Hoje minha poesia cala
não por não haver nada a dizer
mas por causa do nó
que se fez em minha garganta
e emudeceu a alma.
Hoje a chuva soa como choro
o arco-íris tornou-se uma penumbra
que de tão turva
não parece mais com esperança
e emudeceu a alma.
Hoje não há o canto
nenhum pássaro voa tão alto
apenas um cortante silêncio
de um rasante, na tentativa de sobreviver
e emudeceu a alma.
Hoje a alma emudece mais
doendo cada vez mais dentro de si
à procura de luz, calor humano
hoje o sol perdeu seu brilho e encanto
e emudeceu a alma...
emudeceu a vida
emudeceu o encanto
emudeceu o sonho
emudeceu a verdade
emudeceu a esperança
emudeceu a poesia
emudeceu Deus...
Thiago Azevedo
Belém, 22 de março de 2012
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quinta-feira, 22 de março de 2012
domingo, 27 de junho de 2010
Lágrimas...
Minha lágrima tem a cor do barro
deixado pelo caminho,
deixando em silêncio
o sofrimento de muitos pequenos,
dos calados em meio ao entulho,
muitos que nunca mais acordarão.
Minha lágrima tem a cor do negrume
que suja minha alma,
diante do sofrimento humano,
diante do esquecimento humano,
diante deste amor que endureceu.
Minha lágrima tem o sabor amargo
das esperanças que minguam
ante a violência diária das casas e ruas
que o homem é capaz de prover,
contra a terra que deveria servir e cultivar,
contra o próximo a quem deveria amar.
Minha lágrima tem a cor do sangue
dos mortos deixados pelas ruas,
daqueles que ainda hão de morrer
nas mãos do descaso de todos,
por causa da vergonha
dos que não se desnudam do egoísmo.
Minha lágrima tem o sabor amargo da derrota,
daqueles que nunca experimentaram a vitória,
nem ao menos a almejam
por não haver quem lhes dê
o sentimento de ser um vitorioso
ante a todos os fracassos do caminho.
Minha lágrima tem o cheiro do petróleo,
tem o sofrimento dos animais sujos,
tem a dor daqueles que tentam respirar em vão,
tentam achar o ar que o petróleo em seus pulmões
não permite encontrar.
Minha lágrima tem a sujeira do nordeste,
não apenas da dor que o rio causou
mas daqueles que por anos
nem sequer sabiam que nordeste havia.
Minha lágrima tem o tamanho das árvores
que caem diariamente em nome da ganância,
da serra que deixa pelado os corações dos homens
e do monte que em breve deixará de ser belo.
Minha lágrima tem a dor da esperança
que insiste em persistir,
como a mãe que acredita no retorno do filho perdido,
da mãe que crê que o bandido poderá ser bom,
de que dias melhores poderão surgir,
de que a humanidade um dia irá mudar.
Minha lágrima tem a dor da fé,
que tenta remover as montanhas da intolerância,
busca vias para encontrar a paz entre os homens
e encontrar uma nova canção para os corações,
que valorize o outro acima de si mesmo,
acima da verdades estampadas em forma de bandeiras.
Minha lágrima tem molhado os lençóis
sem saber se irão acabar,
sem imaginar como será o amanhã,
se tudo continuar do jeito que está,
apenas sei que...
...Minha lágrima tem o tamanho do meu coração,
que tem ficado pequeno dia após dia...
Thiago Azevedo
Belém, 28 de junho de 2010
deixado pelo caminho,
deixando em silêncio
o sofrimento de muitos pequenos,
dos calados em meio ao entulho,
muitos que nunca mais acordarão.
Minha lágrima tem a cor do negrume
que suja minha alma,
diante do sofrimento humano,
diante do esquecimento humano,
diante deste amor que endureceu.
Minha lágrima tem o sabor amargo
das esperanças que minguam
ante a violência diária das casas e ruas
que o homem é capaz de prover,
contra a terra que deveria servir e cultivar,
contra o próximo a quem deveria amar.
Minha lágrima tem a cor do sangue
dos mortos deixados pelas ruas,
daqueles que ainda hão de morrer
nas mãos do descaso de todos,
por causa da vergonha
dos que não se desnudam do egoísmo.
Minha lágrima tem o sabor amargo da derrota,
daqueles que nunca experimentaram a vitória,
nem ao menos a almejam
por não haver quem lhes dê
o sentimento de ser um vitorioso
ante a todos os fracassos do caminho.
Minha lágrima tem o cheiro do petróleo,
tem o sofrimento dos animais sujos,
tem a dor daqueles que tentam respirar em vão,
tentam achar o ar que o petróleo em seus pulmões
não permite encontrar.
Minha lágrima tem a sujeira do nordeste,
não apenas da dor que o rio causou
mas daqueles que por anos
nem sequer sabiam que nordeste havia.
Minha lágrima tem o tamanho das árvores
que caem diariamente em nome da ganância,
da serra que deixa pelado os corações dos homens
e do monte que em breve deixará de ser belo.
Minha lágrima tem a dor da esperança
que insiste em persistir,
como a mãe que acredita no retorno do filho perdido,
da mãe que crê que o bandido poderá ser bom,
de que dias melhores poderão surgir,
de que a humanidade um dia irá mudar.
Minha lágrima tem a dor da fé,
que tenta remover as montanhas da intolerância,
busca vias para encontrar a paz entre os homens
e encontrar uma nova canção para os corações,
que valorize o outro acima de si mesmo,
acima da verdades estampadas em forma de bandeiras.
Minha lágrima tem molhado os lençóis
sem saber se irão acabar,
sem imaginar como será o amanhã,
se tudo continuar do jeito que está,
apenas sei que...
...Minha lágrima tem o tamanho do meu coração,
que tem ficado pequeno dia após dia...
Thiago Azevedo
Belém, 28 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
7 de setembro
Dia de liberdade e independência,
Mas porque me sinto um escravo,
Nesse país de carência?
Tudo falta pra todos,
O pão nosso de cada dia,
E também falta a decência.
O que comemorar neste dia?
O andar livre em plena indepenência?
Quando na verdade me sinto preso
A esse país em decadência.
Os corruptos andam em liberdade,
Desviando do povo o suado dinheiro,
Deixando todos a pedir clemência.
E os justos, se escondem
Com medo das represálias
Dos que não tem um pingo de consciência.
Com dinheiro sujo e podre
Que muitos ficam ricos e esnobes,
Sempre a custa do trabalhador pobre.
Esse é o nosso país de incoerência.
Onde está a independência?
Quando crianças são jogadas nas ruas
Forçadas a vender sua inocência.
Para os mesmos que oprimem
Sua tão tenra juventude,
Deixando-as a mercê de sua impotência.
Deus nos salve da independência
Que nos puseram nas mãos,
Onde só usufruem o ladrão
Com lábia e boa aparência.
Deus nos livre da independência,
Dessa fábula inventada,
Pra nos tirar a paciência.
Viva Brasil! Principalmente aos compatriotas brasileiros,
Destes que manipulam a mente do povo
Com grande destreza e competência.
Chore Brasil, a ilusão da independência.
(Thiago Azevedo)
Mas porque me sinto um escravo,
Nesse país de carência?
Tudo falta pra todos,
O pão nosso de cada dia,
E também falta a decência.
O que comemorar neste dia?
O andar livre em plena indepenência?
Quando na verdade me sinto preso
A esse país em decadência.
Os corruptos andam em liberdade,
Desviando do povo o suado dinheiro,
Deixando todos a pedir clemência.
E os justos, se escondem
Com medo das represálias
Dos que não tem um pingo de consciência.
Com dinheiro sujo e podre
Que muitos ficam ricos e esnobes,
Sempre a custa do trabalhador pobre.
Esse é o nosso país de incoerência.
Onde está a independência?
Quando crianças são jogadas nas ruas
Forçadas a vender sua inocência.
Para os mesmos que oprimem
Sua tão tenra juventude,
Deixando-as a mercê de sua impotência.
Deus nos salve da independência
Que nos puseram nas mãos,
Onde só usufruem o ladrão
Com lábia e boa aparência.
Deus nos livre da independência,
Dessa fábula inventada,
Pra nos tirar a paciência.
Viva Brasil! Principalmente aos compatriotas brasileiros,
Destes que manipulam a mente do povo
Com grande destreza e competência.
Chore Brasil, a ilusão da independência.
(Thiago Azevedo)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Intolerância
Por que as pessoas insistem em se trucidar
Por achar que possuem uma única verdade a se velar?
Umas mais, outras menos, mas todos prontos para atacar.
Quem quer que seja, bastar ameaçar.
Por achar que seu fundamentalismo
É a única razão para se destruir
As esperanças e os sonhos
Daqueles que não tem mais com que sonhar
Não tem mais porque esperar.
Apenas querem um Deus que lhes possa abençoar
O deus deles não abençoa, mata
Não ama, odeia
Não tolera, trucida o corpo
E rasga a alma como uma ferida
Colocando uma lei que não serve para guiar
Apenas para desviar de um caminho melhor
Para mais religiosismos e seus ritos
Escravos da lei e do dogma
Querem mais pobres para aprisionar
Pobres pequeninos, que não sabem se defender
Pobres pequeninos, que não podem se esconder
Pois eles estão espalhados por todos os lugares
São qualquer um, são todos nós.
Intolerância nossa de cada dia,
Sempre pronta para abocanhar a próxima vítima
Destruição sempre acompanha o teu reino
Essa é a única vontade,
Essa é a única verdade,
Sempre na terra, mas nunca no céu.
Todos devem se amar,
Essa é a única verdade a se velar
Essa é a única lei a nos guiar
Só assim, poderemos viver
Irmanados em paz.
(Thiago Azevedo)
Por achar que possuem uma única verdade a se velar?
Umas mais, outras menos, mas todos prontos para atacar.
Quem quer que seja, bastar ameaçar.
Por achar que seu fundamentalismo
É a única razão para se destruir
As esperanças e os sonhos
Daqueles que não tem mais com que sonhar
Não tem mais porque esperar.
Apenas querem um Deus que lhes possa abençoar
O deus deles não abençoa, mata
Não ama, odeia
Não tolera, trucida o corpo
E rasga a alma como uma ferida
Colocando uma lei que não serve para guiar
Apenas para desviar de um caminho melhor
Para mais religiosismos e seus ritos
Escravos da lei e do dogma
Querem mais pobres para aprisionar
Pobres pequeninos, que não sabem se defender
Pobres pequeninos, que não podem se esconder
Pois eles estão espalhados por todos os lugares
São qualquer um, são todos nós.
Intolerância nossa de cada dia,
Sempre pronta para abocanhar a próxima vítima
Destruição sempre acompanha o teu reino
Essa é a única vontade,
Essa é a única verdade,
Sempre na terra, mas nunca no céu.
Todos devem se amar,
Essa é a única verdade a se velar
Essa é a única lei a nos guiar
Só assim, poderemos viver
Irmanados em paz.
(Thiago Azevedo)
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