Atando os nós das redesE colhendo todos os peixes
Que durante a noite pescou.
Tentando fio a fio costurá-las
Dos furos que a vida deixou.
Fiando ponto a ponto
Deixando a rede pronta
Para a próxima pescaria
Que o mar da vida
Levar nesta romaria.
Olho para a margem
Um vulto a espiar
Pede que volte a terra
Para comigo cear
E a vida celebrar.
As redes agora estão
Prontas ao mar lançar
Lancem ao vento as velas
Para redes cheias de vida
Peixes poderem pescar.
Atando os nós da rede
Que a vida desfiou
O vulto fia comigo
Os fios cansados
Que minha dor causou.
(Thiago Azevedo)





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