O amor é para sempre,
mas quanto tempo
para sempre pode durar
em cada verso da canção?
Tempo que reflete eternidade
no florir de cada emoção,
mas quando finda-se o infinito
no adormecer da velha estação?
Ah! Estes velhos paradoxos,
fazem eterno o presente,
banhando-se nas lágrimas do passado
e vivendo nas angustias do futuro.
Quem poderá controlar
este sentimento de perpetuação,
mesmo que perene seja a canção?
Quem poderá medir
se certo ou não
os versos deste turbulento quinhão?
De eternidade em eternidade
em cada perene alvorecer
sol reluz mais uma vida temporão...
Thiago Azevedo
Belém, 13 de março de 2012






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