A casa está arrumada
Tudo no seu devido lugar
A mesa está posta
Estou ansioso
O vinho e o pão
Serão a aliança
Neste cear e celebrar.
Onde estão os convidados?
Separei a todos um lugar
Estou muito alegre
Quero meus amigos
Para beber e comemorar.
Não querem vir, tudo bem
Vou às ruas, todas elas
Venham maltrapilhos
Quero com vocês celebrar
Do pão e do vinho, compartilhar.
Dou um pouco de mim
Me torno um de vocês
Juntos à mesa
No viver e celebrar
Esse reino de maltrapilhos
Em tudo compartilhar.
As dores da vida
E as simples alegrias
Tudo em meio à folia
Dança e choro
Mutuamente consolar.
A mesa está posta
Venham maltrapilhos
Juntem-se a mim
Em memória do Pai
Em memória de mim.
No pão e vinho
Corpo e sangue
Ceia de comunhão
Nova aliança de paz
Perpétua união.
(Thiago Azevedo)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Caminho de Emaús
Vamos andando
Por essa longa estrada
Tristes e sozinhos
Pelos fatos ocorridos
Apenas com o sol
A nos iluminar
Tão árduo caminho.
Assim como a luz se põe
Nossas esperanças
Se dissipam na escuridão
Não nos deixa nada
Apenas a solidão.
Posso caminhar?
Quem é você?
Apenas um andarilho
Deve ser triste andar sozinho
Sou alguém sem ter onde repousar.
Você não soube dos fatos
Não sou daqui, apenas passo
Perdemos tudo pelo que esperávamos
E o que queriam?
Liberdade dessa agonia.
Compreendo sua tristeza
Então livra-nos dessa lida
Deves entender mais a vida
Que vida essa que temos
Espere vou explicar.
Vamos caminhando
A escuridão vai passar
Mesmo que por uma noite permaneça
A luz voltará e entenderás
Que tudo foi necessário
Mesmo a morte é um fato
Que deves te ensinar.
Vamos entrar
Quero contigo cear
Partilhar do vinho e pão
Para poder dizer
Que deves assim viver
A vida partilhar
Semelhante pão e vinho
No comer e celebrar.
Agora compreendo
Mestre tu sempre conosco está
No viver e partilhar
Mesmo que o sol se ponha
Às vezes é necessário chorar
Mas também preciso acordar
E deixar o sol novamente brilhar
Renascer nossas esperanças
Reconstruir o caminhar.
(Thiago Azevedo)
Por essa longa estrada
Tristes e sozinhos
Pelos fatos ocorridos
Apenas com o sol
A nos iluminar
Tão árduo caminho.
Assim como a luz se põe
Nossas esperanças
Se dissipam na escuridão
Não nos deixa nada
Apenas a solidão.
Posso caminhar?
Quem é você?
Apenas um andarilho
Deve ser triste andar sozinho
Sou alguém sem ter onde repousar.
Você não soube dos fatos
Não sou daqui, apenas passo
Perdemos tudo pelo que esperávamos
E o que queriam?
Liberdade dessa agonia.
Compreendo sua tristeza
Então livra-nos dessa lida
Deves entender mais a vida
Que vida essa que temos
Espere vou explicar.
Vamos caminhando
A escuridão vai passar
Mesmo que por uma noite permaneça
A luz voltará e entenderás
Que tudo foi necessário
Mesmo a morte é um fato
Que deves te ensinar.
Vamos entrar
Quero contigo cear
Partilhar do vinho e pão
Para poder dizer
Que deves assim viver
A vida partilhar
Semelhante pão e vinho
No comer e celebrar.
Agora compreendo
Mestre tu sempre conosco está
No viver e partilhar
Mesmo que o sol se ponha
Às vezes é necessário chorar
Mas também preciso acordar
E deixar o sol novamente brilhar
Renascer nossas esperanças
Reconstruir o caminhar.
(Thiago Azevedo)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Grão de mostarda
Pequena semente,
Tão pequena e singela
Frágil, de vida incerta.
A que compararei
Esta pequena vida?
Ainda não sei sobre sua sina.
Vou e semeio na terra
Sem saber o que surgirá
Deixo que vá o sol
E recebo a lua
Que me acompanha no esperar.
É preciso que morra
Para que se rompa a vida
E reluzir o maravilhoso mistério.
Surge um broto
Já surge belo, porém pequeno
Tanto que cabe na palma da mão.
Vai se virando os dias
As noites a contar e cantar
E o pequeno broto
Vira uma grande e frondosa árvore
Aonde os pássaros vêm se aninhar.
A que compararei
Esta grande árvore?
Que de tão bela não vejo outro lugar.
Comparo com o Reino do Pai
Onde todos tem lugar
Aninha sem receio, a todos sem julgar.
Assim é o Reino,
Que como uma grande árvore
Sombra nos dá
Para os pés cansados
Enfim descansar.
(Thiago Azevedo)
Tão pequena e singela
Frágil, de vida incerta.
A que compararei
Esta pequena vida?
Ainda não sei sobre sua sina.
Vou e semeio na terra
Sem saber o que surgirá
Deixo que vá o sol
E recebo a lua
Que me acompanha no esperar.
É preciso que morra
Para que se rompa a vida
E reluzir o maravilhoso mistério.
Surge um broto
Já surge belo, porém pequeno
Tanto que cabe na palma da mão.
Vai se virando os dias
As noites a contar e cantar
E o pequeno broto
Vira uma grande e frondosa árvore
Aonde os pássaros vêm se aninhar.
A que compararei
Esta grande árvore?
Que de tão bela não vejo outro lugar.
Comparo com o Reino do Pai
Onde todos tem lugar
Aninha sem receio, a todos sem julgar.
Assim é o Reino,
Que como uma grande árvore
Sombra nos dá
Para os pés cansados
Enfim descansar.
(Thiago Azevedo)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Quem é aquele?
Quem é aquele
Que vem e passa?
Desfaz a mais profunda desgraça
De uma vida vazia e sem graça
Deixa uma marca
Tão intensa
Tão plena
Que nem cabe em mim.
Quem é aquele
Que vem e fala?
De um amor que desconheço
De uma paz que não mereço
Não sei seu nome
Ele me fita
Me escondo
Sinto vergonha de mim.
Quem é este
Que vem e morre?
Dizendo que é por mim
Por me amar tanto assim
Não me pedes nada em troca
Apenas amor
Nada mais
Só isso importa.
Quem é ele
Tão simples e puro
Tão manso e calmo
Tão pleno de perdão
Tão cheio de amor
Repleto de paz
Nele só vejo luz
Seu nome é Jesus.
(Thiago Azevedo)
Que vem e passa?
Desfaz a mais profunda desgraça
De uma vida vazia e sem graça
Deixa uma marca
Tão intensa
Tão plena
Que nem cabe em mim.
Quem é aquele
Que vem e fala?
De um amor que desconheço
De uma paz que não mereço
Não sei seu nome
Ele me fita
Me escondo
Sinto vergonha de mim.
Quem é este
Que vem e morre?
Dizendo que é por mim
Por me amar tanto assim
Não me pedes nada em troca
Apenas amor
Nada mais
Só isso importa.
Quem é ele
Tão simples e puro
Tão manso e calmo
Tão pleno de perdão
Tão cheio de amor
Repleto de paz
Nele só vejo luz
Seu nome é Jesus.
(Thiago Azevedo)
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Pai e Filho
Pai
Porque queres partir?
Sair assim e fugir de mim?
Queres tua parte?
Nem sei calcular
O meu amor que te cabe
Mas deixarei que vá.
Filho
Quero sair e conhecer a vida
Não se preocupe pai
O dinheiro é para me dar guarida
Minha mochila está à mão
Com tudo, não deixo nada
A não ser a recordação
De meu quarto e minha casa
Viro as costas
Não olho pra trás
Só vejo a sombra
De alguém que me espera
É meu pai.
Pai
Nem sei quantas horas passei
Sentado a beira desse portão
De coração partido
A espera de um filho
Que partiu
Levando meu amor
E minha compaixão.
Ainda o aguardo
Mesmo que tudo acabe
Creio que ele ainda volte
Quem sabe.
Filho
Sinto-me livre
Longe de tudo
Principalmente de casa
Posso agora desfrutar da vida
Antes que o mundo acabe
Sem mais me preocupar
Tenho minha herança
O que é meu pai?
Só uma lembrança.
Pai
Que brisa gostosa
Lembra meu filho
Quando passeávamos essa hora
Sinto uma dolorida saudade
O que estará fazendo agora?
Continuarei aqui sentado
À frente deste portão
Esperando sua sombra
Espero que não lhe falte nada
Principalmente o pão.
Filho
Como assim tudo acabou?
Não tenho mais dinheiro
Nem abrigo me restou
O que farei agora
Não posso voltar pra casa
Meu pai não me aceitará
Vou ficar por aqui
Talvez mendigar
Por um pouco de misericórdia
Poderei me alimentar.
Pai
Que sensação estranha
Sinto algo de ruim
A alguém muito querido
Precioso demais pra mim
Meu Deus meu filho
O que terá acontecido?
Pai do céu cuida dele
Não sei o que será de mim
Se meu filho não voltar
Mas ainda hei de esperar.
Filho
O que foi que fiz?
Deixei o amor grandioso de meu pai
Para conhecer o mundo lá fora
No fim perdi tudo
Até minha dignidade agora
Estou comendo comida de porcos
Tenho que voltar
Mesmo que isso me custe à vida
Preciso tentar
Vou pelo mais difícil caminho
Mesmo que venha tropeçar
E me ferir na estrada
Meu pai vai me esperar
Mesmo como um empregado
Vou retornar.
Pai
Minhas lágrimas de saudades são muitas
Nem sei se posso parar
Sinto falta de meu filho
Não sei se voltará
Ainda o espero
Mesmo que seja para lhe enterrar.
Pai, vim lhe pedir um lar
Filho deixe-me lhe beijar
Quero ser apenas um empregado
Não continue, deixa pra lá
Mas errei contra ti
O importante é que não morreu
Deixe-me ficar num canto
Tome, use esta capa e aliança
Não sei se mereço
Não é por merecimento que te dou
É minha prova de amor
Estou muito arrependido
Venha filho, caminhe novamente comigo
Quero contar-lhe o que passei
Vamos aproveitar uma nova brisa da tarde
Não me lembrava de mais nada
A única coisa importante pra mim
Eu sei, é que eu voltei.
(Thiago Azevedo)
Porque queres partir?
Sair assim e fugir de mim?
Queres tua parte?
Nem sei calcular
O meu amor que te cabe
Mas deixarei que vá.
Filho
Quero sair e conhecer a vida
Não se preocupe pai
O dinheiro é para me dar guarida
Minha mochila está à mão
Com tudo, não deixo nada
A não ser a recordação
De meu quarto e minha casa
Viro as costas
Não olho pra trás
Só vejo a sombra
De alguém que me espera
É meu pai.
Pai
Nem sei quantas horas passei
Sentado a beira desse portão
De coração partido
A espera de um filho
Que partiu
Levando meu amor
E minha compaixão.
Ainda o aguardo
Mesmo que tudo acabe
Creio que ele ainda volte
Quem sabe.
Filho
Sinto-me livre
Longe de tudo
Principalmente de casa
Posso agora desfrutar da vida
Antes que o mundo acabe
Sem mais me preocupar
Tenho minha herança
O que é meu pai?
Só uma lembrança.
Pai
Que brisa gostosa
Lembra meu filho
Quando passeávamos essa hora
Sinto uma dolorida saudade
O que estará fazendo agora?
Continuarei aqui sentado
À frente deste portão
Esperando sua sombra
Espero que não lhe falte nada
Principalmente o pão.
Filho
Como assim tudo acabou?
Não tenho mais dinheiro
Nem abrigo me restou
O que farei agora
Não posso voltar pra casa
Meu pai não me aceitará
Vou ficar por aqui
Talvez mendigar
Por um pouco de misericórdia
Poderei me alimentar.
Pai
Que sensação estranha
Sinto algo de ruim
A alguém muito querido
Precioso demais pra mim
Meu Deus meu filho
O que terá acontecido?
Pai do céu cuida dele
Não sei o que será de mim
Se meu filho não voltar
Mas ainda hei de esperar.
Filho
O que foi que fiz?
Deixei o amor grandioso de meu pai
Para conhecer o mundo lá fora
No fim perdi tudo
Até minha dignidade agora
Estou comendo comida de porcos
Tenho que voltar
Mesmo que isso me custe à vida
Preciso tentar
Vou pelo mais difícil caminho
Mesmo que venha tropeçar
E me ferir na estrada
Meu pai vai me esperar
Mesmo como um empregado
Vou retornar.
Pai
Minhas lágrimas de saudades são muitas
Nem sei se posso parar
Sinto falta de meu filho
Não sei se voltará
Ainda o espero
Mesmo que seja para lhe enterrar.
Pai, vim lhe pedir um lar
Filho deixe-me lhe beijar
Quero ser apenas um empregado
Não continue, deixa pra lá
Mas errei contra ti
O importante é que não morreu
Deixe-me ficar num canto
Tome, use esta capa e aliança
Não sei se mereço
Não é por merecimento que te dou
É minha prova de amor
Estou muito arrependido
Venha filho, caminhe novamente comigo
Quero contar-lhe o que passei
Vamos aproveitar uma nova brisa da tarde
Não me lembrava de mais nada
A única coisa importante pra mim
Eu sei, é que eu voltei.
(Thiago Azevedo)
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