Tenho dúvidas
sobre a vida que vem,
a morte que vai,
o riso perene,
o pranto que permanece.
Tenho dúvidas
sobre a fé das montanhas,
a não-fé no amanhã,
do Deus que é caminho,
do não-Deus menino.
Tenho dúvidas
sobre o que é certo,
também do que é errado,
das verdades antigas,
que são mentiras de hoje.
Tenho dúvidas
sobre a paz almejada
e da guerra para alcançá-la,
da fala constante
e do silêncio distante.
Tenho dúvidas
sobre a própria dúvida,
também sobre o que é certeza,
do presente tempo
e o futuro incerto.
Tenho dúvidas
da saudade na ausência
e da chegada, o aconchego,
o sol que se põe na linha
e seu nascer no arvoredo.
Tenho dúvidas
sobre minha poesia,
todas as canções que escrevi,
todas as paixões que senti,
sinto tudo seguir com o vento.
Tenho dúvidas,
sobre o vento que sopra,
a brisa que traz o mar,
a semente que cresce,
o rio que desce,
a vida que adoece.
A única coisa
que tenho certeza,
mas não absoluta,
é do amor que nasce,
tornando a vida mais simples...
Thiago Azevedo
Abril/2012






Está claro que é muito bom ler as suas poesias e seus poemas, todos de ótima escrita. Parabéns! Tudo de bom, amigo!
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