Não,
Não me deixe esquecer
A beleza das palavras
Que aprendi a escrever,
De punho e pincel
No branco infinito
Da folha de papel.
A história que aprendemos a contar,
Nossa história de amor,
Oscilante entre amor e desamor.
Entre promessas
E juras deferidas,
Tua história
Fundia-se a minha.
Hoje já não sei
Onde começa a tua,
Ou a minha.
Apenas caminhamos,
Escrevendo
A nossa própria história.
Ainda não pensamos no final.
Mas de que importa?
Se o hoje se escreve agora
Em versos imediatos
Deixando-os apenas fluir
De nossas almas,
Fundidas e confundidas.
Melhor deixar o amanhã
Para amanhã,
Pois o que quero hoje
É apenas te amar,
Por mais este minuto
E poder escrever
Mais um verso
Em nossa história.
(Thiago Azevedo)






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