Estou em busca da frase perfeita,
aquela que eternizará meu nome
em páginas inteiras de tempo,
frase que será citada em contos,
refletida e repetida como prece,
canonizada pelos corredores
das escolas e universidades.
Busco a frase perfeita...
mas ela não existe,
ela não é perfeita,
nem pode ser uma prece,
é apenas mais uma frase,
entre tantas outras
que com o tempo
será esquecida,
nem ao menos citada,
uma frase apenas,
nada mais...
Thiago Azevedo
Belém, 19 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Simples beleza
Viu um cravo ou uma rosa?
encontrou-se com a sorte.
Vive intensamente o amor?
o coração lhe bate forte.
Descansa tranquilamente?
é a brisa que vem do norte.
Perdeu todo o sentido da vida?
encontrarás certamente na morte.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de agosto de 2010
encontrou-se com a sorte.
Vive intensamente o amor?
o coração lhe bate forte.
Descansa tranquilamente?
é a brisa que vem do norte.
Perdeu todo o sentido da vida?
encontrarás certamente na morte.
Thiago Azevedo
Belém, 18 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Que tristeza é essa?
Fui tomado por uma dor
que bate em meu peito,
faz latejar meu corpo
e molharem os olhos
de uma dor pungente
que me faz chorar.
Fui tomado por uma tristeza
que não compreendo,
uma tristeza tamanha
que não sei bem...
Olho para meu corpo,
tudo parece normal,
olho as fotos na parede,
vejo que está tudo bem,
tenho família, tenho amor,
mas porque ainda assim
estou tão tristonho?
Meus amigos passam
marcando minhas lembranças,
meu amor passeia
dançando em meu coração,
meus filhos bricam e brincam
para me fazerem feliz.
É possível estar triste
quando se está feliz?
Ainda não sei que dor é essa,
tão gritante e latejante,
que desmancha meu feliz semblante.
Que tristeza é essa,
que faz converter-se
em poesias de pranto?
Se é que algum dia na vida
algum poema feliz escrevi...
Esta agonia que assola
os demônios que me acompanham,
desmanchando as certezas
que haviam dentro de mim.
Enquanto houver essa tristeza
vou deitar na cama,
deixar rolar o pranto
e deixar fugir o riso,
quem sabe após a última lágrima
eu re-encontre o encanto
que havia nos meus primeiros versos...
Thiago Azevedo
Belém, 11 de agosto de 2010
que bate em meu peito,
faz latejar meu corpo
e molharem os olhos
de uma dor pungente
que me faz chorar.
Fui tomado por uma tristeza
que não compreendo,
uma tristeza tamanha
que não sei bem...
Olho para meu corpo,
tudo parece normal,
olho as fotos na parede,
vejo que está tudo bem,
tenho família, tenho amor,
mas porque ainda assim
estou tão tristonho?
Meus amigos passam
marcando minhas lembranças,
meu amor passeia
dançando em meu coração,
meus filhos bricam e brincam
para me fazerem feliz.
É possível estar triste
quando se está feliz?
Ainda não sei que dor é essa,
tão gritante e latejante,
que desmancha meu feliz semblante.
Que tristeza é essa,
que faz converter-se
em poesias de pranto?
Se é que algum dia na vida
algum poema feliz escrevi...
Esta agonia que assola
os demônios que me acompanham,
desmanchando as certezas
que haviam dentro de mim.
Enquanto houver essa tristeza
vou deitar na cama,
deixar rolar o pranto
e deixar fugir o riso,
quem sabe após a última lágrima
eu re-encontre o encanto
que havia nos meus primeiros versos...
Thiago Azevedo
Belém, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Desconcentrado
Estou desconcentrado,
perdido em pensamentos,
todos soltos e cercados
por uma intensa ansiedade,
um desejo de sair loucamente,
correndo a esmo,
simplesmente fugir correndo.
Minha cabeça está
como que girando e girando,
sem me deixar tonto,
sem sair do lugar,
ouço gritos,
falas descoordenadas,
manuscritos dislexos,
não sei corretamente
se escrevi meu nome,
será que nessa tensão louca
vou achar o caminho de casa?
Se não conseguir
espero que as estrelas
me sirvam de guia
e possa ficar em paz novamente.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de agosto de 2010
perdido em pensamentos,
todos soltos e cercados
por uma intensa ansiedade,
um desejo de sair loucamente,
correndo a esmo,
simplesmente fugir correndo.
Minha cabeça está
como que girando e girando,
sem me deixar tonto,
sem sair do lugar,
ouço gritos,
falas descoordenadas,
manuscritos dislexos,
não sei corretamente
se escrevi meu nome,
será que nessa tensão louca
vou achar o caminho de casa?
Se não conseguir
espero que as estrelas
me sirvam de guia
e possa ficar em paz novamente.
Thiago Azevedo
Belém, 10 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Poema incompleto
Desfaço
em cacos,
pedaços
quebrados,
partículas
minúsculas,
quadrados,
redondos,
quebrados.
refaço
colando
os cacos,
partes
de partes,
partidas,
incompletas,
perdidas,
o todo
incompleto,
pedaços
de pedaços,
poema
quebrado,
verso
incompleto,
rima
desfacelada,
escrito,
esquadrinhado
em poucas
palavras.
Thiago Azevedo
Belém, 05 de agosto de 2010
em cacos,
pedaços
quebrados,
partículas
minúsculas,
quadrados,
redondos,
quebrados.
refaço
colando
os cacos,
partes
de partes,
partidas,
incompletas,
perdidas,
o todo
incompleto,
pedaços
de pedaços,
poema
quebrado,
verso
incompleto,
rima
desfacelada,
escrito,
esquadrinhado
em poucas
palavras.
Thiago Azevedo
Belém, 05 de agosto de 2010
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