra
Carimbó, marujada, Boi-bumbá
Guitarrada, brega, merengue
Lundu e também o siriá.
Sou a cultura da minha terra
A cerâmica do Marajó e Santarém
E o belo artesanato de Icoaraci e Abaeté.
Cresci sendo todos a quem vi
Feirantes, pescadores, músicos e artistas
Sou personagem do mundo inteiro
Sou Amazônida, sou Paraense
Acima de tudo Brasileiro.
(Thiago Azevedo)






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