À Manoel de Barros
Olha o moleque
pintando de azul
o som celeste
que canta do céu
segura a andorinha
dobradura de papel.
João de "Barros"
também faz poesia
estica o horizonte
pede companhia
reluz o escuro
chama à "brincaria"
É preciso prever
deixar-se, rever
um coelho de chapéu
é preciso transver
té mais vê
Seu Manoel
É preciso viver
voar, esquecer
"borrachura" de papel
é preciso morrer
té mais vê
Seu Manoel
Dia que envelhece
letra que aquece
é preciso correr
atrás do onde
aonde está você
Manoel?
É preciso prever
é preciso escrever
é preciso morrer
é preciso esquecer
é preciso viver
é preciso transver
é preciso
é preciso
é preciso...




