Ave branca
Depois da tormenta
Das mais profundas dores
Que me afogam em dúvidas
Sobre meus desamores.
Vai ave branca
Voa nos ares a ver
O que há do lado de fora
Se a chuva partiu
E o sol fez-se nascer.
Adeus lágrimas de chuva
Deixe o arco de cores vir
Colorir a cinza vida
E alimentar o porvir.
Vem ave branca
E trás no retornar
As esperanças perdidas
E os sonhos que se foram
Durante a noite a chorar.
Noites de chuva
Enchentes de lágrimas
Vem Senhor com teus lenços
Nosso choro secar.
Bela ave branca
Foi-se e não voltou mais
Deixaste-me em plena paz
Livre das lágrimas da noite
Que só o amor do Pai desfaz.
(Thiago Azevedo)






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