Home | Twitter | Facebook | Para melhor visualização deste blog é recomendável a utilização de uma resolução de vídeo 1280 x 800.

Divulgue esta idéia

CancaodaFloresta

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Theatro da Paz


Silvaney Duarte
Passo pela avenida Assis de Vasconcelos,
Deixo-me desnudar pelo Theatro da Paz
e sobre minhas retinas, o passar do tempo
para bem antes da infância,
quando a praça da República
era um mundo tão grande
que nem dava pra ver a pista,
parecia uma parte incrustada da floresta,
vejo as antigas fotos da família,
minha irmã tão pequena aprendendo a andar,
olho também um antigo retrato,
que nesse caso é assim, retrato,
pois me leva pra mais longe,
para um tempo mais pacato,
onde a praça e o theatro
eram mais parte do seu tempo,
de uma gostosa Belém de outrora,
quando a chuva era mais convidativa à poesia,
sentar-se num banco desta praça
era para conviver, contar causos,
prosear com amigos fumando cachimbo tomando Malbec,
falar de política, poesia, ou mesmo da vida.
Como queria poder pular para dentro do retrato
e viver um dia neste tempo do Theatro,
tão senhor de seu tempo, de sua história.
O hoje, parece mais um intruso
que ousadamente resiste
à estranheza do futuro,
um mero contraste do acaso,
como tudo aquilo que fez parte
e construiu a memória
de um povo que não existe mais.
Volto para mais adiante,
continuo contemplando,
dentro do carro
enquanto o sinal está fechado,
pois quando ele abrir,
as lembranças que me reportam a este ontem,
precisarão correr para não chegar
atrasadas seja lá pra onde o futuro levar...

Thiago Azevedo
Maio/2012

2 comentários:

  1. Esse é o preço que pagamos para ter essa civilização de arranha-céus, cidade de pedra, onde tiram o que a natureza nos oferece, só resta mesmo a saudade daqueles tempos que não voltam mais...parabéns pelo belo escrito e pelo Blog...voltarei

    ResponderExcluir
  2. Thiago, seu texto - "Uma gota de lágrima, faz brotar a nascente, uma lágrima de terra,germina o botão de rio.
    Navega suave e em frente, desbravar seu caminho,alimentando a semente, a florescer em outros fios.
    Leito dormente do sole desta paixão existente,que com o sol, nasce fio, com a lua, adormece rio.
    Uma lágrima de saudade, faz deste pequeno vazio, inundar o amor escondido, desaguar em mar bravio..." - esta plagiado nesta página, meu amigo -
    http://hcorreia-aveiro.blogspot.pt/.

    O fulano que assina-se HCorreia poesias está plagiando um monte de gente que conheço e isto me deixa muito triste. Ele acabou com o trabalho de uma amiga minha e de outros tantos. Toma lá suas precauções e denuncia este parvo que de poesia nada sabe a não ser roubar os sentimentos dos outros...

    ResponderExcluir

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

"Diga