Acordar e partir,
Café no caminho tomar,
Almoçar sem tempo para parar,
Trabalhar, nunca pensar.
Apenas e sempre,
Dinheiro e dinheiro ganhar,
Sem ter tempo pra gastar.
Homem fraco e vazio,
Sem tempo para usufruir
A beleza da vida
Que de graça tens.
Nada precisaste fazer
Para tê-la em tuas mãos,
A única coisa que pedes de ti, vive-a!
Tão intensamente quanto desejas,
Tão simplesmente quanto podes,
Um dia, nada serás,
Ao pó tornarás.
De que te adiantou suar tanto?
Garimpando ouro de tolo.
Contar teu lucro?
É só o que aprendeste a fazer?
Pobre homem,
Rico és, mas nada tens.
O sol se pôs e a noite veio.
Nada de cores, nada de festa,
Apenas a escuridão e sombra
Sobre ti vieram.
Infeliz te tornou,
Pois nada aproveitou
Apenas a velha rotina,
Sempre a mesma coisa,
Todo o tempo,
O tempo todo.
Acordar e partir,
Café no caminho tomar,
Almoçar sem tempo para parar,
Trabalhar, nunca pensar.
Até quando isso?
Nunca vais te cansar?
(Thiago Azevedo)






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