Brinca minha pequena criança
Nesta tua casinha de sonhos
Onde só há beleza e encanto
Não espaço para o pranto.
Embala tua filha imaginária,
Lê belas e confusas histórias
De livros encantados
Cheio de letras que ainda não lês.
Mas que importa a sintaxe?
Melhor é ver o mundo sob outra ótica.
Fantástica, ingênua e infantil
De pura beleza da alegria pueril.
Tudo se transforma,
A realidade se desconstrói
Em nome da liberdade.
Tudo fica invertido e divertido.
A mãe vira filha,
E filha converte-se em mãe,
Uma boneca que é muda,
Conta histórias pra gente rir.
Tudo muda completamente,
Principalmente as simples,
O travesseiro vira deliciosa torta
A mão virando no vazio,
Pode ser uma grandiosa porta.
É um mundo único,
Porque é só teu
É um reino encantado,
Onde sou um rei coroado.
Minha pequena princesa,
Que ensinas a ser feliz,
Sem amarras e sem prisões,
Amada filha Beatriz.
(Thiago Azevedo)
sábado, 30 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Desesperança
Hoje acordei assim,
Sem medir os passos,
Como uma sombra,
Que vive escondida
Esperando a luz
Para se sobrepor.
Haja luz,
Disse uma vez o poeta
E tudo se fez sombra,
Gritou a alma aflita,
Escondida nos versos
E em textos incompletos
Sem saber por quê.
Porque sou triste assim?
Em busca de tudo,
Principalmente de mim?
Tudo seria mais simples,
Talvez sem graça,
O riso é uma coisa tola,
Imprudente a manifestar em mim.
O que buscar enfim?
Se não há mais nada a fazer,
Apenas esse corpo pálido,
Exalando mal hálito,
Pútrido e infeliz
Deixou tudo para não ser
Feliz outra vez.
(Thiago Azevedo)
Sem medir os passos,
Como uma sombra,
Que vive escondida
Esperando a luz
Para se sobrepor.
Haja luz,
Disse uma vez o poeta
E tudo se fez sombra,
Gritou a alma aflita,
Escondida nos versos
E em textos incompletos
Sem saber por quê.
Porque sou triste assim?
Em busca de tudo,
Principalmente de mim?
Tudo seria mais simples,
Talvez sem graça,
O riso é uma coisa tola,
Imprudente a manifestar em mim.
O que buscar enfim?
Se não há mais nada a fazer,
Apenas esse corpo pálido,
Exalando mal hálito,
Pútrido e infeliz
Deixou tudo para não ser
Feliz outra vez.
(Thiago Azevedo)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Flor-de-lis
Como estou perdido,
Neste emaranhado de concreto armado
Desta selva tão cruel
Que mais parece um mausoléu.
Caminho como entre mortos,
Que não respiram e nem sentem,
Apenas vegetam vazios, passivos,
Esperando o corpo gélido fenecer.
Nessa selva fria e cinza
Debruço-me calmamente
Sobre uma flor delinqüente
Que teimosa, insiste em viver.
Pequena flor, tudo contrarias,
No meio dos mortos-vivos,
Suas cores e perfume extasiam
Mesmo que sem querer,
Flor-de-lis, belo e encantado ser.
Frágil e perpétua
Em minha alma vazia,
Vens linda e cálida
Resgatar-me deste sofrer.
Deste destino cruel
De ter minh’alma a perecer
Neste mundo trágico
Sem vida, a morrer.
Sinto de repente tudo esmorecer,
Vejo flor-de-lis desfalecer,
Aos pés de um morto-vivo,
Amaçada e sem vida,
Vejo tudo em mim perecer.
Choro por flor-de-lis,
Muito mais por mim,
Que perdi a cor e a alegria,
Amaçado cruelmente
Torno-me também um morto
Andante e sem vida.
(Thiago Azevedo)
Neste emaranhado de concreto armado
Desta selva tão cruel
Que mais parece um mausoléu.
Caminho como entre mortos,
Que não respiram e nem sentem,
Apenas vegetam vazios, passivos,
Esperando o corpo gélido fenecer.
Nessa selva fria e cinza
Debruço-me calmamente
Sobre uma flor delinqüente
Que teimosa, insiste em viver.
Pequena flor, tudo contrarias,
No meio dos mortos-vivos,
Suas cores e perfume extasiam
Mesmo que sem querer,
Flor-de-lis, belo e encantado ser.
Frágil e perpétua
Em minha alma vazia,
Vens linda e cálida
Resgatar-me deste sofrer.
Deste destino cruel
De ter minh’alma a perecer
Neste mundo trágico
Sem vida, a morrer.
Sinto de repente tudo esmorecer,
Vejo flor-de-lis desfalecer,
Aos pés de um morto-vivo,
Amaçada e sem vida,
Vejo tudo em mim perecer.
Choro por flor-de-lis,
Muito mais por mim,
Que perdi a cor e a alegria,
Amaçado cruelmente
Torno-me também um morto
Andante e sem vida.
(Thiago Azevedo)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Semente
Vem a semente
E morre, apaixonadamente,
Na terra que a consome
Intensamente.
Morre tão bela e cálida,
Neste chão que fecunda,
O nascer de um novo fruto
Deste amor que não se cala.
Criam em mim profundas raízes
E brotam belas e simples da flor,
Que de tão frágil e tão perene.
Por que te amo, bela flor?
Resistes firme ao tempo,
Mesmo o frio e ao relento
Não te tiram a beleza,
Frágil e inocente flor.
Vai-se o tempo, novas sementes
Um novo amor ressurge,
Tão simples e profundo,
Que brotam da nascente flor.
(Thiago Azevedo)
E morre, apaixonadamente,
Na terra que a consome
Intensamente.
Morre tão bela e cálida,
Neste chão que fecunda,
O nascer de um novo fruto
Deste amor que não se cala.
Criam em mim profundas raízes
E brotam belas e simples da flor,
Que de tão frágil e tão perene.
Por que te amo, bela flor?
Resistes firme ao tempo,
Mesmo o frio e ao relento
Não te tiram a beleza,
Frágil e inocente flor.
Vai-se o tempo, novas sementes
Um novo amor ressurge,
Tão simples e profundo,
Que brotam da nascente flor.
(Thiago Azevedo)
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Esperança II
Tudo sem sentido,
Sem sabor, vazio,
Descolorido e frio.
Apenas a incerteza
De dias melhores
Filho acredite,
Ainda seremos felizes,
Boa sorte.
Vamos sim,
Creio sim,
Vamos filho,
Passear juntos,
Para sermos felizes sim.
Sempre haverá alguém
Que nos estenda a mão
E nos levantará do chão
Para vermos o sol outra vez.
Não deixes abater
Filho acredite,
Ainda seremos felizes
E outra vez renascer.
(Thiago Azevedo)
Sem sabor, vazio,
Descolorido e frio.
Apenas a incerteza
De dias melhores
Filho acredite,
Ainda seremos felizes,
Boa sorte.
Vamos sim,
Creio sim,
Vamos filho,
Passear juntos,
Para sermos felizes sim.
Sempre haverá alguém
Que nos estenda a mão
E nos levantará do chão
Para vermos o sol outra vez.
Não deixes abater
Filho acredite,
Ainda seremos felizes
E outra vez renascer.
(Thiago Azevedo)
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