Pequena semente,
Tão pequena e singela
Frágil, de vida incerta.
A que compararei
Esta pequena vida?
Ainda não sei sobre sua sina.
Vou e semeio na terra
Sem saber o que surgirá
Deixo que vá o sol
E recebo a lua
Que me acompanha no esperar.
É preciso que morra
Para que se rompa a vida
E reluzir o maravilhoso mistério.
Surge um broto
Já surge belo, porém pequeno
Tanto que cabe na palma da mão.
Vai se virando os dias
As noites a contar e cantar
E o pequeno broto
Vira uma grande e frondosa árvore
Aonde os pássaros vêm se aninhar.
A que compararei
Esta grande árvore?
Que de tão bela não vejo outro lugar.
Comparo com o Reino do Pai
Onde todos tem lugar
Aninha sem receio, a todos sem julgar.
Assim é o Reino,
Que como uma grande árvore
Sombra nos dá
Para os pés cansados
Enfim descansar.
(Thiago Azevedo)






Poesia é arte, e arte não chamado de todos. Alguns nascem, apenas para degustar da beleza oriunda dela.
ResponderExcluirMuito linda poesia!
ResponderExcluirAssim é o Reino,
Que como uma grande árvore
Sombra nos dá
Para os pés cansados
Enfim descansar.
Paz e bem!
Um abraço.
*Ficou bem agradável o novo template!