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| Silvaney Duarte |
Deixo-me
desnudar pelo Theatro da Paz
e sobre
minhas retinas, o passar do tempo
para bem
antes da infância,
quando a
praça da República
era um mundo
tão grande
que nem dava
pra ver a pista,
parecia uma
parte incrustada da floresta,
vejo as
antigas fotos da família,
minha irmã tão pequena aprendendo a andar,
olho também
um antigo retrato,
que nesse
caso é assim, retrato,
pois me leva
pra mais longe,
para um
tempo mais pacato,
onde a praça
e o theatro
eram mais
parte do seu tempo,
de uma
gostosa Belém de outrora,
quando a
chuva era mais convidativa à poesia,
sentar-se
num banco desta praça
era para
conviver, contar causos,
prosear com
amigos fumando cachimbo tomando Malbec,
falar de
política, poesia, ou mesmo da vida.
Como queria
poder pular para dentro do retrato
e viver um
dia neste tempo do Theatro,
tão senhor
de seu tempo, de sua história.
O hoje,
parece mais um intruso
que
ousadamente resiste
à estranheza
do futuro,
um mero
contraste do acaso,
como tudo aquilo
que fez parte
e construiu
a memória
de um povo
que não existe mais.
Volto para
mais adiante,
continuo
contemplando,
dentro do
carro
enquanto o
sinal está fechado,
pois quando
ele abrir,
as
lembranças que me reportam a este ontem,
precisarão
correr para não chegar
atrasadas seja lá pra onde o futuro levar...
Thiago Azevedo
Maio/2012






Esse é o preço que pagamos para ter essa civilização de arranha-céus, cidade de pedra, onde tiram o que a natureza nos oferece, só resta mesmo a saudade daqueles tempos que não voltam mais...parabéns pelo belo escrito e pelo Blog...voltarei
ResponderExcluirThiago, seu texto - "Uma gota de lágrima, faz brotar a nascente, uma lágrima de terra,germina o botão de rio.
ResponderExcluirNavega suave e em frente, desbravar seu caminho,alimentando a semente, a florescer em outros fios.
Leito dormente do sole desta paixão existente,que com o sol, nasce fio, com a lua, adormece rio.
Uma lágrima de saudade, faz deste pequeno vazio, inundar o amor escondido, desaguar em mar bravio..." - esta plagiado nesta página, meu amigo -
http://hcorreia-aveiro.blogspot.pt/.
O fulano que assina-se HCorreia poesias está plagiando um monte de gente que conheço e isto me deixa muito triste. Ele acabou com o trabalho de uma amiga minha e de outros tantos. Toma lá suas precauções e denuncia este parvo que de poesia nada sabe a não ser roubar os sentimentos dos outros...