Olho para fora,
vejo o sol se pôr
por sobre minhas costas,
não há mais sabor...
Não há mais beleza,
nem mesmo poesia,
agora vivo uma profunda tristeza,
vivo uma massacrante rotina.
O sol e a lua,
me parecem iguais,
todos tão cinzas,
que já não sei mais.
Que dia é hoje?
Que mês estamos?
Que ano vivemos?
Que horas são?
Escrevo olhando para a rua,
imaginando como seria,
pular, andar e correr,
me molhando na chuva.
Como seria viver,
sem precisar temer
o penar da necessidade,
o pesar desta adulta idade?
Penso no passado,
nos tempos de escola,
tempos que sinto saudades,
agora são só memória.
Fecho os olhos,
logo sou transportado,
a um mundo lúdico,
mundo de sonhos.
Uma pena,
tenho que abri-los,
tudo é tão temporário,
tudo é tão breve.
Quando acordo,
sinto que tudo que tinha no presente,
torna-se passado tão distante,
amigos, família e esperança.
Tudo é marcado pelo relógio,
tudo agoniza em função da hora,
até Deus é para mim um lapso,
esquecido na memória.
Meu maior medo,
não é o de nunca sair disso,
meu maior medo,
é no fim de tudo isso...
...acabar me acostumando.
Thiago Azevedo
Belém, 09 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Sem palavras
Como justificar,
se não há o que fazer,
vou apenas silenciar,
por não ter mais nada a dizer.
Por que me defender?
Se confesso que errei,
não quer dizer que não te ame,
tão complicado querer.
Sei que idiota fui,
não sei se fingi,
ou se não percebi,
apenas sei
que as entrelinhas de tudo
eu simplesmente não li.
E agora?
Me dizes como reparar,
o mal que te fiz,
por te fazer chorar?
Te amo, acredite,
mesmo que não pareça,
apenas sou avoado,
com tudo que tenho na cabeça.
Se puderes,
deixe pra lá,
mas se não puder,
vamos recomeçar.
Quero tentar outra vez,
deixe que agora,
eu possa começar,
assim fica mais fácil
poder te cativar.
Confesso,
não sei ser cativado,
só sei ser mais servo
do que me deixar adular.
Não há o que falar,
nem sei se há perdão,
de todos os erros,
existe o meu...
...perdão.
Thiago Azevedo
Belém, 08 de abril de 2010
se não há o que fazer,
vou apenas silenciar,
por não ter mais nada a dizer.
Por que me defender?
Se confesso que errei,
não quer dizer que não te ame,
tão complicado querer.
Sei que idiota fui,
não sei se fingi,
ou se não percebi,
apenas sei
que as entrelinhas de tudo
eu simplesmente não li.
E agora?
Me dizes como reparar,
o mal que te fiz,
por te fazer chorar?
Te amo, acredite,
mesmo que não pareça,
apenas sou avoado,
com tudo que tenho na cabeça.
Se puderes,
deixe pra lá,
mas se não puder,
vamos recomeçar.
Quero tentar outra vez,
deixe que agora,
eu possa começar,
assim fica mais fácil
poder te cativar.
Confesso,
não sei ser cativado,
só sei ser mais servo
do que me deixar adular.
Não há o que falar,
nem sei se há perdão,
de todos os erros,
existe o meu...
...perdão.
Thiago Azevedo
Belém, 08 de abril de 2010
Como amar rosa flor?
Pequeno cravo,
penas nas mãos de rosa flor,
que te perfura com seus espinhos,
do seu egoísmo sem amor.
Como perdoar rosa flor?
Desta amarga flor vaidosa,
apenas espinhos ganhaste,
desdenhando de teu amor.
Pobre cravo,
triste estás,
sem carinho,
sozinho,
abandonado por rosa flor.
Como perdoar rosa flor?
Como cativar seu amor?
Como consegues amar,
esta vaidosa flor?
Rosa flor merece ficar só,
para sua beleza contemplar,
apenas ela consegue se amar,
não sabes sequer cativar,
a paixão que o cravo deixou,
Egoísta rosa flor.
Thiago Azevedo
Belém, 07 de abril de 2010
penas nas mãos de rosa flor,
que te perfura com seus espinhos,
do seu egoísmo sem amor.
Como perdoar rosa flor?
Desta amarga flor vaidosa,
apenas espinhos ganhaste,
desdenhando de teu amor.
Pobre cravo,
triste estás,
sem carinho,
sozinho,
abandonado por rosa flor.
Como perdoar rosa flor?
Como cativar seu amor?
Como consegues amar,
esta vaidosa flor?
Rosa flor merece ficar só,
para sua beleza contemplar,
apenas ela consegue se amar,
não sabes sequer cativar,
a paixão que o cravo deixou,
Egoísta rosa flor.
Thiago Azevedo
Belém, 07 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Memória
Faz um certo tempo,
que não sei as horas,
não sei os dias,
nem mesmo onde estou agora.
Não me lembro quem são meus amigos,
nem os lugares que frenquentei,
o que me sustenta é o amor,
que resiste em meu ser.
Os dias se repetem,
como os segundos do relógio,
os movimentos continuam,
do mesmo jeito que agora.
Aos poucos meu passado se esvai,
junto, minhas expectativas
e a beleza da juventude,
que não se repete mais.
Uma dúvida sufoca meu peito,
de que adianta tudo isso?
Vale à pena viver tão pouco,
para tentar conquistar muito?
Conto os dias e as horas,
que este ciclo pode acabar,
conto os segundos que passam
para poder finalmente escapar.
Conto o tempo
para poder novamente voar,
contemplar uma nova alvorada
e viver para somente amar.
Thiago Azevedo
Belém, 06 de abril de 2010
que não sei as horas,
não sei os dias,
nem mesmo onde estou agora.
Não me lembro quem são meus amigos,
nem os lugares que frenquentei,
o que me sustenta é o amor,
que resiste em meu ser.
Os dias se repetem,
como os segundos do relógio,
os movimentos continuam,
do mesmo jeito que agora.
Aos poucos meu passado se esvai,
junto, minhas expectativas
e a beleza da juventude,
que não se repete mais.
Uma dúvida sufoca meu peito,
de que adianta tudo isso?
Vale à pena viver tão pouco,
para tentar conquistar muito?
Conto os dias e as horas,
que este ciclo pode acabar,
conto os segundos que passam
para poder finalmente escapar.
Conto o tempo
para poder novamente voar,
contemplar uma nova alvorada
e viver para somente amar.
Thiago Azevedo
Belém, 06 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Lágrima de Maria
Te carreguei em meu ventre,
ninei com canções em meu colo,
te vi pequena criança,
hoje homem és,
Te quero novamente menino,
acompanhar os passos de teus pés.
A cada gota vertida,
meu lamento,
meu sofrer,
ao ver minha criança querida
na dor, se perder.
Quero dar-te meu carinho,
mas só vejo sofrer,
em meio ao terror do caminho,
deste calvário percorrer.
Esta cruz, carrego contigo,
por assim te ver,
minhas lágrimas tem cor de sangue,
em ver meu filho amado morrer.
Vai contigo meu coração,
no teu último suspiro,
no grito de perdão
pelos pecados dos perdidos.
Tenho a dor de uma mãe num abismo,
ao ver seu filho agozinando,
abandonado e sangrando sozinho.
lágrima de mãe sofrida,
lágrima de Maria.
Quisera voltar no tempo,
ver novamente a criança de outrora,
clamar por socorro
à mãe pedindo acolhida.
Queria estar no seu lugar,
queria sangrar no teu lugar,
sou uma mãe desolada,
ao ver meu filho culpado por nada.
Filho meu,
amado Deus,
sou pequena pra compreender,
sou mãe, você tem que me entender,
que choro lágrimas de sangue
ao ver você neste madeiro morrer.
Thiago Azevedo
Belém, 01 de abril de 2010
ninei com canções em meu colo,
te vi pequena criança,
hoje homem és,
Te quero novamente menino,
acompanhar os passos de teus pés.
A cada gota vertida,
meu lamento,
meu sofrer,
ao ver minha criança querida
na dor, se perder.
Quero dar-te meu carinho,
mas só vejo sofrer,
em meio ao terror do caminho,
deste calvário percorrer.
Esta cruz, carrego contigo,
por assim te ver,
minhas lágrimas tem cor de sangue,
em ver meu filho amado morrer.
Vai contigo meu coração,
no teu último suspiro,
no grito de perdão
pelos pecados dos perdidos.
Tenho a dor de uma mãe num abismo,
ao ver seu filho agozinando,
abandonado e sangrando sozinho.
lágrima de mãe sofrida,
lágrima de Maria.
Quisera voltar no tempo,
ver novamente a criança de outrora,
clamar por socorro
à mãe pedindo acolhida.
Queria estar no seu lugar,
queria sangrar no teu lugar,
sou uma mãe desolada,
ao ver meu filho culpado por nada.
Filho meu,
amado Deus,
sou pequena pra compreender,
sou mãe, você tem que me entender,
que choro lágrimas de sangue
ao ver você neste madeiro morrer.
Thiago Azevedo
Belém, 01 de abril de 2010
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