Queria saber quem é maior
O sol ou a chuva?
O sol disse uma vez:
- sou maior, sem dúvida!
Veio a chuva
Tudo escureceu
O sol recuou
Choveu e passou
E o sol reapareceu.
O sol disse outra vez:
- sou maior, com certeza!
Veio a chuva
E o sol feneceu
Sem luz, sem clareza
Apenas choveu
Somente chuva.
E nunca mais
O sol apareceu.
(Thiago Azevedo)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Poetólogos
O caminho dos teólogos
É semelhante ao dos poetas
Tão livres, tão sozinhos
Quisera viver escravo
Andar esquadrinhado
Nas regras, sem dilemas
Sem Quilombo
Nem Palmares.
Pior que teólogo
Pior que poeta
É poetólogo
Mais liberdade
Mais solidão
Sem teólogos
Sem poetas
Apenas solidão.
(Thiago Azevedo)
É semelhante ao dos poetas
Tão livres, tão sozinhos
Quisera viver escravo
Andar esquadrinhado
Nas regras, sem dilemas
Sem Quilombo
Nem Palmares.
Pior que teólogo
Pior que poeta
É poetólogo
Mais liberdade
Mais solidão
Sem teólogos
Sem poetas
Apenas solidão.
(Thiago Azevedo)
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Amenidades
Um sábado ameno
Para fazer amenidades
Sentar na calçada
Olhar a rua
Passa um ônibus
Caminha a loura
O sol brilhante
Lá vem a chuva
Tudo muda
Todos correm
Toca o telefone
Lá vem a chuva
Saio da calçada
Despeço-me do sábado
Da rua
Do ônibus
Da chuva
Coisas amenas
Somente amenidades.
(Thiago Azevedo)
Para fazer amenidades
Sentar na calçada
Olhar a rua
Passa um ônibus
Caminha a loura
O sol brilhante
Lá vem a chuva
Tudo muda
Todos correm
Toca o telefone
Lá vem a chuva
Saio da calçada
Despeço-me do sábado
Da rua
Do ônibus
Da chuva
Coisas amenas
Somente amenidades.
(Thiago Azevedo)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Lápis
Quando escrevo
Não penso
Apenas faço
Deixo-me guiar
Pelo contorno do traço
Vai caminhando o lápis
Apenas o sustento
Para não cair
Sem concluir o traçado
Dos versos que se formam
Simples e acabados
Acho que o lápis
É quem me usa
Para poder escrever
Sou instrumento seco
Vazio e sem vida
Sou para o lápis
Só uma muleta.
(Thiago Azevedo)
Não penso
Apenas faço
Deixo-me guiar
Pelo contorno do traço
Vai caminhando o lápis
Apenas o sustento
Para não cair
Sem concluir o traçado
Dos versos que se formam
Simples e acabados
Acho que o lápis
É quem me usa
Para poder escrever
Sou instrumento seco
Vazio e sem vida
Sou para o lápis
Só uma muleta.
(Thiago Azevedo)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Lava jato
Meu carro imundo, sujo
Foi no lava-jato
Em meio à folia
Em meio ao papo
Que escrevi este poema
Meio sujo, meio chato.
Meu carro velho
Meu carro sujo
Lava rápido
Desfaz os percursos
Dos pneus gastos
Da poeira que vem com a vida
Quem dera que tudo
Fosse como meu carro
Quando sujo
Limpo rápido
Lava-jato.
(Thiago Azevedo)
Foi no lava-jato
Em meio à folia
Em meio ao papo
Que escrevi este poema
Meio sujo, meio chato.
Meu carro velho
Meu carro sujo
Lava rápido
Desfaz os percursos
Dos pneus gastos
Da poeira que vem com a vida
Quem dera que tudo
Fosse como meu carro
Quando sujo
Limpo rápido
Lava-jato.
(Thiago Azevedo)
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